sexta-feira, junho 12, 2015

Viajar em tempo de Santos Populares!


Gosto de viajar nesta altura dos feriados de Lisboa. Aquilo que se perde em curtir as festas de Lisboa (que por acaso até gosto bastante), ganha-se em tempo de férias (devido aos feriados) e em descobrir novos destinos. Para além disso, a partir desta altura e até Agosto. os preços das viagens começam a subir em flecha.

Há um ano atrás, neste preciso dia, estava na Tailândia a viajar, pela magnífica Bangkok Airways, de Chiang Mai para Krabi. Depois de uns dias na cacofonia de Bangkok, da visita aos mercados flutuantes, ao templo dos tigres, à antiga capital Ayuthaya, encontrava-me em terras do ópio no Triângulo Dourado, a conhecer tribos antigas, e por fim a relaxar nas praias de água verde esmeralda pelas ilhas a sul. (Mais pormenores desta viagem aqui e aqui).








Em 2013, por esta altura estava a pôr o pé pela primeira vez em solo africano, ainda que não a África profunda. Estava na Tunísia, a curtir as praias de Djerba, a perceber a necessidade de um turbante tuaregue no deserto do Saara, a explorar os cenários de Star Wars em Tatouine,  a conhecer aldeias berbéres construídas debaixo do solo para proteger do calor. E a chegar à conclusão óbvia de que nem tudo o que é muçulmano e/ou árabe é necessariamente terrorista.






Em 2010, fiquei-me pelo norte do nosso país, aproveitando dias de sol e bom tempo no Porto, Braga, Barcelos, Guimarães. A provar e comprovar que temos um país maravilhoso, gastronomia excelente e barata, uma história infindável, uma cultura invejável e sítios de curtar a respiração.




Em 2009, estava na Grécia! Depois da passagem pela anciã Atenas, a delícia dos cenários de Santorini e das praias de Paros e Mykonos. As casas brancas de portas e cúpulas azuis, os ferrys que nos levam de ilha em ilha, os portos num rodopio de barcos, gentes e malas, os velhotes de pele queimada e enrugada que pouco falam inglês, mas o bastante para nos vender a estadia num quarto. Os mosteiros de sacerdotes ortodoxos, que vedam a entrada a mulheres. A Moussaka e a salada grega que me levou a descobrir o queijo feta e a nunca mais o deixar fora das minhas saladas.




Em 2008, passei alguns dias em Praga, na República Checa, carregadinha de turistas em pleno campeonato europeu de futebol, que tinha como anfitriões a Áustria e a Suíça. Inesquecível o castelo de Praga e as ruas de Kafka, mítica e de ambiente excepcional a Ponte Carlos, tenebroso mas interessante o cemitério judeu, maravilhosa e animada a Praça da Cidade Velha com o seu relógio astronómico.






Nos últimos anos, tenho-me desapegado do meu mundo, saído da minha zona de conforto e vivido outros mundos por uns tempos. Caso nada disso acrescentasse nada de bom à minha vida, em última instância conhecia melhor os meus limites!

Sou, sem dúvida, uma sortuda!

Obrigada, meu Sputnik!





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