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segunda-feira, novembro 18, 2019

Para quem pensa que a recuperação pós-parto é fácil ...não é!

Partilhei ontem no Facebook e no Instagram da Limonada a medalha que recebi após concluir a Corrida Dom Dinis, mas o que vocês não sabem é o significado gigante que esta prova teve para mim. 
Decidi abordar o tema em pormenor, pois acredito que possa ajudar outras mulheres com o mesmo problema.
Eu já tinha feito algumas corridas antes de ficar grávida da Maria, e andava nessa altura com aquele bichinho de tentar fazer sempre mais e melhor. Estava a fazer 10kms em 55minutos, o que eu nunca pensei ser possível quando me iniciei neste gosto pelas corridas.
Durante a gravidez continuei a fazer o meu step até às 38 semanas, fazia uns treinos de corrida leves, mas provas não fiz. 
Depois do parto e naqueles meses em que estive com ela em casa e a amamentar não tinha forças nem para me manter acordada durante o dia, quanto mais ir correr. 
Quando as noites passaram a ser mais tranquilas e comecei a recuperar energias, voltei ao meu adorado step coreografado e aos poucos tentei voltar às corridas, mas assim que comecei a correr os primeiros quilómetros apercebi-me que algo não estava bem. 
Por mais que evitasse beber líquidos e por mais vezes que fosse ao wc antes de começar a correr, quando começava uma prova era impossível controlar. Ainda me inscrevi em duas provas, mas o descontrolo e o incómodo foram tais que me deixei disso, e pensei seriamente que nunca mais voltaria a correr na vida. 
Curiosamente no meu dia-a-dia nada disto acontecia (nem sequer no step), mas em corrida algo de incontrolável se passava. Assim como quem dá um espirro e deita umas piguinhas sem querer. Pois, só que correr 10kms não é um espirro.
A corrida em que efectivamente percebi que precisava de fazer algo mais foi a Corrida de Santo António, a minha Corrida predilecta, a Corrida do Santo da minha Maria Limão (nascida a 13 de junho), a Corrida onde bati o meu record pessoal, a Corrida da minha cidade. Começou a minha luta logo ao km 2 e ainda faltavam 8kms. Um desconforto imenso, um esforço hercúleo para não urinar. 
Não correu bem, posso dizer-vos! 

Decidi falar com a minha médica de família que me deu três possibilidades dependendo do grau de gravidade da minha Incontinência Pós-Parto:
1- não sendo ainda uma situação grave, e tratando-se de um parto recente, podíamos começar com exercícios específicos durante 10 minutos por dia. 
2- se a primeira fase não resultasse, avançávamos para a fisioterapia.
3- se essa também não fosse a solução, restava-me a Cirurgia. 



"A incontinência urinária no pós-parto caracteriza-se por perdas involuntárias de urina nas mulheres que foram mães, devido a alterações do pavimento pélvico, que suporta a bexiga e controla os esfíncteres. Essas alterações dificultam o controlo da micção e levam a perdas involuntárias de urina. As perdas urinárias acontecem com ações simples do dia a dia, como tossir, espirrar, rir ou baixar-se para apanhar um objeto." 


No meu caso era quando tossia ou espirrava (o que não é frequente nem abundante), mas principalmente quando corria, pelo que precisava mesmo de começar a trabalhar para alterar este cenário.
Os exercícios em causa têm o nome de Exercícios de Kegel e basta fazer uma pesquisa simples no Google para os encontrar, mas posso recomendar este site da CUF para uma abordagem inicial.

Mas também existem outros exercícios que se podem fazer como por exemplo, colocar uma almofada entre as pernas e apertar, contraindo também toda a zona pélvica.

Ora a minha grande conquista na corrida de ontem foi exactamente esta. Pela primeira vez, após alguns meses destes exercícios e treinos de corrida na passadeira, fiz a minha primeira prova. 
Pouco me importava o tempo que demoraria a concluir o percurso. Não fui para tempos, não fui para records. Fui para tentar concluir a prova sem um único pingo,  e consegui. Verdade seja dita que não bebi uma gota de água durante a prova, para não correr o risco, mas esse será o próximo passo. Passinhos curtos para atingir grandes conquistas.

Se eu podia simplesmente ter deixado de correr, uma vez que era a única actividade em que isto me acontecia?  Podia, mas ia ser forçada a deixar de fazer algo que gosto quando é uma coisa que até tem solução. Dá trabalho, é preciso empenho, mas é possível resolver. O meu pânico era pensar que se aos 44 já era assim, daqui por uns anos seria bem pior, porque a tendência é para piorar com a idade. 

Se ficou resolvido de vez? Estou certa que não. Este problema pode durar anos após o nascimento do bebé, pelo que os exercícios não são para fazer apenas antes e imediatamente após o parto, não são para fazer quando há sintomas, são para fazer parte do dia-a-dia. Têm de passar a ser uma rotina. 

Para quem pensa que a recuperação pós-parto é fácil, não é! Não são só os primeiros meses, não são só os pontos, não é só recuperar o peso e a queda de cabelo. Isso é o de menos. A gravidez e o parto deixam marcas para o resto da vida. Que o digam as hemorróidas com que a minha primogénita me presenteou há 18 anos. 
Só não vale é desleixarmo-nos e conformarmo-nos com as mazelas. Se houver algo a fazer para resolver o assunto é tentar tudo. Aceitar o perder qualidade de vida é que não! 

 Citações retiradas do site CUF.








segunda-feira, julho 08, 2019

Sinto-me novamente com 25 anos

Já me têm perguntado se a Maria Limão veio a este mundo por acidente, ou se foi uma escolha.
Ser mãe aos 42 anos depois de ter uma filha já com 17 anos, foi efectivamente uma escolha. Uma das melhores decisões da minha vida.
Quem segue o blogue há algum tempo sabe que a nossa ida às Maldivas 🇲🇻 levou-nos a planearmos o nosso casamento. Foi deitada nas areias de uma ilha no Índico que fui pedida em casamento. Ora, com a vontade de casar veio a vontade de termos um filho, ao fim de 9 anos relacionamento. Foi lá que decidimos que iríamos tentar. Nós tentámos, a natureza quis e a Maria nasceu.
Desde que fiquei grávida que me chamam de atrevida, aventureira, corajosa.
Não me identifico com nenhum desses adjectivos. Sinto antes que sou uma sortuda. Sou uma sortuda por ter conseguido engravidar (dois meses depois de um aborto espontâneo), por a gravidez ter corrido às mil maravilhas permitindo-me continuar com o meu step, por olhar para a Maria e achar que ela é perfeita. Sortuda pela saúde que a tem acompanhado, sortuda por estar a viver novamente a maternidade como se fosse a primeira vez.
Também já me têm perguntado se tenho a mesma paciência que tive quando a Smartieteen nasceu. A mesma paciência para as brincadeiras, para as idas aos parques, e eu penso “Então não tenho paciência? Como não ter?  Há lá coisa melhor do que fazer um filho feliz?”
Há lá coisa melhor do que levá-la aos escorregas e fazê-la gargalhar de alegria? Há lá coisa melhor do que vê-la a aprender todos os dias uma coisa nova?
Esta tarde foi a festa de fim de ano da creche da Maria. Sabem aquelas festas em que nos babamos todos só de vermos os nossos filhos no palco? Em que filmamos cada segundo para mais tarde recordar?
Hoje senti-me novamente com 25 anos. Como se estivesse a assistir a estas festas pela primeira vez. A maternidade renascida e vivida como se fosse a primeira vez.
Por ela subi ao palco e dancei em frente a dezenas de pessoas. Por ela deito-me no chão a brincar, jogo à bola, volto a andar descalça na relva, dou mergulhos na água gelada da praia, deslizo no escorrega, ando de baloiço, faço caretas e ponho a língua de fora 😛 . Por ela tudo! Tal como fiz com a Smartieteen. Com a mesma vontade de fazer parte da sua vida e de lhe criar memórias.
Se isto é ser aventureira e corajosa, então eu sou.
Para mim isto é só ser mãe.


quarta-feira, junho 12, 2019

Amanhã é o 1º aniversário da Maria.


Amanhã é o 1º aniversário da Maria.

O dia do nascimento de um filho é sempre uma data que nos marca para a vida.Mas a mim acontece-me algo mais do que relembrar o nascimento, e o momento em que as vi pela primeira vez.
Sempre me aconteceu com a Smartieteen, e agora com a Maria Limão também. No dia anterior relembro e revivo nos meus pensamentos o que estava a fazer a esta ou aquela hora.
Sei o que estava a fazer quando foi hora de ir para o hospital, a que horas foi, como fiquei internada e porquê, as pessoas para quem liguei a avisar que tinha chegado a hora, etc.
Numa rebentaram-se a águas em casa, na outra os médicos tiveram de as rebentar já no hospital. De uma levei pontos até à lua, da outra não tive um único ponto.
De ambas tive a sensação de um amor imenso, de um amor que apetece dar mesmo que dali não venha retorno, porque são bebés e não sabem retribuir, mas também porque não interessa se eles nos amam ou não. Nós mães sabemos que sim, mas mesmo que não amassem, nós iríamos amá-los sempre e para sempre.
Amanhã a Maria faz um ano e eu tenho estado o dia inteiro a reviver este meu dia há um ano. As dores, as diferentes fases do parto, a bem dita e tão desejada epidural, a força que ela fazia para nascer e eu a ter de a aguentar por mais uns minutos até fazer a dilatação toda, a vontade de lhe ver o seu rosto, a emoção do pai, o querer tê-la nos meus braços e nunca mais era hora.
A relembrar o momento em que decidimos lançar-nos nesta aventura de ter mais um filho quando o Timteen e a Smartieteen ja tinham ambos 17 anos. A sentir que foi das melhores escolhas da minha vida. Das nossas vidas.
Amanhã a Maria faz um ano e eu já estou a festejar.

quarta-feira, março 20, 2019

Fazer dieta sem ter de deixar de comer? Sim, é possível.

A minha Maria Limão já fez 9 meses no dia 13 de Março! Parece impossível. Mas mais impossível parece que nessa mesma data eu ainda não tenha baixado dos mesmos 60 quilos que tinha quando ela nasceu. Mesmo treinando, pelo menos, 3 vezes por semana.

Decidi que tinha de fazer alguma coisa. Fechar a boca? Deixar de comer? Gosto demasiado de comer para deixar de o fazer. É um sacrifício monstruoso para mim.

Ora, sem entrar em desesperos e dietas detox malucas, mas com o desejo de reaver o meu corpo com a maior brevidade possível e para voltar a caber nas minhas roupinhas de verão decidi fazer algo mais coerente.

E nestas coisas, ter um filho que anda na Faculdade de Motricidade Humana e que já começa a perceber umas coisinhas de nutrição, dá um jeito do caraças.

O Timteen sugeriu-me que fizesse uma coisa tão simples quanto contar calorias. Contar calorias e descobrir quantas calorias o meu metabolismo pode ingerir diariamente, tendo em atenção todos os nutrientes que preciso e tendo em consideração os dias em que faço exercício. No fundo, descobrir qual o meu limite.

Para tal sugeriu-me a aplicação de telemóvel MyFitnessPal que me ajuda a lançar os alimentos que consumo diariamente e a medir não só as calorias de cada alimento, mas dando-me igualmente uma noção dos nutrientes (vitaminas, fibras, gorduras, cálcio, etc) e dos macros (carboidratos, gorduras e proteínas). Ajuda-me a perceber se estou em falta em Vitamina A ou C, em cálcio ou ferro, por exemplo.

E as contas são facílimas de fazer. Se só devo ingerir 1400 calorias por dia para perder peso, é somar as calorias de tudo o que foi consumido durante o dia e subtrair as calorias queimadas em exercicio físico. Se sobrarem calorias perco peso, se consumir as mesmas calorias do meu limite vou empatar, se ingerir mais calorias do que aquelas que devo não há milagres, bolas!

Mais importante do que nos ajudar a perder peso, este método tem-me ajudado a olhar para os alimentos de outra forma. Lemos e ouvimos dizer por aí que a fruta e os frutos secos são o melhor para se comer entre refeições, mas têm noção que o miolo de noz é estupidamente calórico?

100g de miolo de noz tem 650calorias e 65gramas de gordura, é absolutamente proibitivo para quem está a pensar perder peso. Vale mais comer uma clementina que em 100 gramas tem apenas 47 calorias e 0.2gramas de gordura. Por isso, quando almoçarem uma saladinha e acharem que estão a fazer dieta , lembrem-se que se ela estiver cheia de nozes não é assim tão dietético. Obviamente que há-de ser melhor do que almoçar um cozido à portuguesa, certo?
 
Nada contra quem gosta de fazer um reset ao organismo e alinhar nuns diazitos a sobreviver à base de sumos detox e chazinho, mas eu gosto demasiado de comer e não quero deixar de o fazer. Antes prefiro saber o que estou a comer e fazê-lo de forma consciente.

Já consegui perceber que o prato de sopa de feijão que tomo habitualmente ao pequeno-almoço tem 282 calorias (sim, eu como sopa ao pequeno-almoço). Nada mau, mas duas tostas integrais com queijo fresco, duas colheres de doce de morango sem açúcar e um café nespresso têm apenas 156. Uma fatia de pão torrado com manteiga tem 210. É fazer as contas!

Ontem o jantar foi Caril de Frango (cerca de 320 calorias), ora como já só podia ingerir cerca de 500 calorias ao jantar, optei por fazer arroz de acompanhamento para a família, e couve-flor cozida e brócolos para mim. Para terem uma noção, 5 ramos de couve-flor têm cerca de 57 calorias, 100gramas de arroz agulha tem 346 calorias. Optei por alterar o acompanhamento, mas não deixei de comer o meu delicioso caril do qual gosto tanto.

Se é chato andar a pesar comida e contar calorias? É!  Mas:
Primeiro, ninguém sonhe começar a fazer dieta e ser uma maravilha. Não é, ninguém gosta. É preciso muita determinação, foco e paciência.

Segundo, aprendendo aquilo que nos faz bem e que não nos faz tão bem, no futuro iremos comer com consciência daquilo que estamos a fazer e dentro em breve não será necessário quantificar 100gramas de morangos para saber que nos fazem engordar menos que uma banana. 100gramas de morangos têm 30 calorias, uma banana média tem 105. A escolha é óbvia em termos de calorias.

No entanto, a banana tem potássio, fibras e proteínas em quantidades que o morango não tem. E o morango tem Vitamina C em quantidades que a banana não tem. E é nisso que a aplicação MyFitnessPal ajuda: a ver os nutrientes que temos em falta e os que já estamos a ingerir em excesso, todos os dias. Ou seja, o truque não é comer morangos todos os dias só porque engordam menos, o truque é ler os resultados e ir fazendo refeições de acordo com aquilo que o nosso corpo precisa. Tudo o que está em excesso ou em falta é negativo. É ou não é uma grande ajuda?

Comecei na 5ª feira passada, dia 14 de Março, hoje é 4ª dia 20 e quando me pesei esta manhã pesava 59.2. É quase um quilo em menos de uma semana. Pelas contas da aplicação, a continuar assim em 5 semanas (um mês e uma semana) pesarei cerca de 57 quilos, menos 3 quilos do que quando comecei.

Bem sei que não vai ser assim tão linear. Uma pessoa chega ao fim-de-semana e quer beber umas bejecas com os amigos, ou fazer um lanche com os miúdos na pastelaria, ou provar os gelados da gelataria que abriu recentemente perto de casa, e lá se vai a dieta! Ou talvez não.

No fim-de-semana passado, por exemplo,  fomos aos croissants do Careca. Sabendo da asneira que fiz ao lanche, o meu jantar nesse dia foi um prato de sopa. São escolhas! Mas pelo menos são escolhas conscientes e tendo a clara noção do que ando a comer, sem ter de deixar de comer.

Para além de tudo isto, a aplicação tem a possibilidade como em qualquer rede social, de ter amigos e partilharmos a nossa experiência. Segundo a própria aplicação, as pessoas que adicionam amigos na aplicação perdem 2.3 vezes mais peso, pelo apoio e incentivos que recebem, pelos conselhos e dicas de pessoas em quem confiam, e porque fazer estas coisas com companhia se torna muito mais divertido.

Bora lá perder peso sem deixar de comer?




segunda-feira, julho 02, 2018

Nem nos meus melhores sonhos eu imaginei um parto assim!

Como tinha prometido no post sobre o nascimento da Maria, aqui fica um lamiré do parto.

A Maria nasceu no Hospital de Santa Maria às 4.34h da manhã do dia 13 de Junho, dia de Santo António, com a idade gestacional de 40 semanas e 6 dias, ou seja, um dia antes de fazer as 41 semanas.

                                       

O parto foi induzido no dia 12 pelo tempo de gravidez que já levava e porque nesses últimos dias eu já sentia os movimentos fetais menos do que era normal.

Após o internamento por volta das 11.30 da manhã e da administração da medicação pelas 3.00h da tarde, foi aguardar pelas primeiras dores e pela evolução da dilatação.

Passadas algumas horas e já em trabalho de parto chegaram finalmente as dores e foi-me sugerida a epidural.  Apesar de fazer milagres, a epidural não tira as dores por completo, pelo que vos digo que se com epidural já é doloroso, não consigo imaginar o que será passar por aquela dor atroz sem anestesia. Na dúvida, aceitem esse imenso alívio, pois vão precisar de todas as vossas forças para a parte da expulsão.

Já com 8 dedos de dilatação e com uma sensação enorme de que a Maria estava para nascer a qualquer momento, tal era a pressão que sentia na zona do períneo, levaram-me para a sala de partos pelas 3.00h da manhã.

Na sala de partos, a médica que me acompanhou, tendo verificado que o ritmo cardíaco da Maria estava bem mesmo quando sofria uma contracção,  solicitou que aguardasse mais um pouco até aos 10 dedos de dilatação. Acreditava ela que seria possível fazer a dilatação completa e não ser necessário fazer episiotomia (vulgo corte).

Não sei se foi pelo facto de ter treinado o meu Step Coreografado até às 38 semanas de gravidez, se pelo sexo praticado durante toda a gravidez sem restrições, se pela minha idade (42 anos), se pelo facto de ser uma 2ª gravidez, se pela paciência e elevada experiência da médica que me fez o parto, se foi um simples milagre, ou se terão sido todos estes factores juntos a conspirar a meu favor, mas este parto correu muito melhor do que eu alguma vez poderia sonhar. 

Apesar das 14 horas de trabalho de parto e do cansaço extremo, foi possível aguardar pela dilatação completa ao ponto de não ser necessário ser cosida. Apesar de eu já ter ouvido falar de mulheres que dão à luz sem levar um único ponto, nunca nos meus melhores sonhos eu imaginei ter um parto assim: sem pontos, sem cortes, sem rasgos. 

No final,  o mais importante de tudo, pude ver a minha bebé, confirmar que ela estava bem. Chorei compulsivamente. Ela era perfeita. Era o fim de 9 meses de uma enorme expectativa e o culminar de uma felicidade abismal. Eu não ter levado pontos foi apenas um bónus. 




A Maria nasceu com 3.035kg e 48.5cms e ao fim de duas horas do parto já eu estava sentada na cama a comer. Mexia-me bem, andava, sentava-me, tudo sem dores. Tal qual a Kate Middleton, eu estava prontíssima para ir para casa o mais breve possível. Só não fui porque o Hospital tem um protocolo de 24 horas para a mãe e 48 horas para o bebé. 

Talvez por ter passado horrores no pós-parto da Smartieteen, nunca me convenci que poderia ter esta sorte imensa.  Este cenário torna tudo muito mais fácil: a recuperação física e o cuidar do nosso bebé. Que todos os partos fossem assim.  Abençoada Maria!


                                              


PS: O meu enorme obrigado a toda a equipa de enfermeiros e médicos do Hospital de Santa MAria. Tanto os que nos acompanharam nestas horas difíceis, bem como a todos os profissionais com P grande que nos seguiram durante esta gravidez de alto risco.


quarta-feira, junho 27, 2018

A Maria Limão chegou!

Mil perdões, meus caros seguidores. Estou tão em falta para convosco.

A Maria nasceu na madrugada de Santo António, dia 13 de Junho, pelas 4.30h da manha, com 3.035kg e 48.5cms, com a idade gestacional de 40 semanas e 6 dias.

O parto foi induzido, mas foi parto normal, e posso dizer-vos que nem nos meus melhores sonhos eu imaginei um parto assim, mas sobre isso comprometo-me a falar noutro post.

Eu sei que já devia ter postado a novidade, mas desde que fui internada, voltar ao computador tem
sido missão impossível! Nestas coisas as redes sociais são imbatíveis, pois estão à distância de um click no telemóvel.

Sem mais demoras, apresento-vos a minha Maria: Isto é Limonada da Vida!

                             




                              




terça-feira, junho 05, 2018

ordem de despejo

Sabem a notícia que passou esta semana daquele filho com 30 anos que os pais tiveram de o levar a tribunal para o tirar lá de casa? 
Estou quase quase a entregar uma intimação a esta miúda! 

#39semanase5dias #gravidez #gravidaaos42#marialimao


quinta-feira, maio 24, 2018

Update 38 semanas #gravidaaos42

Como o tempo passa. 
Quando soube que estava grávida interrompi os meus treinos até fazer 12 semanas, até ter a certeza de que não haveria riscos. 
Esta é a evolução desde essa altura até agora. 
A foto mais à direita é obviamente a mais recente. Foi tirada hoje depois do treino. 
Amanhã já fazemos 38 semanas. 
Vou ter saudades deste registo semanal, vou ter saudades de partilhar com a minha Maria esta alegria de treinar. 
Não vou ter saudades de me besuntar com creme três vezes por dia, mas vou sentir falta de mexer na barriga enquanto falo com ela.
Não estou cansada, nem desejosa que isto acabe, apenas imensamente curiosa e com enorme vontade de a ver. 
Está quase!
#ginasio #fitmum #limonadadavida



segunda-feira, maio 21, 2018

Na fila do supermercado

No supermercado:
Aproximo-me da caixa para pagar três ou quatro coisas com o meu barrigão de 37 semanas de gravidez.
No final da fila estão duas raparigas novas. Peço licença e deixam-me passar.
Á frente está um senhor nos seus 50 anos, vestido de fato e gravata, como que acabado de sair do escritório. Aproximo-me e digo:
- dá-me licença?
Olha para mim, mas continua a tirar as compras do carrinho para cima do tapete.
Repito:
- dá-me licença?
- o que é que quer?!
- quero passar!
- quer passar? Ouça lá, pressa também eu tenho!
- pois, mas eu tenho prioridade e o senhor não.
Ao mesmo tempo que o disse comecei a pousar as minhas compras no tapete à frente das dele.
Olhou-me de cima a baixo, com um ar chocado, com uma expressão incrédula, como se estivesse a ser ultrapassado sem motivo aparente.
Nisto a senhora da caixa começa a passar as minhas compras.
Paguei.
Antes de sair, olhei para ele e perguntei:
- acha mesmo que lhe teria passado à frente só pela arrogância de achar que tenho mais pressa do que o senhor?
Mesmo com a alteração da legislação, com os símbolos de prioridade escarrapachados em todos os locais de atendimento, não entendo como é que ainda há quem olhe para uma grávida e, em vez de oferecer a sua vez, fique chocado por exercermos os nossos direitos, como se de uma afronta se tratasse.
Numa situação destas, estando ainda no início da gravidez e sem grandes dificuldades, provavelmente não teria feito prevalecer os meus direitos. E acredito que haja muita grávida que não esteja para se chatear e acabe por esperar. Já dei por mim a não dizer nada, só para não chatear as pessoas, para não ter de dar o ar de vítima necessitada só porque estou grávida. Já dei por mim constrangida, sem saber como pedir a prioridade a que tenho direito e mereço, pois as pessoas até estão na fila agarradas ao telefone e completamente a leste de quem possa estar na fila. Demasiado ocupados com as suas vidas nas redes sociais para repararem que está uma grávida na fila. Mas já são 37 semanas de gravidez, estava calor, ando mais inchada que nunca, e a maneira como ele olha para mim e me pergunta "o que quer?!", como que diz "tas a chatear-me para quê?" deixou-me virada do avesso.
Grávidas, com muitas ou poucas semanas, façam prevalecer os vossos direitos e não tenham vergonha de pedir licença para passar à frente, mesmo que haja quem não goste de ser ultrapassado e tenha a atitude ridícula de ficar chocado.
E quem diz grávidas, diz os restantes com direito à devida prioridade.
Quanto aos outros, estejam mais atentos quando estiverem num fila, e mais do que estarem à espera que seja a coitadinha da grávida a ter de pedir que a deixem passar (o que por vezes é constrangedor), sejam pessoas decentes e ofereçam o vosso lugar. Essa atitude faz toda a diferença.
#limonadadavida #gravidez #prioridade

segunda-feira, maio 14, 2018

Sessão fotográfica de gravidez


Tenho tentado aproveitar esta gravidez ao máximo e guardar memórias da imensa alegria que sinto.
Tenho tentado registar esta energia fantástica para mais tarde partilhar com a Maria Limão o quanto estar grávida dela me faz feliz.
Para além da barriga de gesso, fizemos há dias uma sessão fotográfica em família. E o resultado foi espectacular.
Recomendo!
#limonadadavida #gravidez #gravidaaos42 #spoilfotografia#sessaofotografica #paramaistarderecordar


Entretenimento de Domingo

Entretenimento de Domingo à tarde: Barriga de gesso. 

O kit da Barral tem tudo que é preciso para fazermos o molde.É só arranjar um ajudante.  O Limoneiro esteve 5 estrelas neste papel e fez um óptimo trabalho. (Alinha em tudo este homem) 

Podíamos ter contratado alguém para o fazer, mas achámos que teria o seu encanto tentarmos fazê-lo sozinhos.  Estou certa que a Maria vai adorar saber que o pai teve o enorme prazer de fazer de escultor por umas horas, e que nos divertimos imenso a fazer isto. 
   
Agora é esperar que seque durante 48h, e decorar a gosto.
Depois de decorado logo mostro como ficou 😉
🤰👶🏻 #barrigadegesso #gravidez #gravidaaos42 #limonadadavida



Pode acontecer a qualquer momento

Na gravidez da Smartieteen as águas rebentaram à noite quando me deitei na cama a ver TV. 
Agora da Maria Limão, a caminho das 37 semanas, já dou comigo em certos locais e a pensar:
- e se me rebentassem as águas neste preciso momento? 
No local de trabalho, no ginásio, no talho, num restaurante, a qualquer hora pode acontecer. 
Como foi convosco, Limoneiras?
Contem-me tudo!
#gravidez #parto #aquieagora #limonadadavida


terça-feira, maio 08, 2018

Update 35 semanas #gravidaaos42

Hoje foi dia de GAP! 
Muitos agachamentos, lunges, pranchas... Hoje o treino custou um pouco mais. Não sei se por causa do calor que se fez sentir ou porque o cansaço, o peso, o inchaço já não ajudam... vamos ver até quando tenho pedalada para isto. 
Quase quase nas 36 semanas.

#35s5d #gravidez #gravidasos42 #gym #fitmum#pregnant #limonadadavida




sexta-feira, maio 04, 2018

A lua influencia o parto: verdade ou mito?

Visto que estou no fim do tempo de gravidez as pessoas já começam a perguntar para quando está previsto o parto. Mas ontem perguntaram-me também se eu sabia quando será a próxima lua cheia. 
- Não faço ideia! - respondi.
Os antigos têm por hábito associar a mudança da lua com a enchente de grávidas nos hospitais e maternidades.
Como foi convosco? A lua teve alguma influência, ou tudo isto não passa de um mito?
#luacheia #parto #mitovsverdade #gravidez #limonadadavida

quarta-feira, março 21, 2018

Descontrolo Emocional durante a Gravidez

Já aqui tinha partilhado no mês passado as "Maravilhas da Gravidez", um resumo das fases difíceis da gravidez. Aqueles sintomas absolutamente normais numa gravidez, mas que incomodam e nos massacram.

Para além desses incómodos sintomas,  já tinha lido em vários sites alguns comentários acerca do Descontrolo Emocional, dos picos de humor de uma grávida, da instabilidade emocional e da compreensão necessária por parte de quem com ela convive. Dava comigo a pensar que tudo aquilo eram balelas. Qual descontrolo emocional, qual quê?  Lá estão eles a inventar cenas estilo "mudanças de humor durante o ciclo mestrual" para a gravidez! 

Ora do que eu não estava à espera era que isso me acontecesse a mim, logo eu que não acredito em nada dessas tretas!

Pela primeira vez na minha vida, tive um "ridículo" ataque de ciúmes do Limoneiro. Bastou um simples comentário de facebook elogiando uma pessoa amiga para me deixar de rastos. Em segundos passei de uma mulher madura, confiante e extremamente amada, para uma terrível sensação de perda, imaginando imediatamente que me ia abandonar a mim e à filha no momento em que mais precisamos dele. Em segundos o meu castelo desmoronou-se. Chorei desalmadamente aquele abandono como se inclusivamente já tivesse ocorrido.  Como se a separação estivesse mesmo a acontecer. Foi preciso uma enorme dose de paciência da parte dele para me fazer ver o absurdo da situação e o quanto estava desorientada sem razão. Nunca fui tão mimada e amada na minha vida.

Foi preciso passar por isto para perceber que de facto as emoções estão à flor da pele durante a gravidez, e comprovar que as alterações hormonais, entre outras coisas, também levam a alterações emocionais e de estados de humor. Apesar de estar a passar uma gravidez felicíssima e de ânimo leve, por vezes instala-se uma insegurança por não conseguir levar tudo isto a bom porto, a incerteza do parto, um medo enorme de sofrer e que a minha bebé sofra, a preocupação com o meu corpo, o receio de não conseguir ter tudo pronto a tempo e horas, o medo das novas rotinas e do quanto possam desestabilizar a nossa relação (os nossos hábitos, as nossas viagens, as nossas conversas)...

Nesta recta final do terceiro mês, ando desejosa de ver a Maria e ansiosa por começar a tratar do quarto dela. Com quase 29 semanas de gravidez ainda não comprei nada para o quarto dela, não lhe comprei uma única peça de roupa, nada. Antes de começar a comprar seja o que for, há que desalojar o pai do seu escritório. E isso está a stressar-me de sobremaneira, pois não depende de mim. E ele está numa descontracção que não se aguenta! 

Mas por incrível que pareça, dou comigo a massajar a barriga enquanto me besunto de creme 3 vezes por dia e penso "Bolas, ainda vou ter saudades disto, ainda vou ter saudades de te ter cá dentro, minha Maria!"

Para quem está a pensar engravidar, lembrem-se que cada caso é um caso, mas tudo isto é normal!