O meu aniversário já foi há dois dias, mas preciso de deixar aqui este registo em jeito de balanço.
Dizem que nativos de Balança ♎️ são românticos, elegantes, delicados, diplomáticos, que procuram incessantemente o equilíbrio.
Não sei se sou tudo isso, mas gosto sem dúvida de equilíbrio. Preciso de equilíbrio e de estabilidade, apesar de ter noção que foi graças aos momentos de desequilíbrio que me desconstroí e me recriei.
Foi nos momentos de mudança que me elevei.
Foi nos momentos de ruptura que me descobri e reinventei.
Tempos houve em que o novo me fazia tremer e a ansiedade tomava conta de mim como água numa fissura.
Mas se há coisa que a idade tem de bom é o aprendermos que o novo pode ser maravilhoso. O diferente oferece-nos experiências, dá-nos escolhas, acrescenta-nos currículo e obriga-nos a viver. E o viver apresenta-nos a serenidade.
O novo traz emoções que o conformismo desconhece.
Hoje, ao fazer 44 anos, o novo já não me mete medo. Continuo a precisar de equilíbrio e estabilidade, mas já num outro patamar. Equilíbrio sem conformismo, equilíbrio com uma pitada de adrenalina, com vontade de abraçar o tanto que a vida tem. Equilíbrio que não signifique estagnar, mas sim descobrir, viajar, aprender, conhecer, amar, abraçar e sorrir.
Equilíbrio não é ser amigo de todos, mas sim de quem dança o mesmo tango, de quem nos dá colo, de quem nos respeita, de quem preza a nossa companhia, de quem mesmo não sendo de sangue nos acolhe.
Equilíbrio não é aceitar tudo o que nos impingem, mas saber escolher e agarrar o que nos faz bem.
Equilíbrio é arriscar ser feliz. Arriscar-sentir-amar-sorrir como se fossem todos um verbo só.
É aproveitar cada dia porque o amanhã é magia.
Toda a comida precisa de uma pitada de sal, toda a vida precisa de um toque de limonada.
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sexta-feira, outubro 11, 2019
quinta-feira, setembro 05, 2019
Movimento #Deixa jogar
Sempre associei o futebol a asneiredo, é verdade. Eu própria o faço, quando estou a ver futebol e há uma bola à trave ou um lance que poderia dar golo e não dá. De vez em quando lá sai uma caralh&%$#. São desabafos.
Não obstante, não concebo o futebol como uma possibilidade de agredir ninguém, seja verbal ou fisicamente. O futebol não é isso. Muito menos em jogos dos nossos filhos, em que os putos só se querem divertir, correr e jogar à bola.
Uns dias ganha-se, noutros perde-se. Não se pode ganhar sempre, mas parece que só os pais é que ainda não entenderam isso. Neste cenário os pais são muitas vezes um péssimo exemplo do que significa competição. São o exemplo da ofensa desmesurada, do racismo, do sexismo, da violência física nas bancadas com outros pais e da opressão aos próprios filhos. Sem paninhos quentes: o pais a serem completos idiotas, vá.
No meu tempo jogava-se à bola na escola, no recreio ou nas aulas de educação física, e os pais não estavam lá para ver. Felizmente. Tinhamos tempo de chegar a casa e explicar o joelho esmurrado por causa do quase-golo que marcámos. Éramos felizes.
quinta-feira, julho 18, 2019
A medicina estética é como as redes sociais, toda a gente diz mal mas...
A medicina estética é como as redes sociais. Toda a gente diz mal, mas toda a gente lá anda.
E eu não sou excepção!
Já meio mundo abraçou a medicina estética. Eu fazia parte do outro meio mundo, até agora.
Porquê? Porque há uma coisa que eu não gosto em mim.
Não são as mamocas pequeninas e moles após terem alimentado duas crianças.
Não é a celulite nos glúteos que parece sublinhada a marcador amarelo flourescente de cada vez que visto o biquini.
Não é a barriga flácida após duas gravidezes, uma delas aos 42 anos.
Não é o nariz proeminente, defeito de todas as mulheres da família.
Tão pouco são as orelhas demasiado grandes, até porque o cabelo tapa.
Não gosto do meu olhar e das olheiras gigantes que ocupam o contorno ocular, principalmente aquele canto junto ao nariz, dando-me um ar doente e descuidado mesmo quando me encho de maquilhagem. As olheiras dão-me um ar velho e exausto, sugam-me todas as energias assim que me vejo no espelho logo pela manhã, mesmo que acorde com vontade de conquistar o mundo.
É verdade que durante 4 meses a Maria acordava de 2 em 2 horas para mamar, pelo que as olheiras eram apenas mais um sinal do cansaço extremo que me invadiu quando ela nasceu. No entanto, felizmente, a miúda já dorme noites seguidas desde os 8/9 meses. Já consigo deitar-me à meia-noite e acordar lá prás oito da manhã, o que um bom descanso.
Na verdade eu já tinha as sacanas das olheiras antes da gravidez. Já as tinha há séculos, e sempre tentei minorar o seu aspecto gastando rios de dinheiro em cremes anti-olheiras caríssimos (que em mim nunca resultaram) e enchendo-me de corrector na maquilhagem.
Ora, andei a investigar e percebi que felizmente o meu problema tinha solução. A medicina estética tinha não uma, mas duas soluções para o meu problema:
1- Injecção de ácido hialurónico , que para além de preencher as cavidades ajuda a hidratar essa zona. Grande parte dos cremes contorno de olhos já contêm acidó hialurónico, mas uma coisa é o efeito temporário do creme, outra bem diferente é a injecção do mesmo. O ácido é um componente natural existente na pele, mas que começamos a perder a partir dos 18 anos, pelo que pode perfeitamente ser usado como preenchimento de imperfeições;
2- a carboxiterapia, ou seja, dióxido de carbono injectado por forma a estimular a produção de colagénio e alterando a cor das olheiras para um tom mais rosado e menos escuro.
Para além de os resultados serem praticamente imediatos, não somos obrigadas a ficar enclausuradas em casa, com vergonha de mostrar o rosto, pois em ambas as intervenções não há qualquer inchaço, nódoa negra ou vestígio da intervenção feita. Fica uma picada, é certo, mas facilmente disfarçável com um pouco de base.
Ora digam lá se não faz diferença:
E perguntam vocês: E isso é coisa para que valores?
Não é barato, mas também não precisam de vender o cão, o gato e a sogra para o fazer.
A injecção de ácido hialurónico ronda os 250/300€, e para mim bastou uma vez. A carboxiterapia ronda os 350€ um pack de 5 sessões.
Atenção à clínica onde fazem os tratamentos, O mais barato muitas vezes sai caro, e com o nosso corpo não se brinca. Já aqui partilhei convosco que na minha primeira ida a uma clínica acabei por sair de lá sem fazer qualquer tipo de tratamento, pois não me agradou o local, o atendimento, etc. Aqui, para quem não leu! Deu perfeitamente para perceber que o negócio corre bem e que anda lá meio mundo, mas a mim não me transmitiu a segurança e tranquilidade que eu precisava para me lançar nesta aventura.
Para quem pretende melhorar uma coisita aqui, uma coisita ali, sem grandes intervenções cirúrgicas, sem recobros ou dias desaparecidos do mapa para ninguém saber o que andaram a fazer, o preencimento e correcção de imperfeições e rugas com ácido hialurónico é uma boa solução.
Se quiserem partilhar as vossas experiências, as vossas dúvidas e cetezas, angústias e alegrias, o espaço dos comentários é todo vosso.
E eu não sou excepção!
Já meio mundo abraçou a medicina estética. Eu fazia parte do outro meio mundo, até agora.
Porquê? Porque há uma coisa que eu não gosto em mim.
Não são as mamocas pequeninas e moles após terem alimentado duas crianças.
Não é a celulite nos glúteos que parece sublinhada a marcador amarelo flourescente de cada vez que visto o biquini.
Não é a barriga flácida após duas gravidezes, uma delas aos 42 anos.
Não é o nariz proeminente, defeito de todas as mulheres da família.
Tão pouco são as orelhas demasiado grandes, até porque o cabelo tapa.
Não gosto do meu olhar e das olheiras gigantes que ocupam o contorno ocular, principalmente aquele canto junto ao nariz, dando-me um ar doente e descuidado mesmo quando me encho de maquilhagem. As olheiras dão-me um ar velho e exausto, sugam-me todas as energias assim que me vejo no espelho logo pela manhã, mesmo que acorde com vontade de conquistar o mundo.
É verdade que durante 4 meses a Maria acordava de 2 em 2 horas para mamar, pelo que as olheiras eram apenas mais um sinal do cansaço extremo que me invadiu quando ela nasceu. No entanto, felizmente, a miúda já dorme noites seguidas desde os 8/9 meses. Já consigo deitar-me à meia-noite e acordar lá prás oito da manhã, o que um bom descanso.
Na verdade eu já tinha as sacanas das olheiras antes da gravidez. Já as tinha há séculos, e sempre tentei minorar o seu aspecto gastando rios de dinheiro em cremes anti-olheiras caríssimos (que em mim nunca resultaram) e enchendo-me de corrector na maquilhagem.
Ora, andei a investigar e percebi que felizmente o meu problema tinha solução. A medicina estética tinha não uma, mas duas soluções para o meu problema:
1- Injecção de ácido hialurónico , que para além de preencher as cavidades ajuda a hidratar essa zona. Grande parte dos cremes contorno de olhos já contêm acidó hialurónico, mas uma coisa é o efeito temporário do creme, outra bem diferente é a injecção do mesmo. O ácido é um componente natural existente na pele, mas que começamos a perder a partir dos 18 anos, pelo que pode perfeitamente ser usado como preenchimento de imperfeições;
2- a carboxiterapia, ou seja, dióxido de carbono injectado por forma a estimular a produção de colagénio e alterando a cor das olheiras para um tom mais rosado e menos escuro.
Para além de os resultados serem praticamente imediatos, não somos obrigadas a ficar enclausuradas em casa, com vergonha de mostrar o rosto, pois em ambas as intervenções não há qualquer inchaço, nódoa negra ou vestígio da intervenção feita. Fica uma picada, é certo, mas facilmente disfarçável com um pouco de base.
Ora digam lá se não faz diferença:
E perguntam vocês: E isso é coisa para que valores?
Não é barato, mas também não precisam de vender o cão, o gato e a sogra para o fazer.
A injecção de ácido hialurónico ronda os 250/300€, e para mim bastou uma vez. A carboxiterapia ronda os 350€ um pack de 5 sessões.
Atenção à clínica onde fazem os tratamentos, O mais barato muitas vezes sai caro, e com o nosso corpo não se brinca. Já aqui partilhei convosco que na minha primeira ida a uma clínica acabei por sair de lá sem fazer qualquer tipo de tratamento, pois não me agradou o local, o atendimento, etc. Aqui, para quem não leu! Deu perfeitamente para perceber que o negócio corre bem e que anda lá meio mundo, mas a mim não me transmitiu a segurança e tranquilidade que eu precisava para me lançar nesta aventura.
Para quem pretende melhorar uma coisita aqui, uma coisita ali, sem grandes intervenções cirúrgicas, sem recobros ou dias desaparecidos do mapa para ninguém saber o que andaram a fazer, o preencimento e correcção de imperfeições e rugas com ácido hialurónico é uma boa solução.
Se quiserem partilhar as vossas experiências, as vossas dúvidas e cetezas, angústias e alegrias, o espaço dos comentários é todo vosso.
sexta-feira, julho 12, 2019
Colinho? Hoje e sempre
Tenham a idade que tiverem: colinho sempre!
Eu até tenho em casa um cadeirão igual a este, calha bem.
Via Oh Mamã
-)
Eu até tenho em casa um cadeirão igual a este, calha bem.
Via Oh Mamã
-)
segunda-feira, julho 08, 2019
Sinto-me novamente com 25 anos
Já me têm perguntado se a Maria Limão veio a este mundo por acidente, ou se foi uma escolha.
Ser mãe aos 42 anos depois de ter uma filha já com 17 anos, foi efectivamente uma escolha. Uma das melhores decisões da minha vida.
Quem segue o blogue há algum tempo sabe que a nossa ida às Maldivas 🇲🇻 levou-nos a planearmos o nosso casamento. Foi deitada nas areias de uma ilha no Índico que fui pedida em casamento. Ora, com a vontade de casar veio a vontade de termos um filho, ao fim de 9 anos relacionamento. Foi lá que decidimos que iríamos tentar. Nós tentámos, a natureza quis e a Maria nasceu.
Desde que fiquei grávida que me chamam de atrevida, aventureira, corajosa.
Não me identifico com nenhum desses adjectivos. Sinto antes que sou uma sortuda. Sou uma sortuda por ter conseguido engravidar (dois meses depois de um aborto espontâneo), por a gravidez ter corrido às mil maravilhas permitindo-me continuar com o meu step, por olhar para a Maria e achar que ela é perfeita. Sortuda pela saúde que a tem acompanhado, sortuda por estar a viver novamente a maternidade como se fosse a primeira vez.
Também já me têm perguntado se tenho a mesma paciência que tive quando a Smartieteen nasceu. A mesma paciência para as brincadeiras, para as idas aos parques, e eu penso “Então não tenho paciência? Como não ter? Há lá coisa melhor do que fazer um filho feliz?”
Há lá coisa melhor do que levá-la aos escorregas e fazê-la gargalhar de alegria? Há lá coisa melhor do que vê-la a aprender todos os dias uma coisa nova?
Esta tarde foi a festa de fim de ano da creche da Maria. Sabem aquelas festas em que nos babamos todos só de vermos os nossos filhos no palco? Em que filmamos cada segundo para mais tarde recordar?
Hoje senti-me novamente com 25 anos. Como se estivesse a assistir a estas festas pela primeira vez. A maternidade renascida e vivida como se fosse a primeira vez.
Por ela subi ao palco e dancei em frente a dezenas de pessoas. Por ela deito-me no chão a brincar, jogo à bola, volto a andar descalça na relva, dou mergulhos na água gelada da praia, deslizo no escorrega, ando de baloiço, faço caretas e ponho a língua de fora 😛 . Por ela tudo! Tal como fiz com a Smartieteen. Com a mesma vontade de fazer parte da sua vida e de lhe criar memórias.
Se isto é ser aventureira e corajosa, então eu sou.
Para mim isto é só ser mãe.
Ser mãe aos 42 anos depois de ter uma filha já com 17 anos, foi efectivamente uma escolha. Uma das melhores decisões da minha vida.
Quem segue o blogue há algum tempo sabe que a nossa ida às Maldivas 🇲🇻 levou-nos a planearmos o nosso casamento. Foi deitada nas areias de uma ilha no Índico que fui pedida em casamento. Ora, com a vontade de casar veio a vontade de termos um filho, ao fim de 9 anos relacionamento. Foi lá que decidimos que iríamos tentar. Nós tentámos, a natureza quis e a Maria nasceu.
Desde que fiquei grávida que me chamam de atrevida, aventureira, corajosa.
Não me identifico com nenhum desses adjectivos. Sinto antes que sou uma sortuda. Sou uma sortuda por ter conseguido engravidar (dois meses depois de um aborto espontâneo), por a gravidez ter corrido às mil maravilhas permitindo-me continuar com o meu step, por olhar para a Maria e achar que ela é perfeita. Sortuda pela saúde que a tem acompanhado, sortuda por estar a viver novamente a maternidade como se fosse a primeira vez.
Também já me têm perguntado se tenho a mesma paciência que tive quando a Smartieteen nasceu. A mesma paciência para as brincadeiras, para as idas aos parques, e eu penso “Então não tenho paciência? Como não ter? Há lá coisa melhor do que fazer um filho feliz?”
Há lá coisa melhor do que levá-la aos escorregas e fazê-la gargalhar de alegria? Há lá coisa melhor do que vê-la a aprender todos os dias uma coisa nova?
Esta tarde foi a festa de fim de ano da creche da Maria. Sabem aquelas festas em que nos babamos todos só de vermos os nossos filhos no palco? Em que filmamos cada segundo para mais tarde recordar?
Hoje senti-me novamente com 25 anos. Como se estivesse a assistir a estas festas pela primeira vez. A maternidade renascida e vivida como se fosse a primeira vez.
Por ela subi ao palco e dancei em frente a dezenas de pessoas. Por ela deito-me no chão a brincar, jogo à bola, volto a andar descalça na relva, dou mergulhos na água gelada da praia, deslizo no escorrega, ando de baloiço, faço caretas e ponho a língua de fora 😛 . Por ela tudo! Tal como fiz com a Smartieteen. Com a mesma vontade de fazer parte da sua vida e de lhe criar memórias.
Se isto é ser aventureira e corajosa, então eu sou.
Para mim isto é só ser mãe.
terça-feira, junho 18, 2019
Baptizado da Maria Limão
Este Domingo foi o dia do baptizado da Maria.
Foi um dia de amor, sorrisos rasgados, abraços prolongados e emoções fortes.
Foi dia de partilha com as pessoas que amamos e que nos fazem felizes.
Esqueci o telemóvel. Não tirei uma única foto (o fotógrafo estava lá para isso).
Não filmei um segundo.
Vivi.
Vivi este dia em pleno. Como ele merecia ser vivido.
Isto é Limonada da Vida!
Foi um dia muito feliz com a enorme ajuda de todos os que nos honraram com a sua presença e com o excelente trabalho da equipa da Quinta D'Ouressa.
Foi um dia de amor, sorrisos rasgados, abraços prolongados e emoções fortes.
Foi dia de partilha com as pessoas que amamos e que nos fazem felizes.
Esqueci o telemóvel. Não tirei uma única foto (o fotógrafo estava lá para isso).
Não filmei um segundo.
Vivi.
Vivi este dia em pleno. Como ele merecia ser vivido.
Isto é Limonada da Vida!
Foi um dia muito feliz com a enorme ajuda de todos os que nos honraram com a sua presença e com o excelente trabalho da equipa da Quinta D'Ouressa.
segunda-feira, maio 06, 2019
Nunca serei uma fashion blogger
Acordei, abri o estore da janela do quarto e deparei-me com um dia feio e nublado, ao contrário dos últimos dias.
- Bolas, ainda ontem estava tempo de praia. Lá se vai o vestido de verão e a sandalinha!
Fiquei logo naquele mood do:
-não tenho nada para vestir e não estou com pachorra para combinar cores e padrões e essas cenas.
Vamos partir para o básico, clássico e intemporal. Aquele look que nunca falha: jeans, t-shirt branca e blazer preto. Maquilhagem. Também não estou para coisas elaboradas. Vamos partir para o tradicional rímel preto, baton vermelho, e está feito.
No fim, olho-me ao espelho e concluo:
- shit, pareço uma funcionária da Zara.
- Bolas, ainda ontem estava tempo de praia. Lá se vai o vestido de verão e a sandalinha!
Fiquei logo naquele mood do:
-não tenho nada para vestir e não estou com pachorra para combinar cores e padrões e essas cenas.
Vamos partir para o básico, clássico e intemporal. Aquele look que nunca falha: jeans, t-shirt branca e blazer preto. Maquilhagem. Também não estou para coisas elaboradas. Vamos partir para o tradicional rímel preto, baton vermelho, e está feito.
No fim, olho-me ao espelho e concluo:
- shit, pareço uma funcionária da Zara.
quinta-feira, maio 02, 2019
Os teus sonhos também vão mudar, Smartieteen!
Este blogue gira muito à volta das coisas que nos fazem bem, que nos refrescam a vida. Ora realizar um sonho é obviamente uma dessas coisas. Realizar um sonho é Limonada da Vida. E os nossos sonhos, concretizáveis ou não, vão mudando com a passagem do tempo e com a nossa idade.
Neste fim de semana, a Smartieteen esteve em Milão a realizar o actual sonho da sua vida: conhecer a protagonista da série da Netflix "Reign", a actriz Adelaide Kane.
Bastou para tal comprar entradas para a Convenção da série. Teve a sorte de no mesmo fim de semana, também em Milão, decorrer a Convenção de Once Upon a Time, onde pode estar ao vivo e a cores com a Evil Queen, Lana Parrila, e outros protagonistas.
Ora apesar de ter passado por momentos indescritivelmente felizes, a Smartieteen chegou de Milão triste e pensativa. Aquele sonho pelo qual aguardou cerca de um ano já tinha passado. Acabou! Nunca mais na vida ela ia reencontrar-se com aquele grupo de actores e actrizes. Restava-lhe continuar a segui-los nas redes sociais.
Fiz o meu papel de mãe, e disse-lhe aquela frase muito motivaconal e inspiradora do "não fiques triste porque acabou, fica feliz porque aconteceu", mas não serviu de muito.
Ontem, estava eu nas minhas lides de casa, e de repente a Smartieteen entra na cozinha histérica de alegria. Durante a convenção, ela tinha pedido à Adelaide Kane para a mencionar no seu Insta Stories, nunca pensando que ela o fizesse. Mas fez o pedido na mesma com um cartaz todo catita. Talvez pela originalidade do pedido da Smartieteen, a actriz cumpriu o prometido e partilhou a foto dela no seu Instagram:
Não imaginam a euforia dela. Estava a ver que a miúda tinha um ataque cardíaco. Com a partilha da actriz, começaram a surgir dezenas de novos seguidores da sua conta AdelaideKanePortugal e ela em êxtase com tudo aquilo.
Fiquei a pensar nesta alegria imensa dela, e de repente tive uma epifania. Desde cedo que a Smartieteen tem sonhos, e felizmente a maior parte deles foram concretizados.
Quando era pequenina, o sonho dela era ver a Floribella ao vivo. Levei-a. Mais tarde, já seguidora da Hanna Montana/Miley Cyrus realizei-lhe o sonho de a ir ver em concerto no Rock in Rio. Depois seguiu-se a febre dos One Direction. Fomos de propósito ao Porto, só para ela os ver.
Ah, e o Shawn Mendes também, com direito a Meet and Greet e tudo!
O Harry Styles, em Amesterdão.
E agora, a sua Adelaide Kane.
Já passava da meia-noite, mas fui ao quarto da Smartieteen e disse-lhe:
- tu és uma sortuda danada, sabias? Tens tido a possibilidade de ver ao vivo todos os teus ídolos, mas mais do que isso tiveste a enorme felicidade de conhecer, abraçar, beijar, tirar fotos, falar com a Adelaide Kane. Por isso, mais do que estares feliz, mais do que agradeceres ao teu pai pela viagem que te proporcionou, mais do que partilhares em todas as redes sociais e mais alguma este momento, eterniza-o!
- Como assim, mãe?
- Escreve no teu livro de memórias ou no teu Diário a experiência fantástica que tiveste. Torna este momento eterno partilhando-o com a Smartieteen que o irá ler daqui a 30 ou 40 anos, e só assim o ele será eterno para ti própria. Quando tiveres a minha idade e releres o que for escrito agora, vais lembrar o quanto foste feliz neste momento.
- Achas mãe?
- Sabes, eu nunca tive essa oportunidade. Eu não tive tanta sorte, ou então fui eu que não soube escolher o meu ídolo. Eu era fã de uma lenda que já não era viva, o Elvis Presley. Tinha de me contentar com o poster que tinha pendurado na parede do quarto. Lembro-me de chorar à noite na cama só de pensar que nunca na vida iria ter a oportunidade de o ver em concerto, quanto mais de o conhecer pessoalmente.
Mas tu tiveste essa sorte! De cada vez que te bater a saudade da Adelaide Kane e te sentires triste porque nunca mais a vais ver, lê o que escreveste. Tenho a certeza que te vais sentir muito melhor. Daqui por uns anos vais ter outros objectivos, outros sonhos e, se deus quiser, vais concretizá-los, ou não! Vais-te apaixonar, casar, querer ser mãe, e ter outras ambições profissionais e sonhos diferentes destes da adolescência, mas nessa altura vai ser importante aperceberes-te que muitos dos teus desejos de adolescente foram tornados realidade.
- A vontade de reencontrar a Adelaide nunca me vai passar, mãe! Tu se hoje tivesses a possibilidade de conhecer o Elvis, não o ias ver?
- Ia com certeza, mas já não com a mesma euforia. Estas fases têm o seu tempo. E nós têmo-las na idade própria de as ter. Hoje em dia, com 43 anos, o meu sonho de vida já não é conhecer o Elvis, mas sim ver-te a ti e à tua irmâ crescer. Ter saúde e vitalidade para criar a tua irmã e concretizar-lhe os sonhos, tal como fiz contigo. É esse o meu sonho hoje em dia. E os teus também vão mudar acredita!
Neste fim de semana, a Smartieteen esteve em Milão a realizar o actual sonho da sua vida: conhecer a protagonista da série da Netflix "Reign", a actriz Adelaide Kane.
Bastou para tal comprar entradas para a Convenção da série. Teve a sorte de no mesmo fim de semana, também em Milão, decorrer a Convenção de Once Upon a Time, onde pode estar ao vivo e a cores com a Evil Queen, Lana Parrila, e outros protagonistas.
Ora apesar de ter passado por momentos indescritivelmente felizes, a Smartieteen chegou de Milão triste e pensativa. Aquele sonho pelo qual aguardou cerca de um ano já tinha passado. Acabou! Nunca mais na vida ela ia reencontrar-se com aquele grupo de actores e actrizes. Restava-lhe continuar a segui-los nas redes sociais.
Fiz o meu papel de mãe, e disse-lhe aquela frase muito motivaconal e inspiradora do "não fiques triste porque acabou, fica feliz porque aconteceu", mas não serviu de muito.
Ontem, estava eu nas minhas lides de casa, e de repente a Smartieteen entra na cozinha histérica de alegria. Durante a convenção, ela tinha pedido à Adelaide Kane para a mencionar no seu Insta Stories, nunca pensando que ela o fizesse. Mas fez o pedido na mesma com um cartaz todo catita. Talvez pela originalidade do pedido da Smartieteen, a actriz cumpriu o prometido e partilhou a foto dela no seu Instagram:
Não imaginam a euforia dela. Estava a ver que a miúda tinha um ataque cardíaco. Com a partilha da actriz, começaram a surgir dezenas de novos seguidores da sua conta AdelaideKanePortugal e ela em êxtase com tudo aquilo.
Fiquei a pensar nesta alegria imensa dela, e de repente tive uma epifania. Desde cedo que a Smartieteen tem sonhos, e felizmente a maior parte deles foram concretizados.
Quando era pequenina, o sonho dela era ver a Floribella ao vivo. Levei-a. Mais tarde, já seguidora da Hanna Montana/Miley Cyrus realizei-lhe o sonho de a ir ver em concerto no Rock in Rio. Depois seguiu-se a febre dos One Direction. Fomos de propósito ao Porto, só para ela os ver.
Ah, e o Shawn Mendes também, com direito a Meet and Greet e tudo!
O Harry Styles, em Amesterdão.
E agora, a sua Adelaide Kane.
Já passava da meia-noite, mas fui ao quarto da Smartieteen e disse-lhe:
- tu és uma sortuda danada, sabias? Tens tido a possibilidade de ver ao vivo todos os teus ídolos, mas mais do que isso tiveste a enorme felicidade de conhecer, abraçar, beijar, tirar fotos, falar com a Adelaide Kane. Por isso, mais do que estares feliz, mais do que agradeceres ao teu pai pela viagem que te proporcionou, mais do que partilhares em todas as redes sociais e mais alguma este momento, eterniza-o!
- Como assim, mãe?
- Escreve no teu livro de memórias ou no teu Diário a experiência fantástica que tiveste. Torna este momento eterno partilhando-o com a Smartieteen que o irá ler daqui a 30 ou 40 anos, e só assim o ele será eterno para ti própria. Quando tiveres a minha idade e releres o que for escrito agora, vais lembrar o quanto foste feliz neste momento.
- Achas mãe?
- Sabes, eu nunca tive essa oportunidade. Eu não tive tanta sorte, ou então fui eu que não soube escolher o meu ídolo. Eu era fã de uma lenda que já não era viva, o Elvis Presley. Tinha de me contentar com o poster que tinha pendurado na parede do quarto. Lembro-me de chorar à noite na cama só de pensar que nunca na vida iria ter a oportunidade de o ver em concerto, quanto mais de o conhecer pessoalmente.
Mas tu tiveste essa sorte! De cada vez que te bater a saudade da Adelaide Kane e te sentires triste porque nunca mais a vais ver, lê o que escreveste. Tenho a certeza que te vais sentir muito melhor. Daqui por uns anos vais ter outros objectivos, outros sonhos e, se deus quiser, vais concretizá-los, ou não! Vais-te apaixonar, casar, querer ser mãe, e ter outras ambições profissionais e sonhos diferentes destes da adolescência, mas nessa altura vai ser importante aperceberes-te que muitos dos teus desejos de adolescente foram tornados realidade.
- A vontade de reencontrar a Adelaide nunca me vai passar, mãe! Tu se hoje tivesses a possibilidade de conhecer o Elvis, não o ias ver?
- Ia com certeza, mas já não com a mesma euforia. Estas fases têm o seu tempo. E nós têmo-las na idade própria de as ter. Hoje em dia, com 43 anos, o meu sonho de vida já não é conhecer o Elvis, mas sim ver-te a ti e à tua irmâ crescer. Ter saúde e vitalidade para criar a tua irmã e concretizar-lhe os sonhos, tal como fiz contigo. É esse o meu sonho hoje em dia. E os teus também vão mudar acredita!
segunda-feira, abril 29, 2019
Um dos sítios que mais me faz ir às lágrimas
A seguir à zona de chegadas de um aeroporto, a meta de uma maratona é um dos sítios que mais me faz ir às lágrimas.
Alguém disse que sempre que perdermos a fé na humanidade devemos ir à meta de uma maratona para a recuperar. Não faço ideia quem o disse, eu própria ouvi dizer, mas faz todo o sentido. A meta de uma maratona é o lugar onde explodem as lágrimas, os sorrisos, as alegrias, a amizade, o amor, a cumplicidade, a entre-ajuda, mesmo por pessoas que não conhecemos.
Nas provas mais pequenas, de 5 e 10kms, já a alegria é imensa, mas na meta de uma maratona tudo é exponencial, tudo é elevado ao extremo: tanto o desgaste físico como as emoções. Desespero e superação estão entrelaçados como nunca.
Não interessa se corres só para terminar ou se corres com um objectivo de tempo. Não interessa se tens o objectivo de fazer uma maratona em 4 horas, ou baixo das 3horas. Todos estão no mesmo turbilhão de emoções. Indescritível.
Pais e mães a correrem os últimos metros com os filhos pela mão ou até mesmo ao colo. Maridos e mulheres (companheiros) no conforto de correrem juntos. Amigos que correm em equipa para aquela motivação extra, e os solitários que estão lá por eles e para eles, pelo desafio, pela concretização do objectivo pura e dura.
Na meta de uma maratona já vi pessoas a acabar a prova com uma energia incrível, mas também já vi os que a terminam a cambalear no limite das suas forças, a cortar a meta de joelhos ou apoiados no ombro de alguém. Já vi chorar de alegria e chorar de sofrimento, lágrimas profundas, soluçadas e partilhadas.
Este fim de semana foi a vez da 1ª edição da Maratona da Europa na cidade de Aveiro. Já conheciámos a nossa maravilhosa Veneza (aqui com dicas e tudo!) , pelo que desta vez fomos mais pela prova do que pela visita. O Limoneiro não correu a maratona, mas sim a meia (21kms). Deu obviamente o seu melhor, e fez o percurso em 1h29m, mas não se sentia em condições para fazer a sua 13ª maratona, depois de ter feito a sua 12ª em Paris há apenas 15 dias. Assim sendo, no fim, ficou comigo junto à meta a aguardar pelos restantes amigos que estavam a fazer a prova. Ele nunca tinha estado do lado de quem espera ansiosamente pelos que lhe são queridos. Pela primeira vez teve a oportunidade de ver no rosto sofrido de quem terminava a prova naquele momento, o sofrimento e a alegria da superação que tantas vezes já sentiu. Reconheceu-se de tal forma que o apanhei duas ou três vezes de lágrima no olho, ao ponto de me dizer "isto é muito emocionante, gostava de fazer isto contigo".
Não tenho pretensões de correr uma maratona, pois acho que o sofrimento é maior do que o prazer, pelo menos para mim. Sugiram-me uma maratona de Step e eu estou lá, Já o fiz 4 ou 5 vezes de sorriso estampado no rosto do princípio ao fim, mas de corrida não tenho essa ambição. Gostava de voltar a fazer provas de 10kms, como fazia antes da Maria nascer. Gosto da sensação de terminar, gosto daquele "está feito!" que nos vem à cabeça assim que cruzamos a meta, gosto de me desafiar a reduzir o tempo. Adorei ter terminado os 10kms de Madrid finalmente abaixo de uma hora (58 minutos), e de dois meses depois o fazer em 55 minutos, mas não me peçam para me matar a correr durante 42 kms. Não o faria por gosto. Se por acaso mudar de ideias, não tenho dúvidas que é o Limoneiro quem eu quero a meu lado, a fazer de minha lebre, a puxar por mim. Já me estou a ver a chamar-lhe nomes e a mandá-lo "à fava" de cada vez que ele não me deixar desistir, mas por enquanto a minha resposta à pergunta "gostavas de correr uma maratona?" é "não, obrigada!"
Para além disso, já tentei acabar uma prova juntos e não correu muito bem. Na 1ª vez que ele fez a maratona do Porto, eu corri a prova dos 6kms e depois voltei ao tapete para correr aqueles últimos metros ao lado dele assim quando ele chegasse. Na minha cabeça aquele momento era cheio de corações vermelhos e nós os dois a correr, lado a lado. de mão dada. Não resultou muito bem e hoje esse episódio é motivo de risota lá em casa. As metas de ambas as provas eram lado a lado, separadas apenas por uma grade de ferro. Eu pulei para o tapete assim que o vi, e corri até à meta ao seu lado, a gritar o seu nome enquanto o filmava ao mesmo tempo. Figura triste, pois o miúdo ia num desgaste tal que nem me viu. Apenas uma grade nos separava, mas ele não me viu, não me ouviu, nada! Fica o vídeo para a posteridade para nos rirmos até cair.
Não sei se alguma vez cruzaremos a meta de uma maratona juntos, mas gosto imenso de o acompanhar, de estar lá para o apoiar. Sei que do lado de quem corre esse apoio é fundamental. Eu e a nossa maravilhosa Maria Limão, que nos acompanha nesta loucura para todo o lado. Com dez meses já viu o pai correr no Porto, em Sevilha, Amesterdão, Paris (onde pela primeira vez na vida perdemos o voo) e, este fim-de-semana em Aveiro. Para o mês que vem, se deus quiser, estaremos em Basel, na Suíça. Quando crescer a Maria até pode não se lembrar dos sítios por onde andou, mas guardará com certeza memórias das sensações, dos maravilhosos e emocionantes momentos que passou connosco. Isso ninguém lhe (nos) tira!
Alguém disse que sempre que perdermos a fé na humanidade devemos ir à meta de uma maratona para a recuperar. Não faço ideia quem o disse, eu própria ouvi dizer, mas faz todo o sentido. A meta de uma maratona é o lugar onde explodem as lágrimas, os sorrisos, as alegrias, a amizade, o amor, a cumplicidade, a entre-ajuda, mesmo por pessoas que não conhecemos.
Nas provas mais pequenas, de 5 e 10kms, já a alegria é imensa, mas na meta de uma maratona tudo é exponencial, tudo é elevado ao extremo: tanto o desgaste físico como as emoções. Desespero e superação estão entrelaçados como nunca.
Não interessa se corres só para terminar ou se corres com um objectivo de tempo. Não interessa se tens o objectivo de fazer uma maratona em 4 horas, ou baixo das 3horas. Todos estão no mesmo turbilhão de emoções. Indescritível.
Pais e mães a correrem os últimos metros com os filhos pela mão ou até mesmo ao colo. Maridos e mulheres (companheiros) no conforto de correrem juntos. Amigos que correm em equipa para aquela motivação extra, e os solitários que estão lá por eles e para eles, pelo desafio, pela concretização do objectivo pura e dura.
Na meta de uma maratona já vi pessoas a acabar a prova com uma energia incrível, mas também já vi os que a terminam a cambalear no limite das suas forças, a cortar a meta de joelhos ou apoiados no ombro de alguém. Já vi chorar de alegria e chorar de sofrimento, lágrimas profundas, soluçadas e partilhadas.
Este fim de semana foi a vez da 1ª edição da Maratona da Europa na cidade de Aveiro. Já conheciámos a nossa maravilhosa Veneza (aqui com dicas e tudo!) , pelo que desta vez fomos mais pela prova do que pela visita. O Limoneiro não correu a maratona, mas sim a meia (21kms). Deu obviamente o seu melhor, e fez o percurso em 1h29m, mas não se sentia em condições para fazer a sua 13ª maratona, depois de ter feito a sua 12ª em Paris há apenas 15 dias. Assim sendo, no fim, ficou comigo junto à meta a aguardar pelos restantes amigos que estavam a fazer a prova. Ele nunca tinha estado do lado de quem espera ansiosamente pelos que lhe são queridos. Pela primeira vez teve a oportunidade de ver no rosto sofrido de quem terminava a prova naquele momento, o sofrimento e a alegria da superação que tantas vezes já sentiu. Reconheceu-se de tal forma que o apanhei duas ou três vezes de lágrima no olho, ao ponto de me dizer "isto é muito emocionante, gostava de fazer isto contigo".
Não tenho pretensões de correr uma maratona, pois acho que o sofrimento é maior do que o prazer, pelo menos para mim. Sugiram-me uma maratona de Step e eu estou lá, Já o fiz 4 ou 5 vezes de sorriso estampado no rosto do princípio ao fim, mas de corrida não tenho essa ambição. Gostava de voltar a fazer provas de 10kms, como fazia antes da Maria nascer. Gosto da sensação de terminar, gosto daquele "está feito!" que nos vem à cabeça assim que cruzamos a meta, gosto de me desafiar a reduzir o tempo. Adorei ter terminado os 10kms de Madrid finalmente abaixo de uma hora (58 minutos), e de dois meses depois o fazer em 55 minutos, mas não me peçam para me matar a correr durante 42 kms. Não o faria por gosto. Se por acaso mudar de ideias, não tenho dúvidas que é o Limoneiro quem eu quero a meu lado, a fazer de minha lebre, a puxar por mim. Já me estou a ver a chamar-lhe nomes e a mandá-lo "à fava" de cada vez que ele não me deixar desistir, mas por enquanto a minha resposta à pergunta "gostavas de correr uma maratona?" é "não, obrigada!"
Para além disso, já tentei acabar uma prova juntos e não correu muito bem. Na 1ª vez que ele fez a maratona do Porto, eu corri a prova dos 6kms e depois voltei ao tapete para correr aqueles últimos metros ao lado dele assim quando ele chegasse. Na minha cabeça aquele momento era cheio de corações vermelhos e nós os dois a correr, lado a lado. de mão dada. Não resultou muito bem e hoje esse episódio é motivo de risota lá em casa. As metas de ambas as provas eram lado a lado, separadas apenas por uma grade de ferro. Eu pulei para o tapete assim que o vi, e corri até à meta ao seu lado, a gritar o seu nome enquanto o filmava ao mesmo tempo. Figura triste, pois o miúdo ia num desgaste tal que nem me viu. Apenas uma grade nos separava, mas ele não me viu, não me ouviu, nada! Fica o vídeo para a posteridade para nos rirmos até cair.
Não sei se alguma vez cruzaremos a meta de uma maratona juntos, mas gosto imenso de o acompanhar, de estar lá para o apoiar. Sei que do lado de quem corre esse apoio é fundamental. Eu e a nossa maravilhosa Maria Limão, que nos acompanha nesta loucura para todo o lado. Com dez meses já viu o pai correr no Porto, em Sevilha, Amesterdão, Paris (onde pela primeira vez na vida perdemos o voo) e, este fim-de-semana em Aveiro. Para o mês que vem, se deus quiser, estaremos em Basel, na Suíça. Quando crescer a Maria até pode não se lembrar dos sítios por onde andou, mas guardará com certeza memórias das sensações, dos maravilhosos e emocionantes momentos que passou connosco. Isso ninguém lhe (nos) tira!
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quinta-feira, abril 25, 2019
Tenho uma amiga que...
Tenho uma amiga que esteve a ponderar não ir ao baptizado da Maria Limão, porque não tinha com quem deixar a sogra.
Perguntei-lhe:
- então e o teu marido?
- não se orienta sozinho com ela.
- Como assim? Ele é filho dela...
- pois, mas ele não está habituado a tomar conta dela.
Relembro-a que o 25 de Abril faz hoje 45 anos?
quinta-feira, março 28, 2019
Deixem a Happy Collection em paz!
Não entendo tanta algazarra à volta da nova colecção ungendered da Zippy. Está pr'ái um histerismo frenético à volta do tema que não se aguenta. Pessoas desenfreadas que dizem que nunca mais na vida compram zippy, porque esta coleccão é pro LGTB, e o catano. Uma loucura de disparates proferidas por quem está a fazer disto aquilo que não é.
A colecção apresenta peças que podem ser vestidas por meninos e meninas, e então? Desde quando é que isso é um movimento pro lesbianismo, hein?
Não me vou pôr aqui com filosofias e defesa dos direitos das meninas, etc. Pergunto-vos tão simplesmente: quem nunca? Quem nunca vestiu/calçou um filho com peças unissexo? Um blusão de ganga, um casaco azul escuro, uns ténis brancos, uns sapatos vela, têm sexo? Quem nunca aproveitou roupas de uns filhos para os outros, independentemente de serem meninos ou meninas?
Nunca viram famílias inteiras (pai, mãe, filhos e filhas) todos com os mesmos Stan Smith brancos e pormenor verde no calcanhar? Quererão essas famílias dizer que são todos do mesmo sexo? Ou andarão essas famílias a espalhar faíscas Pro LGTB? Tenham juízo!
E porque não podem as crianças vestir as cores que lhes apetece? Tantas vezes a Maria Limão sai de casa vestida de azul, a combinar com aqueles olhos maravilhosos que deus nosso senhor lhe deu. É exclusivo de meninos, o azul?
Os meninos e homens não podem vestir rosa? Uma das camisas que o Limoneiro mais gosta de vestir ao fim de semana é exactamente cor de rosa.
Como já dizia a minha avó "Gostos não se discutem" e estupidez também não. Deixem-se de idiotices. Isto seria um não-assunto, não fossem algumas mentes perversas a poluir as redes sociais com mensagens de revolta e até ódio contra a marca.
Como já dizia a minha avó "Gostos não se discutem" e estupidez também não. Deixem-se de idiotices. Isto seria um não-assunto, não fossem algumas mentes perversas a poluir as redes sociais com mensagens de revolta e até ódio contra a marca.
Agarrem-se antes ao positivismo do conceito Togetherness que a Happy Collection transmite, e pensem bem se não é isso que as nossas crianças precisam de aprender.
Parabéns Zippy, os pais querem é crianças felizes, não palhaços preconceituosos.
Parabéns Zippy, os pais querem é crianças felizes, não palhaços preconceituosos.
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