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sexta-feira, fevereiro 02, 2018

Os putos sabem lá o que querem da vida!

Tenho imensa inveja das pessoas que dizem:
- "ai eu já desde pequenino que sabia que queria ser médico", "eu sempre sonhei em ser professora", "como gosto muito de ajudar os outros, pelo que desde cedo soube que só podia ser assistente social", "enfermeira", "polícia",  "jornalista", etc.

Por esta altura tenho a Smartieteen no 11º ano e o Timteen no 12º ano.
Nesta fase do campeonato, já ambos escolheram (obrigados) a área que querem seguir, mas nenhum dos dois faz a mínima ideia do que quer ser quando for crescido. Conheço bem essa angústia, pois passei pelo mesmo. Eu nunca quis ser nada em particular.. Tirei um curso que até gostava, mas sem saber muito bem o que fazer com ele.

Os putos sabem lá o que querem da vida. Neste momento, ainda lhes exigem que peçam licença para tudo e mais alguma coisa, incluindo para ir à casa-de-banho, mas para o ano já é suposto eles saberem o que querem ser para o resto da vida? Como podemos esperar que decidam as suas carreiras de hoje para amanhã? Eu estou nos quarentas e continuo a não ter certeza das minhas escolhas profissionais...

É por isto que sou apologista que tirem um ano sabático. Que parem depois de 12 duros anos de escola para reflectir e ponderar as suas escolhas. Que saiam da sua zona de conforto e partam à descoberta de novas experiências. Que viajem enquanto voluntários ou para trabalhar fora do país. Que pratiquem novas línguas e conheçam novas culturas para no fundo se conheçam melhor a si próprios.

Se eles vão querer aproveitar esta oportunidade ou não, é com eles.
Mas fica a dica: http://anosabatico.pt








quarta-feira, junho 21, 2017

Divagações

Estes últimos dias não têm sido fáceis.

Nas notícias a desgraça de Pedrógão Grande, sobre a qual eu não consigo falar. Não sei o que se passa comigo, mas sinto que não tenho nada a dizer que já não tenha sido tido e redito, esmiuçado até ao limite da privacidade alheia e do sofrimento humano.

Não consigo tecer críticas, apontar dedos, não me parece que seja isso o fundamental neste momento. É quase o mesmo que quando um filho cai e se magoa, e apesar de o termos avisado várias vezes, no momento em que estamos a levá-lo para o hospital não repetimos consecutivamente "eu disse-te", pois não? Só queremos é fazer tudo para que ele fique bem e o mais rápido possível. Apontar-lhe o dedo seria ridículo, quando tudo o que queremos é vê-lo bem.

Até agora ainda não tinha falado no drama de Pedrógão aqui no blogue, talvez até por egoísmo, porque estava a viver o meu próprio draminha minúsculo, mas que era o meu, bolas!

Os meus últimos dias têm sido um vendaval. Felizmente não pelos motivos tão graves quanto os que agitam Pedrógão Grande e as vítimas do devastador incêndio. São motivos meus, que não importam agora partilhar, ou pelo menos que não me sinto preparada para os partilhar.

Melhores dias virão! A vida não é sempre um mar de rosas, mas também só é o drama que dele quisermos fazer. O que há a fazer nesses momentos? É levantar a cabeça e recomeçar tudo de novo se for preciso. A vida também é muito o que fazemos dela, e deixar de fazer algo com medo de errar é a pior forma de vida.

Fixo-me no meu marido, nos meus filhos e na enorme sorte que tenho em os ter. Agarro-me ao amor enorme que me têm e à felicidade de saber que sou fundamental nas suas vidas. Conforto-me com os amigos maravilhosos, que os tenho, que estão sempre lá quando é preciso, e que sabem exactamente quando me deixar a sós, na minha introspecção.  O resto, mais desilusão, menos desilusão, que se lixe! É apenas a vida a ser vivida.

No matter what, I rise!











quarta-feira, agosto 17, 2016

Pergunta-te a ti mesmo! # Boteco das Tertúlias #12

O momento Gustavo Santos no Boteco das Tertúlias!

Este mês decidimos reflectir sobre Objectivos de Vida inspirando-nos neste vídeo de Vishen Lakhiani sobre as três perguntas que devemos fazer a nós próprios.





Quem já chegou aos 30 anos e pensou para si mesmo "mas que raio tenho eu andado a fazer da minha vida?" sabe perfeitamente do que estamos a falar.

Aquela sensação de que o tempo está a passar e que perdemos o foco sobre aquilo que realmente faz sentido na nossa vida, aquilo que realmente importa.

E o mais engraçado é que muitas vezes temos aquilo que consideramos essencial, como o sorriso dos nossos filhos, acordar todos os dias ao lado do amor da nossa vida, termos a profissão que gostamos, e mesmo assim faltar qualquer coisa. Mesmo assim sentir que não estamos... inteiros.

O vídeo convida-nos a parar para reflectir nas seguintes questões:

1- What do you want to experience?
2- How do I want to grow?
3- What do I want to contribute to the planet?

No fundo, a pergunta geral é QUE FOTOGRAFIA AINDA TE FALTA TIRAR?

No meu caso, dei comigo a acreditar que a minha mãe ainda pode ser feliz, a pensar que gostava de puder ajudar a minha sobrinha na sua doença, que gostava de fazer mais para melhorar o negócio de família, a querer dar melhores condições de trabalho aos meus funcionários e melhor serviço aos meus clientes, a apetecer-me correr o mundo em missão de voluntariado, a querer ter mais tempo para ler, a ainda não ter perdido a esperança de aprender a tocar guitarra, a desejar que os meus filhos cresçam fortes e independentes, a querer ficar velhinha ao lado da pessoa que amo, a ter vontade de ter o meu próprio negócio, a querer ter mais tempo para os amigos, a achar que ainda gostava de escrever um livro, etc.

Experimentem o exercício aconselhado no vídeo, acompanhado por dicas do próprio Vishen. São apenas 90 segundos para cada resposta.

Vá lá! Que Selfie ainda te falta tirar na tua vida?



O Boteco das Tertúlias é uma colaboração com os blogues Contador de EstoriasLifes TexturesEspresso and Stroopwafel, e  Anas há Muitas.
Vão lá espreitar o Tema deste mês nos seus blogues.

quinta-feira, junho 16, 2016

Boteco das Tertúlias - #10 - Profissões

Este mês debate-se o tema PROFISSÕES no nosso Boteco das Tertúlias.


Aquilo que fazemos não nos define como pessoa. Ou será que sim?

A verdade é que o curso que escolhemos será, em princípio, aquilo que vamos fazer para o resto da nossa vida. E aquilo que fazemos todos os dias para o resto da nossa vida, mesmo que não espelhe na íntegra aquilo que somos, define uma grande parte de nós.

Parece-me que tudo começa muito cedo, demasiado cedo! Com 15 anos uma pessoa sabe lá o que quer da vida!!

Quando no Secundário tive de escolher a área que queria seguir, alguns dos meus colegas já sabiam que queriam ser engenheiros, arquitectos, advogados, etc. Eu não queria ser nada em especial e isso dificultou-me imenso a escolha.

Queria ser Educadora de Infância, porque adorava crianças, mas tinha de levar com a Matemática, disciplina na qual eu não era lá grande barra, pelo que anulei a escolha de imediato.

Acabei por escolher Humanidades e quando chegou a hora de entrar para a faculdade segui Línguas e Literaturas Modernas. Sempre adorei ler e escrever, mas daí a fazer disso uma profissão vai um grande salto. Sempre tive dificuldade em achar que "ser escritor" fosse uma profissão que metesse pão na mesa. Assim sendo, pensei nas traduções ou em ser guia-intérprete, qualquer coisa que tivesse a ver com escrita e/ou com línguas.

Acabei o curso, mas não me dediquei a nada com ele relacionado. A família tinha um negócio e o pai precisava de ajuda. Dei por mim envolvida nas burocracias da papelada do sector imobiliário até à ponta dos cabelos: recibos, facturas, procurações, contratos, escrituras... Os anos foram passando e eu fui ficando, na expectativa de um dia encontrar algo que me preenchesse, algo de que eu efectivamente gostasse...

Hoje, sou responsável pelo Customer Service de um grupo hoteleiro. Livrei-me das papeladas repetitivas e estou contente com este novo projecto de contacto directo com os clientes. Gosto de me esforçar para atingir a satisfação dos clientes, e que eles tenham o desejo de voltar. É um trabalho de equipa muito gratificante sempre que atingimos os objectivos. Nem sempre é fácil, mas dá uma pica desgraçada e todos os dias são diferentes. Ganho literalmente o dia sempre que um cliente nos deixa um postal no quarto, ou nos manda um mail ou um comentário no Tripadvisor agradecendo tudo o que fizémos por ele e pela sua família durante a sua estadia. Isso são dias felizes! Os profissionais pelo menos.

Já escrevi uns textos para a Revista F Magazine (já falado aqui no blog) e já fiz umas traduções para a Netflix, mas relacionado com o curso que tirei, pouco mais fiz do que isso.


Este ano é a vez da minha Smartieteen fazer a sua escolha de área para o Secundário. Espero que no futuro tenha a sorte de encontrar uma profissão não qual ela se reveja, e que a preencha diariamente.

De juíza a psicóloga, de jornalista a professora, passando pela advocacia ou pelo Turismo, por mim qualquer coisa serve desde que a faça feliz. Talvez porque o modo como eu me vejo e como me sinto não se revê totalmente naquilo que faço.

Se tivesse de fazer agora a escolha que fiz com 15 anos, teria escolhido algo relacionado com Viagens ou com Crianças, ou com voluntariado e solidariedade social. Se soubesse o que sei hoje, teria escolhido outro caminho que não o do negócio de família. Teria seguido o meu próprio caminho. 

Este é o único conselho que posso dar à minha Smartieteen.
Segue o teu próprio caminho, não te preocupes com o fazer o que está certo, com o que fica bonito, não tentes agradar aos teus pais, é a tua vida que tens de viver.





O Boteco das Tertúlias é uma colaboração com os blogues Contador de EstoriasLifes TexturesEspresso and Stroopwafel, e  Anas há Muitas.
Vão lá espreitar o Tema PROFISSÕES nos seus blogues.

sexta-feira, maio 22, 2015

Ser mãe também é isto, não é?

Para além de mudar fraldas, de os alimentar, de lhes ensinar as maneiras à mesa, habituá-los a serem educados, a cumprimentar as pessoas, a saber dizer "obrigado" e "desculpa", uma das funções de ser mãe também é dar a conhecer aos nossos filhos a música do nosso tempo.

Eles reclamam vivamente, tal como reclamam quando os obrigamos a comer sopa e acompanhar bife com brócolos, ou de cada vez que os mandamos lavar as mãos antes de virem para a mesa, ou quando lhes pedimos para largar o telemóvel, pois estamos em momento de convívio familiar, ou quando lhes mandamos fruta para o lanche da escola, etc, mas mais tarde eles vão dar valor.

Pelo menos é essa a minha esperança. Que mais tarde eles ouçam uma canção e digam "Ishhha bem! Há séculos que não ouvia isto, a minha mãe costumava obrigar-me ouvir isto no carro. Que saudades desses tempos". Eles vão dizer isto, não vão?

Tal como eu digo de cada vez que ouço ABBA, Júlio Iglesias ou Roberto Carlos, pois era o que os meus pais me obrigavam a ouvir naquelas viagens de carro infinitas até Viana do Castelo. A terra do meu pai ficava longe à brava, pois na altura não havia auto-estrada e a cassete do Júlio Iglesias tocava non-stop.

Ontem a caminho de casa, na Rádio Nostalgia, passou o Save a Prayer dos Duran Duran, antes de ontem foi Thunder Stuck dos AC/DC.  Eles só querem Cidade e Comercial, mas tal como os brócolos e todas aquelas coisas que os obrigamos a fazer porque lhes faz bem, insisti naquele som. Eles reclamam, mas no futuro eles vão agradecer-me. Devagarinho eles chegam lá.

Que raio de mãe seria eu se não lhes mostrasse o Bohemian Rapsody dos Queen, o Satisfaction dos Rolling Stones, o Run Like Hell dos Pink Floyd, Your Latest Trick dos Dire Straits,  Smells like Teen Spirit dos Nirvana , Boys don´t cry dos The Cure, Personal Jesus dos Depeche Mode, Joe Cocker, U2, Beatles, Genesis, e infinitos de outros??









quarta-feira, maio 13, 2015

O livre-arbítrio é tramado!

Ontem, a propósito da disciplina de Moral, a minha Smartieteen partilhou comigo alguma da matéria que vai sair no próximo teste relacionada com a LIBERDADE. E o que dizia no manual escolar era qualquer coisa como isto: a liberdade implica formarmo-nos enquanto pessoas escolhendo o caminho do amor ou o abismo da infelicidade.

Esta manhã, as primeiras notícias com que me deparo no facebook são as de um vídeo de jovens (vários, não apenas um, mas vários) a bater e humilhar um colega de escola. Não se trata só da cobardia de tantos contra um. É o incitamento de quem agride a que os outros o façam também, e a aparente passividade ou impotência de quem leva. Como se ele fosse um boneco. É revoltante!

Este blogue tem como objectivo descrever e sublinhar as coisas boas da vida, aquilo que refresca os nossos dias. Não tenho por hábito salientar os erros e/ou os defeitos (salvo raras excepções), o que de mau acontece. Para tristezas já bastam as notícias na tv, para desgostos já bastam muitas vezes os nossos sofrimentos diários e os dos que nos rodeiam.

No entanto, porque a vida não é só feita de Limonadas, sinto-me na obrigação de partilhar isto com os meus filhos e com quem segue a Limonada. Partilho-o com a legenda tal como a postei na página de facebook deste blogue.

Não me convenço de que isto possa ser representativo de uma geração (putos estúpidos sempre existiram, conheci alguns no meu tempo de miúda), mas não deixa de ser vergonhoso para todos (eles jovens, nós pais, educadores, psicólogos, autoridades) que estas cenas se repitam.

Podemos começar por dizer a estes miúdos que é um dever defender o agredido, e que quem não o faz é tão responsável quanto aquele que agride.

Mas não fiquemos por aí! Castiguem-nos! Não com uma semana de suspensão em casa na qual irão passar os dias a curtir agarrados ao pc e ao telemóvel, mas com um mês de trabalho comunitário.

Chamem-se os pais e expliquem-lhes que o "não lhes faltar com nada" não é educar. Chamem-se as escolas para que se dê mais formação cívica em vez de só debitar matéria. Estruturem-se novas campanhas de sensibilização contra a violência junto das camadas mais jovens. Faça-se algo!

Produzam-se mais adultos com carácter em vez de adultos com formação académica e sem valores.






Cada indivíduo tem a liberdade de escolher as suas acções. Há quem escolha a humilhação do outro, pois só assim adquire alguma auto-estima. Como mãe isto dá-me vómitos. Fiz questão de o mostrar aos meus filhos, de lhes mostrar que quem levanta a mão é fraco, ridículo e tão tão pequenino. O livre-arbítrio é tramado!



segunda-feira, maio 04, 2015

Já vos falei no KIVA?



Conheci esta organização através de uma entrevista da Oprah Winfrey ao ex-presidente Bill Clinton, na qual ele falava do sucesso desta excelente iniciativa e explicava como tudo funcionava.

KIVA é uma organização que permite, via internet e através de micro-empréstimos, ajudar pequenos negócios ou iniciativas particulares nos países de Terceiro Mundo.

Trata-se de um incentivo à criação/manutenção de um pequeno negócio, através do qual o nosso "financiado" se auto sustenta, a si e à sua família.

Não se trata de dar dinheiro, mas sim de fazer um empréstimo da quantia que entendermos, a partir de 25 dólares. O empréstimo é feito por um prazo específico, ao fim do qual a quantia emprestada nos é devolvida, não se tratando por isso de caridade.

A escolha do projecto que queremos apoiar é nossa. Podemos pesquisar por actividade económica, por país, por género, pela quantia, etc. Percorremos a lista dos projectos "à procura de financiamento" e depois é só seleccionar a quantia que estamos disponíveis para emprestar. Depois de o projecto estar financiado na íntegra é que os prazos começam a contar. Durante todo o processo, vamos recebendo informação sobre o projecto, sendo possível consultar online as quantias já devolvidas e como o negócio do nosso "financiado" está a correr.

No final, é-nos devolvida a quantia emprestada, e nem mais um tostão. Não há outro retorno/lucro que não seja o de saber que ajudámos alguém a sobreviver e a ganhar o seu próprio sustento. Depois é só decidir se queremos reaver o nosso dinheiro, ou emprestá-lo novamente. É isto que tenho feito "reemprestar."

Estou neste projecto desde 2007, e dos 22 projectos que financei (em 18 países) apenas um não me devolveu a quantia emprestada. Todos os outros foram bem sucedidos, pelo que valeu bem a pena o "investimento".

Desafio-vos a experimentar. É uma experiência viciante, e à distância de um click.
Registo em : http://www.kiva.org/

4 Steps to Kiva lending:
1-Choose a borrower
2-Make a loan
3-Get repaid
4- Repeat! Over and over again

Vídeo:


terça-feira, março 31, 2015

Os Mean Tweets, as ofensas vazias e a Geração Internet

Cada vez mais a crítica vazia, desmesurada e sem qualquer fundamento alimenta posts, tweets e blogues.  Não são apenas brincadeiras inofensivas para o pessoal rir um bocado. São ofensa e asneira da grossa. São ódios raivosos, com alguma frustração à mistura, que tentam passar despercebidos quando confundidos com ironia.

Através da Maria das Palavras descobri que o apresentador Jimmy Kimmel tem um segmento no seu programa intitulado Mean Tweets, no qual coloca as celebridades a ler os tweets que lhes são carinhosamente dedicados. E o resultado é isto:





Por terras lusas também se "brinca" assim. Persegue-se árdua e meticulosamente os concorrentes da Casa dos Segredos, o Cláudio Ramos, o Gustavo Santos, a Ana Malhoa, e tantos outros. Perscruta-se qualquer peidinho que essa gente dá, e depois vale tudo na caça ao "like". Fica a faltar a parte em que se colocam essas celebridades a ler o que é escrito acerca delas. Isso é que eu pagava para ver!

Outro alvo fantástico são os jovens. Dizer o quanto esta juventude está perdida. Como se nós não tivéssemos sido já jovens inconscientes e inconsequentes (parvos, vá!) também. Pessoal, nós somos/éramos a "Geração Rasca", lembram-se?

Critica-se a postura desta juventude na net, a libertinagem permitida pelos pais, a devassidão... Grita-se bem alto (ie, publica-se em letras maiúsculas) que os pais de hoje em dia não querem saber o que os filhos andam a fazer na net. Conheço mães/pais que proibiram o contacto dos filhos com qualquer rede social, e eles estão lá na mesma.

Nós já fomos adolescentes, nós sabemos bem como se faz asneira sem os pais saberem, certo? Estes miúdos (Geração Internet) são a primeira geração a ser posta à prova perante milhões de juízes das atitudes dos outros, juízes que só estão de olhos postos no mal.

Ontem na televisão, no programa "Agora Nós" conheci a Ana Filipa. Uma pensadora atrevida, autora do blogue Diário de uma Borboleta, e que com apenas 16 anos já publicou dois livros. Tão novinha, mas já sabe por onde quer voar e já começa a bater asas para lá chegar.

Tenho cá para mim que sem ser preciso muito esforço, encontramos pensamentos interessantes, escritas coerentes e espíritos inovadores nesta nova geração. Miúdos que habitam nas redes sociais e que as usam em bom proveito, que têm algo de relevante a dizer, e que (por incrível que pareça) sabem pensar!



sexta-feira, fevereiro 06, 2015

Explosão de talento em tamanho XS

Cada vez mais me convenço que já chega de nos agarrarmos aos feitos dos nossos antepassados.

Temos mesmo de é de olhar para o futuro, para os que hoje abrilhantam o nosso mundo e que irão ser bem sucedidos se lhes for dada oportunidade para tal.

Recentemente estive numa palestra organizada pela Projecto Memória entitulada "Pequenos Pensadores Grandes Questões" no Museu da Electricidade, em consonância com a exposição 7 mil milhões de outros, onde foram entrevistados cinco miúdos entre os 8 e os 17 anos, cada um mais fantástico que do outro, a falar de liberdade, religião, dos seus sonhos e receios, de amor e do que significa ser português.

Oiçam o que vos digo, o futuro está nesta criançada.

Veja-se o caso de Maddie Ziegler, a pequena bailarina de 12 anos recentemente conhecida pela sua presença no vídeo da cantora australiana Sia entitulado Chandelier. Logo na primeira vez que vi o vídeo, fui "agarrada" por esta explosão de talento em tamanho XS.



Após o bom trabalho, Maddie foi novamente escolhida para ser a Mini Sia em Elastic Heart:




Após esta estreia, a pequena bailarina já actuou no Saturday Night Live e no The Ellen Degeneres Show. How about that for a 12 year old?

Nada se consegue sem esforço, trabalho e dedicação (como diria o nosso Cristiano Ronaldo), e Maddie é exemplo disso: dança desde os dois anos de idade, treina 40 horas por semana e tem aulas em casa para poder dedicar mais tempo à sua dança.

Com a fama veio também a solidariedade, pelo que Maddie é hoje uma das embaixadoras da Starlight Children´s Foundation

It smells like future in here!