sexta-feira, julho 13, 2018

Pós-parto: tudo a seu tempo.

Esta manhã uma amiga, récem-mamã, partilhou um artigo sobre os "defeitos" da gravidez no pós-parto e sobre como os devemos assumir como efeitos, sem vergonhas, sem frustrações. 
Hoje, um mês após o nascimento da Maria, partilho sem vergonhas o meu estado. 
A foto da direita é a foto de hoje. Com 60 quilos, ou seja, mais 6 quilos do que o meu normal e uma barriga em tudo muito semelhante a uma gravidez de 3/4 meses. Com a enorme diferença de que é uma barriga muito mais flácida do que a de grávida (a mais à esquerda). 
A minha roupa normal ainda não me serve, mas isso não me assusta, faz parte. 
Nesta fase estou muito mais preocupada com a Maria, do que comigo.
Bem sei que não me posso esquecer de mim, nem do meu Limoneiro, nem pretendo fazê-lo. Mas com calma. Tudo a seu tempo e sem pressões.
Se tenho saudades de ir ao ginásio e de fazer o meu Step, que pratiquei até às 38 semanas de gravidez? 
Tenho! 
Tenho saudades de ir à manicure, ao cabeleireiro, às massagens, à praia, ao café com as amigas, tenho saudades de ir ao cinema, de viajar. Tenho muitas saudades de ter tempo para mim e para as minhas rotinas. Mas isso a seu tempo virá. 
Este tempo com a Maria é que já não volta e por isso não tenho stress em ficar fit o mais rápido possível. 
Assim como assim este verão está uma treta! 😂👶🏻😎

  

segunda-feira, julho 02, 2018

Nem nos meus melhores sonhos eu imaginei um parto assim!

Como tinha prometido no post sobre o nascimento da Maria, aqui fica um lamiré do parto.

A Maria nasceu no Hospital de Santa Maria às 4.34h da manhã do dia 13 de Junho, dia de Santo António, com a idade gestacional de 40 semanas e 6 dias, ou seja, um dia antes de fazer as 41 semanas.

                                       

O parto foi induzido no dia 12 pelo tempo de gravidez que já levava e porque nesses últimos dias eu já sentia os movimentos fetais menos do que era normal.

Após o internamento por volta das 11.30 da manhã e da administração da medicação pelas 3.00h da tarde, foi aguardar pelas primeiras dores e pela evolução da dilatação.

Passadas algumas horas e já em trabalho de parto chegaram finalmente as dores e foi-me sugerida a epidural.  Apesar de fazer milagres, a epidural não tira as dores por completo, pelo que vos digo que se com epidural já é doloroso, não consigo imaginar o que será passar por aquela dor atroz sem anestesia. Na dúvida, aceitem esse imenso alívio, pois vão precisar de todas as vossas forças para a parte da expulsão.

Já com 8 dedos de dilatação e com uma sensação enorme de que a Maria estava para nascer a qualquer momento, tal era a pressão que sentia na zona do períneo, levaram-me para a sala de partos pelas 3.00h da manhã.

Na sala de partos, a médica que me acompanhou, tendo verificado que o ritmo cardíaco da Maria estava bem mesmo quando sofria uma contracção,  solicitou que aguardasse mais um pouco até aos 10 dedos de dilatação. Acreditava ela que seria possível fazer a dilatação completa e não ser necessário fazer episiotomia (vulgo corte).

Não sei se foi pelo facto de ter treinado o meu Step Coreografado até às 38 semanas de gravidez, se pelo sexo praticado durante toda a gravidez sem restrições, se pela minha idade (42 anos), se pelo facto de ser uma 2ª gravidez, se pela paciência e elevada experiência da médica que me fez o parto, se foi um simples milagre, ou se terão sido todos estes factores juntos a conspirar a meu favor, mas este parto correu muito melhor do que eu alguma vez poderia sonhar. 

Apesar das 14 horas de trabalho de parto e do cansaço extremo, foi possível aguardar pela dilatação completa ao ponto de não ser necessário ser cosida. Apesar de eu já ter ouvido falar de mulheres que dão à luz sem levar um único ponto, nunca nos meus melhores sonhos eu imaginei ter um parto assim: sem pontos, sem cortes, sem rasgos. 

No final,  o mais importante de tudo, pude ver a minha bebé, confirmar que ela estava bem. Chorei compulsivamente. Ela era perfeita. Era o fim de 9 meses de uma enorme expectativa e o culminar de uma felicidade abismal. Eu não ter levado pontos foi apenas um bónus. 




A Maria nasceu com 3.035kg e 48.5cms e ao fim de duas horas do parto já eu estava sentada na cama a comer. Mexia-me bem, andava, sentava-me, tudo sem dores. Tal qual a Kate Middleton, eu estava prontíssima para ir para casa o mais breve possível. Só não fui porque o Hospital tem um protocolo de 24 horas para a mãe e 48 horas para o bebé. 

Talvez por ter passado horrores no pós-parto da Smartieteen, nunca me convenci que poderia ter esta sorte imensa.  Este cenário torna tudo muito mais fácil: a recuperação física e o cuidar do nosso bebé. Que todos os partos fossem assim.  Abençoada Maria!


                                              


PS: O meu enorme obrigado a toda a equipa de enfermeiros e médicos do Hospital de Santa MAria. Tanto os que nos acompanharam nestas horas difíceis, bem como a todos os profissionais com P grande que nos seguiram durante esta gravidez de alto risco.


domingo, julho 01, 2018

Ter filhos: o que eu já não me lembrava!

Fui mãe de 1ª viagem há 17 anos da minha Smartieteen. Guardo memórias inolvidáveis desses tempos, mas há certos pormenores que eu já não me lembrava e que tenho revivido com a Maria Limão.

Não me lembrava que:

- com um recém-nascido, as idas à casa de banho passam a ser uma aventura, que os duches passam a ser ultra rápidos, que deixamos de ter tempo para cremes e maquilhagens pelo que aproveitamos todos os bocadinhos em que o bebé está a dormir ou que temos mais alguém em casa para o fazer. E mesmo com ele a dormir, se estivermos sozinhas, o ideal é levá-lo connosco para a casa de banho. Não vá a criatura acordar.

- temos uma enorme dificuldade em cumprir horários, pois assim que estamos para sair de casa, há sempre um cocó na fralda de última hora, ou uma mamada inesperada. E sair de casa, com todo o arsenal necessário, implica uma logística gigantesca.

- passa a ser impossível ter a casa arrumada. Simplesmente não dá, pois no exacto momento em que tens o jantar para fazer ou a roupa para estender, o bebé, aquele que tu não queres habituar ao colo a toda a hora, berra que se desunha e tu nem sabes bem porquê. Ou seja, ficamos em casa o dia todo, mas continuamos a não ter tempo para nada.

- as noites a dar de mamar de 2 em 2 horas são dolorosas. O cansaço é tal que fazemos coisas estapafúrdias como deixar o portão da garagem aberto ou meter a máquina da loiça a lavar sem detergente.

- continuamos a usar roupa de grávida, porque nos primeiros tempos nada mais não nos serve.

- há sempre quem tenha montes de dicas para dar: nâo dês suplemento, não dês chucha, não a habitues ao colo, não a deixes fazer da mama chucha, não mudes a fralda à noite, etc etc etc...  Mas nem todos os bebés são iguais, cada um tem as suas necessidades e nem sempre é fácil seguir tanta regra.


Tudo isto faz parte e é superado com o grande amor que nutrimos por este ser que entrou de rompante nas nossas vidas.

Agora, o que eu não sabia é que:
- os irmãos, Smartieteen e Timteen, iam ser tão loucos por ela ao ponto de ela ser a 1ª coisa pela qual perguntam quando acordam ou chegam a casa.
Coração de mãe é elástico! Mesmo que o tempo para nos dedicarmos aos mais velhos não seja o mesmo que o tempo que agora dedicamos ao recém-chegado, no coração de mãe há lugar para todos os filhos que venham ao mundo, e o amor por cada um deles é igualmente infindável. 




















sexta-feira, junho 29, 2018

Ela vai ser do que ela quiser

Quando até um muda-fralda serve de pretexto para o pai dizer que a Maria vai ser do Sporting. 
Como se a miúda tivesse nascido para sofrer. 

Recebi uma carta escrita

Ter amigas maravilhosas, de longa data, irmãs de coração, que nos querem bem como se para si fosse, que apesar de longe geograficamente fazem questão de estar presentes nos momentos cruciais da tua vida. 
E ainda nos escrevem cartas, daquelas enviadas pelo correio, como hoje em dia já ninguém faz. 
Isto é Limonada da Vida! 
Obrigada, Ana.