Toda a comida precisa de uma pitada de sal, toda a vida precisa de um toque de limonada.
A Limonada da Vida
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sexta-feira, fevereiro 07, 2020
Uma filha com 19 anos e outra com 19 meses
Uma tem 19 anos e a outra 19 meses.
Não se torna a repetir esta coincidência de idades. Quando a Beatriz tiver 20 anos já a Maria tem 31 meses. Aliás, a partir de certa altura chega a ser ridículo continuar a contar meses, pelo que terá simplesmente 2 anos.
Estou numa fase fantástica da minha vida. A viver coisas maravilhosas com ambas.
A Beatriz entrou este ano na faculdade de psicologia, está a tirar a carta, ontem foi ao picar o ponto e fazer figura de corpo presente no Dia da Defesa Nacional. Está a largar-me as saias aos poucos. Está sempre contra mim, apesar de continuar a pedir a minha opinião e de partilhar comigo os seus gostos. Musicais principalmente.
Já com a Maria estou na fase da descoberta diária, na fase de me chamar para tudo (mãe , mãe , mãe a toda a hora) na fase de ela nos espantar com o seu vocabulário e crescimento, Estou na fase dos projectos para a creche em materiais recicláveis, na fase do largar a chucha e a fralda, na fase do colinho para dormir e da explosão de alegria e uma recepção calorosa sempre que meto a chave à porta.
Estou tão grata à vida por me permitir viver estas duas fases tão distintas da maternidade, por absorver cada gesto destas duas criaturas que, apesar de terem idades tão dispares, projectam em mim a figura do porto de abrigo, da força, o melhor remédio para todas as maleitas, a heroína sem capa, rainha sem coroa.
Sinto-me dona de um amor reciclado, renovado em cada amanhecer e nunca desperdiçado. Dar amor, mimo e colo nunca é um desperdiço. Seja em que idade for. Quando fui mãe aos 25 não tive a noção da velocidade abismal a que tudo isto passa. Carregamos tanta incerteza e ansiedade que nos focamos mais nos medos do que nas coisas boas.
Na primeira vez, somos mais mães do será que anda a comer o suficiente?, será que a posso levar à rua?, será que não vai ficar doente? E quando damos por isso está a gatinhar, a andar, a entrar para a escola, a sair com os amigos e a viajar sozinha. E a infância foi-se.
Agora que fui mãe aos 42, já estava preparada para sugar ao máximo a Maria Limão e tento fazê-lo mais e mais todos os dias. Quero apertá-la ainda mais, dar-lhe ainda mais colo, chegar a casa mais cedo, sentar-me mais vezes no chão, estar cada dia mais disponível.
Quero Mais, para ambas!
É que parecendo que não, estas idades passam e não voltam mais.
terça-feira, novembro 26, 2019
É que isto passa num piscar de olhos
Esta foto não é de hoje.
Hoje, desde que o pai a foi buscar à escola e deu um pulinho com ela no supermercado antes de vir para casa, não houve tempo para brincadeiras e muito menos para fotografias ou filmagens. Estava chatinha, birrenta, chorosa, podre de sono. Foi dar-lhe o jantar, o banho e metê-la na cama. Despediu-se de todos, excepto do mano Timteen que ainda nem tinha chegado a casa da faculdade quando a deitámos.
Estava tão cansada que assim que foi para a cama, virou-se de barriga para baixo, rabinho para o ar e nem mais um pio.
É nestas alturas que penso no tempo que estive no escritório e que não a aproveitei. É nestes dias que penso que hoje foi um dia perdido, pois cada dia que passa em que não brincamos é um dia perdido. Só por causa disso amanhã vou tentar chegar a casa mais cedo, vou-lhe comprar umas galochas e chapinhar com ela nas poças de água. Da maneira que gosta de correr e andar ao ar livre, não tenho dúvidas que vai adorar.
É que isto passa num piscar de olhos.
Hoje, desde que o pai a foi buscar à escola e deu um pulinho com ela no supermercado antes de vir para casa, não houve tempo para brincadeiras e muito menos para fotografias ou filmagens. Estava chatinha, birrenta, chorosa, podre de sono. Foi dar-lhe o jantar, o banho e metê-la na cama. Despediu-se de todos, excepto do mano Timteen que ainda nem tinha chegado a casa da faculdade quando a deitámos.
Estava tão cansada que assim que foi para a cama, virou-se de barriga para baixo, rabinho para o ar e nem mais um pio.
É nestas alturas que penso no tempo que estive no escritório e que não a aproveitei. É nestes dias que penso que hoje foi um dia perdido, pois cada dia que passa em que não brincamos é um dia perdido. Só por causa disso amanhã vou tentar chegar a casa mais cedo, vou-lhe comprar umas galochas e chapinhar com ela nas poças de água. Da maneira que gosta de correr e andar ao ar livre, não tenho dúvidas que vai adorar.
É que isto passa num piscar de olhos.
terça-feira, outubro 22, 2019
Momentos que nos marcam para sempre
Longe vão as noites em que ambas estávamos acordadas de duas em duas horas, enquanto o pai e os manos dormiam profundamente. Nessas noites o meu instinto de lhe dar de mamar era automático, pois tudo o que eu queria era que ela voltasse a dormir. E chegámos a adormecer as duas naquela posição de amamentar.
Agora, tirando quando está doente, as noites têm sido relativamente tranquilas. Dou-lhe o biberon antes de me deitar e depois levanto-me uma /duas vezes a meio da noite quando ela tem o sono mais agitado para a cobrir com o edredon, porque o rebuliço é tal que se não fossem as minhas longas e dolorosas deslocações entre o meu quarto e o dela, ela passava a noite destapada.
Quando não acorda ou não se mexe como habitualmente, sou eu que lá vou espreitar se está tudo bem (silly me).
Talvez por ser sempre esta figura que está presente todas as noites desde que lhe dei vida, é o meu nome que ela repete o dia inteiro. Dia ou noite. E seja a que hora for eu estou lá.
É mãe que ela diz repetidamente assim que acorda pela manhã e que só se cala quando eu entro no quarto.
É mãe que ela chama para pedir colo quando se magoa.
É mãe que ela repete para pedir "titinho" quando lhe dá a fome de madrugada.
É a mãe que ela procura pela casa toda, quando eu ando nas minhas lides e de repente lhe bate a saudade, no intervalo dos desenhos animados.
Anda sempre à minha volta, e por isso não é difícil apanhá-la a "arrumar" a despensa, a tirar a roupa do cesto e a colocar na máquina de lavar com muito jeitinho, ou até entretida a brincar com a esfregona.
Ultimamente, quando se deita não é nenhum dos peluches que tem ao fundo da cama que ela quer para aquele aconchego de adormecer. É a mão da mãe.
- queres a coelha bailarina?
- mãe
- queres o piglet?
- mãe
- queres a ovelha?
- mãe.
- ok, queres a mãe. Então deita-te que eu dou-te a mão e fico aqui até adormeceres.
Quando começo a ficar com o braço dormente tento esgueirar-me, mas ela aperta ainda mais a minha mão e não me deixa ir. E repete, a mãaaaae!
Quando finalmente adormece e me liberto, dou-lhe um beijo de boa noite e penso que, apesar de há muito eu não ter uma noite de dormir 8 horas seguidas, esta ligação é fundamental. Para ela e para mim. Estes momentos ninguém nos tira, e são estes momentos que nos marcam para sempre.
Penso que tê-la foi uma das melhores decisões da minha vida. Penso na alegria que ela trouxe a todos nesta casa. Penso no milagre da natureza e na sorte de ela ter vindo assim saudável e perfeita. Penso na magia que ela trouxe à minha vida e que nem nos meus melhores sonhos eu imaginava voltar a ter um amor assim.
Amor de Mãe.
Agora, tirando quando está doente, as noites têm sido relativamente tranquilas. Dou-lhe o biberon antes de me deitar e depois levanto-me uma /duas vezes a meio da noite quando ela tem o sono mais agitado para a cobrir com o edredon, porque o rebuliço é tal que se não fossem as minhas longas e dolorosas deslocações entre o meu quarto e o dela, ela passava a noite destapada.
Quando não acorda ou não se mexe como habitualmente, sou eu que lá vou espreitar se está tudo bem (silly me).
Talvez por ser sempre esta figura que está presente todas as noites desde que lhe dei vida, é o meu nome que ela repete o dia inteiro. Dia ou noite. E seja a que hora for eu estou lá.
É mãe que ela diz repetidamente assim que acorda pela manhã e que só se cala quando eu entro no quarto.
É mãe que ela chama para pedir colo quando se magoa.
É mãe que ela repete para pedir "titinho" quando lhe dá a fome de madrugada.
É a mãe que ela procura pela casa toda, quando eu ando nas minhas lides e de repente lhe bate a saudade, no intervalo dos desenhos animados.
Anda sempre à minha volta, e por isso não é difícil apanhá-la a "arrumar" a despensa, a tirar a roupa do cesto e a colocar na máquina de lavar com muito jeitinho, ou até entretida a brincar com a esfregona.
Ultimamente, quando se deita não é nenhum dos peluches que tem ao fundo da cama que ela quer para aquele aconchego de adormecer. É a mão da mãe.
- queres a coelha bailarina?
- mãe
- queres o piglet?
- mãe
- queres a ovelha?
- mãe.
- ok, queres a mãe. Então deita-te que eu dou-te a mão e fico aqui até adormeceres.
Quando começo a ficar com o braço dormente tento esgueirar-me, mas ela aperta ainda mais a minha mão e não me deixa ir. E repete, a mãaaaae!
Quando finalmente adormece e me liberto, dou-lhe um beijo de boa noite e penso que, apesar de há muito eu não ter uma noite de dormir 8 horas seguidas, esta ligação é fundamental. Para ela e para mim. Estes momentos ninguém nos tira, e são estes momentos que nos marcam para sempre.
Penso que tê-la foi uma das melhores decisões da minha vida. Penso na alegria que ela trouxe a todos nesta casa. Penso no milagre da natureza e na sorte de ela ter vindo assim saudável e perfeita. Penso na magia que ela trouxe à minha vida e que nem nos meus melhores sonhos eu imaginava voltar a ter um amor assim.
Amor de Mãe.
terça-feira, setembro 17, 2019
Isto de criar filhos é uma aventura
Tenho uma filha na creche e os outros dois na faculdade.
Idades tão diferentes, com necessidades tão díspares que por vezes preciso de fazer um switch on e switch off e transitar a minha mente do modo "mãe-galinha" para o modo "deixa voar".
Com a Maria tenho a preocupação da quantidade de vezes que fez cocó, os períodos de sesta, a introdução dos alimentos sólidos, a alimentação saudável e as alergias, as vacinas e as doenças na creche, o percentil de peso e altura, e as teorias Montessori, apesar de todos os dias ela me deslumbrar com uma aprendizagem nova.
Com os crescidos, já adultos (ahahah, adultos! Meu deus, se eles soubessem o que é ser adulto), o chip muda para as saídas à noite, as amizades, os namoros, o percurso académico, a gestão da mesada, a vontade exagerada de liberdade e independência, as respostas mais tortas e arrogantemente cheias de certezas. A gestão de os empurrar para se fazerem à vida pelo próprio pé e não querer ainda que deixem de precisar de mim tão depressa.
Se para a Maria sou o centro do mundo, para os outros sou a periferia (dói, mas tem de ser).
Com a Maria estou a reviver toda a ansiedade do "ser mãe" com outra maturidade, com outra experiência de vida, mas sempre com o mesmo coração apertado. Não há volta a dar.
Com a Maria tenho a certeza de quem nem sempre vai ser assim e que isto passa num piscar de olhos. Coisa que quando os outros eram pequenos eu sabia porque já me tinham avisado, mas eu ainda não tinha sentido na pele.
Vou aproveitar enquanto esta me puxa as saias e pede colo, enquanto me pede para eu me sentar no chão a brincar com as molas da roupa, enquanto chora e se agarra ao meu pescoço ao entalar o dedo na gaveta, que insiste em mexer apesar de eu já ter dito mil vezes "Não Mexe Aí, Mariiiiiiiiiia".
Isto de criar filhos é uma aventura.
Isto de criar filhos é uma aventura.
quinta-feira, setembro 05, 2019
Antes da ida para a creche
Hoje, antes da ida para a creche, ainda houve tempo para cuspo em frente ao espelho.
Houve beijinho na Maria, beijinho na mamã.
Houve brincadeiras com o carrinho (espero que os vizinhos já tenham as miúdas na escola).
Houve gargalhadas, palhaçadas e abracinhos.
Ela ri desmesuradamente até os olhos sorrirem com ela, e eu também.
Ela fica melhor na escola, e eu venho trabalhar de coração cheio.
Houve beijinho na Maria, beijinho na mamã.
Houve brincadeiras com o carrinho (espero que os vizinhos já tenham as miúdas na escola).
Houve gargalhadas, palhaçadas e abracinhos.
Ela ri desmesuradamente até os olhos sorrirem com ela, e eu também.
Ela fica melhor na escola, e eu venho trabalhar de coração cheio.
sexta-feira, agosto 30, 2019
Um ano separa estas duas fotos
Um ano separa estas fotos.
A Maria tinha 2 meses na foto da esquerda, tem 14 meses na da direita.
Tanta aprendizagem, dela e nossa. Tanta coisa mudou na adaptação dos nossos ritmos à chegada da Maria, e ela a nós.
Para se ir habituando, começou a viajar cedo. Com apenas 4 meses a Maria Limão estreou-se no avião ✈️ até Amesterdão. Repararam na rima? Esta rima deu origem a uma canção que eu inventei e lhe cantava constantemente. Nesta altura a Maria ainda tinha medo de tomar banho de chuveiro, e como a casa de banho do hotel não tinha banheira, tivémos de nos desenrascar a dar-lhe banho no lava-loiça da Kitchenette. Alojarmo-nos em quartos com kitchenette sempre que viajávamos passou a ser uma prioridade. Andou de avião, metro, autocarro, sempre no seu Conjunto de rua Duo Adventure ZY Safe, no qual passeva e dormia onde e quando calhava.
Trouxemos as tradicionais socas de madeira no tamanho do pé da MAria, o tamanho 17, imaginem o quão
minúsculas são.
Como na 1ª experiência de viagem a Maria se revelou tão boa companhia, aos 8 meses fomos a Sevilha onde comprámos a máscara de carnaval que a Maria usou no carnaval passado.
Celebrámos os seus 10 meses em Paris, e ainda fomos a tempo de visitar a Notre Dame antes do incéndio que ocorreu uns dias depois. Estão a ver o metro de Paris? Escada acima, escada abaixo, desce, sobe e torna a descer, com o carrinho ao colo, pois não há elevadores no metro de Paris. às tantas largámos o carrinho no hotel e passámos a andar com ela no marsúpio. Tivémos alturas de parecer pais pela primeira vez, pois tendo o Timteen e a Smartieteen 18 anos, há coisas das quais já não nos lembrávamos, Nesse sentido cometemos alguns erros, como termos perdido o voo em Paris, lembram-se? Burrice nossa, teimosia do pai.
As corridas do pai levaram-nos ainda a Basel em Maio (11 meses), onde aproveitámos para conhecer Estrasburgo e algumas das maravilhosas aldeias da Alsácia.
Por cá tivemos passeios por Fátima, Porto, Aveiro, Peniche, e as férias de verão em Albufeira e na Zambujeira do Mar (descritas no post de ontem).
Anda connosco para todo o lado. Aventuras atrás de aventuras. Experiências, aprendizagens, adaptações para viajarmos a 3 e muitas vezes a 5 (quando o Timteen e a Smartieteen se juntam a nós). Mais uma mala com fraldas e toalhitas, a mochila das sopas, iogurtes e frutas em boião, o carrinho de rua, tudo encaixa e tudo se faz se assim tiver de ser. E em breve tudo isso deixará de ser preciso se lhe dermos tempo para crescer. Já não conseguimos é viajar sem ela.
Em todas as viagens uma constante: a música que usamos para adormecer a Maria onde quer que ela esteja. A música que o tio compôs ainda ela estava na minha barriga. A música que ela reconhece, que a acalma e a prepara para o sono da noite, independemente da parte do mundo onde está. Depois de tanta novidade e descoberta, ao fim do dia sabe bem ter algo que nos relembra a nossa casa, algo que nos é familiar. No caso da Maria esse aconchego é a sua música. (cliquem no link para ouvir).
As histórias são como as cerejas e levam-nos a outras histórias. É que o pai bateu o seu recorde na maratona de Amesterdão com o tempo 3h09m55s, atingindo os mínimos para se candidatar à maratona de Boston. Se for apurado, Boston here we go. E muitas mais histórias teremos para contar.
Possivelmente ela não se vai lembrar de tudo isto, mas fica o tempo de qualidade que passa connosco, fica o pai fazer cada maratona, seja em que país for, sabendo que estamos na meta para o apoiar e fica aqui o registo do primeiro ano da Maria, para ela ver quando for crescida e para vocês irem acompanhando. Continuam a seguir-nos?
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quinta-feira, agosto 29, 2019
Estas férias de Verão
Estas férias foram um pouco atípicas.
Na 1a semana a Maria esteve doente e ficámos por casa.
Na 2ª semana fomos ao Zmar e viemos, fomos ao Algarve e viemos. Foram férias aos bochechos e sem um verão quente a sério. Valeu principalmente por ver a Maria a percorrer tudo, e perceber o quanto ela cresceu nestas férias. Andamos deliciados com o quanto ela desenvolveu neste curto espaço de tempo.
A Maria Limão começou a andar pouco depois de ter feito um ano, e agora ninguém a pára.
Não gosta de estar fechada em casa, pelo que assim que lhe dizemos "Maria, vamos à rua" ela larga o que está a fazer e dirige-se para a porta de casa.
Se connosco ela já é imensamente estimulada pelos irmãos Timteen e Smartieteen, agora imaginem passando férias com uns avós no Alentejo e com os outros avós e primos no Algarve. Bastou sairmos da rotina, creio eu, porque com a mudança aprende-se sempre muito.
Foi nestas férias que teve a sua primeira queda e esfolou a perna esquerda toda, que partiu um copo espetando um vidro no pé, e que aprendeu a beber água do bebedouro do parque. Foi nestas férias que demos conta que percebe grande parte do que lhe dizemos, como por exemplo, se lhe pedirmos para ir pôr a fralda no lixo, lá vai ela toda catita.
Na piscina dos avós dá gargalhas, bate com as mãos na água numa excitação enorme e aventura-se tentando largar-se do colo onde está. Quer andar à solta.
Já reconhece o avô, a avó, e tenta falar deles dizendo bô e bó quando os revê nas fotografias. Sabe onde ficam os quartos dos irmãos, faz birras e pede cô (colo). Quando está birrenta só quer o colo da mãe. Diz adeus enquanto diz Ádi e manda beijinhos.
Está mais alta e magrinha e já tem 8 dentes.
Adora arroz de toda a maneira e feito, mas ainda tem dificuldade em comer alimentos maiores ou mais sólidos, come toda a espécie de fruta desde que passada.
Continua a preferir a sua chucha mesmo que com 14 meses de uso e não pega em mais nenhuma, é fã dos livros que a avó paterna lhe ofereceu e preferindo-os aos peluches e bonecas. Gosta de legos, mas rapidamente se cansa deles.
Só quer andar, andar, andar para um lado e para o outro. Assim que chega à praia entra pela água dentro, sem medos e sem frios, só quer é ondas, baldes e bolachas. Come bolachas misturadas com areia, desfaz os castelos que lhe fazemos e entorna para cima dela a água que recolhemos com o balde.
Gosta de ser o centro das atenções e se estou ocupada ou distraída ela grita para que eu saiba que está ali. Quando finalmente lhe dou atenção, estende-me um dos seus livrinhos como que a pedir-me para lhe contar a história. Quando lhe devolvo o livro, se o fizer de pernas para o ar, ela vira-o e pega-lhe na posição certa. Não sei como, nem que indícios ela recebe daqueles livros para que perceba que estão ao contrário, mas percebe.
Já teve momentos de chegar ao pé de nós e dizer cócó, e quando vamos verificar tem mesmo a fralda suja. Já tenta repetir algumas palavras, tagarela o dia todo, e aprendeu a pedir bábua (água).
Adora escorregas e já os sobe no sítio por onde é suposto descer, tal qual uma spider-baby, mas não é fã de baloiços. Dá gargalhadas contagiantes quando lhe fazemos cócegas ou jogamos ao "A Maria Não Está Cá".
Vai para a casa de banho quando lhe dizemos que é hora do banho e diferencia os brinquedos da banheira com os quais se entretinha durante horas, se a deixássemos.
Sabe onde ficam os pés, as mãos, a cabeça, o pipi e o nariz. Descobriu o nariz recentemente, e escarafuncha-o com o dedo indicador como se não houvesse amanhã.
Dança quando lhe pomos música do rádio e fica especada a olhar para a televisão com um sorriso de orelha a orelha quando reconhece os seus desenhos animados preferidos. Vibra com tudo o que seja músicas, genéricos e publicidade do Disney Junior e Baby TV.
Quando lhe digo que NÃO ela testa-me uma e outra vez com aquele ar de safada, até o NÂO ser dito aos berros e de olhos arregalados. Sim, este fedelho de 14 meses sabe o que quer e o que não quer. Nesta fase a sua decisão mais difícil é responder se quer água ou bolacha, mas já diz na na na na quando não quer, e acena que sim com a cabeça em sinal de aprovação.
Ao fim do dia está de rastos e podre de sono, mas mesmo assim liga e desliga a luz de presença da cama de grades até se render ao cansaço.
É irrequieta, teimosa, palhaçona, insatisfeita, espertalhona, faladora, expressiva, doce, refilona e não gosta de ser contrariada.
Tenho sempre a tendência para a comparar com a irmã, que era muito mais tranquila e calminha, chegando a pensar que desta vez o desafio da maternidade vai ser muito maior. Diferente pelo menos está a ser.
Dá trabalho, muito trabalho, e com esta personalidade forte parece-me que me vai dar muita luta, mas não há nada melhor do que estar com ela o dia inteiro, vê-la crescer a este ritmo, desfrutar dela todos os dias e sentir-lhe o cheiro, mesmo que seja a chulé quando lhe descalço as sandálias ao fim do dia. Até isso é maravilhoso nela.
Nunca lhe perguntei, porque não me vai saber responder, mas tenho cá para mim que é uma miúda feliz. Nestas férias pelo menos foi muito feliz. E nós também.
Na 1a semana a Maria esteve doente e ficámos por casa.
Na 2ª semana fomos ao Zmar e viemos, fomos ao Algarve e viemos. Foram férias aos bochechos e sem um verão quente a sério. Valeu principalmente por ver a Maria a percorrer tudo, e perceber o quanto ela cresceu nestas férias. Andamos deliciados com o quanto ela desenvolveu neste curto espaço de tempo.
A Maria Limão começou a andar pouco depois de ter feito um ano, e agora ninguém a pára.
Não gosta de estar fechada em casa, pelo que assim que lhe dizemos "Maria, vamos à rua" ela larga o que está a fazer e dirige-se para a porta de casa.
Se connosco ela já é imensamente estimulada pelos irmãos Timteen e Smartieteen, agora imaginem passando férias com uns avós no Alentejo e com os outros avós e primos no Algarve. Bastou sairmos da rotina, creio eu, porque com a mudança aprende-se sempre muito.
Foi nestas férias que teve a sua primeira queda e esfolou a perna esquerda toda, que partiu um copo espetando um vidro no pé, e que aprendeu a beber água do bebedouro do parque. Foi nestas férias que demos conta que percebe grande parte do que lhe dizemos, como por exemplo, se lhe pedirmos para ir pôr a fralda no lixo, lá vai ela toda catita.
Na piscina dos avós dá gargalhas, bate com as mãos na água numa excitação enorme e aventura-se tentando largar-se do colo onde está. Quer andar à solta.
Já reconhece o avô, a avó, e tenta falar deles dizendo bô e bó quando os revê nas fotografias. Sabe onde ficam os quartos dos irmãos, faz birras e pede cô (colo). Quando está birrenta só quer o colo da mãe. Diz adeus enquanto diz Ádi e manda beijinhos.
Está mais alta e magrinha e já tem 8 dentes.
Adora arroz de toda a maneira e feito, mas ainda tem dificuldade em comer alimentos maiores ou mais sólidos, come toda a espécie de fruta desde que passada.
Continua a preferir a sua chucha mesmo que com 14 meses de uso e não pega em mais nenhuma, é fã dos livros que a avó paterna lhe ofereceu e preferindo-os aos peluches e bonecas. Gosta de legos, mas rapidamente se cansa deles.
Só quer andar, andar, andar para um lado e para o outro. Assim que chega à praia entra pela água dentro, sem medos e sem frios, só quer é ondas, baldes e bolachas. Come bolachas misturadas com areia, desfaz os castelos que lhe fazemos e entorna para cima dela a água que recolhemos com o balde.
Gosta de ser o centro das atenções e se estou ocupada ou distraída ela grita para que eu saiba que está ali. Quando finalmente lhe dou atenção, estende-me um dos seus livrinhos como que a pedir-me para lhe contar a história. Quando lhe devolvo o livro, se o fizer de pernas para o ar, ela vira-o e pega-lhe na posição certa. Não sei como, nem que indícios ela recebe daqueles livros para que perceba que estão ao contrário, mas percebe.
Já teve momentos de chegar ao pé de nós e dizer cócó, e quando vamos verificar tem mesmo a fralda suja. Já tenta repetir algumas palavras, tagarela o dia todo, e aprendeu a pedir bábua (água).
Adora escorregas e já os sobe no sítio por onde é suposto descer, tal qual uma spider-baby, mas não é fã de baloiços. Dá gargalhadas contagiantes quando lhe fazemos cócegas ou jogamos ao "A Maria Não Está Cá".
Vai para a casa de banho quando lhe dizemos que é hora do banho e diferencia os brinquedos da banheira com os quais se entretinha durante horas, se a deixássemos.
Sabe onde ficam os pés, as mãos, a cabeça, o pipi e o nariz. Descobriu o nariz recentemente, e escarafuncha-o com o dedo indicador como se não houvesse amanhã.
Dança quando lhe pomos música do rádio e fica especada a olhar para a televisão com um sorriso de orelha a orelha quando reconhece os seus desenhos animados preferidos. Vibra com tudo o que seja músicas, genéricos e publicidade do Disney Junior e Baby TV.
Quando lhe digo que NÃO ela testa-me uma e outra vez com aquele ar de safada, até o NÂO ser dito aos berros e de olhos arregalados. Sim, este fedelho de 14 meses sabe o que quer e o que não quer. Nesta fase a sua decisão mais difícil é responder se quer água ou bolacha, mas já diz na na na na quando não quer, e acena que sim com a cabeça em sinal de aprovação.
Ao fim do dia está de rastos e podre de sono, mas mesmo assim liga e desliga a luz de presença da cama de grades até se render ao cansaço.
É irrequieta, teimosa, palhaçona, insatisfeita, espertalhona, faladora, expressiva, doce, refilona e não gosta de ser contrariada.
Tenho sempre a tendência para a comparar com a irmã, que era muito mais tranquila e calminha, chegando a pensar que desta vez o desafio da maternidade vai ser muito maior. Diferente pelo menos está a ser.
Dá trabalho, muito trabalho, e com esta personalidade forte parece-me que me vai dar muita luta, mas não há nada melhor do que estar com ela o dia inteiro, vê-la crescer a este ritmo, desfrutar dela todos os dias e sentir-lhe o cheiro, mesmo que seja a chulé quando lhe descalço as sandálias ao fim do dia. Até isso é maravilhoso nela.
Nunca lhe perguntei, porque não me vai saber responder, mas tenho cá para mim que é uma miúda feliz. Nestas férias pelo menos foi muito feliz. E nós também.
segunda-feira, agosto 19, 2019
Há sempre duas maneiras de vermos as coisas
Voltei hoje ao trabalho e a Maria à creche. Como mãe-galinha que sou acabei de ligar para saber como ela tem estado esta manhã.
Disseram-me:
- choramingou um bocadinho, mas almoçou bem e agora está a dormir. É normal, esteve com os pais estes dias todos, Quando eles voltam choramingam sempre um bocadinho.
- Pois, eu já imaginava, ela tem andado estas férias muito colada a mim, só quer o meu colo, não dorme sozinha, só quer estar agarrada ao meu pescoço. Ainda esta madrugada tive de a ir buscar ao seu quarto, levá-la para a nossa cama e ela só adormeceu novamente agarrada a mim. (Eu a lamentar-me pesarosamente da minha noite mal-dormida)
Do outro lado, respondem-me:
- Aproveite, mãe. Aproveite esses mimos que isso passa num instante.
Disseram-me:
- choramingou um bocadinho, mas almoçou bem e agora está a dormir. É normal, esteve com os pais estes dias todos, Quando eles voltam choramingam sempre um bocadinho.
- Pois, eu já imaginava, ela tem andado estas férias muito colada a mim, só quer o meu colo, não dorme sozinha, só quer estar agarrada ao meu pescoço. Ainda esta madrugada tive de a ir buscar ao seu quarto, levá-la para a nossa cama e ela só adormeceu novamente agarrada a mim. (Eu a lamentar-me pesarosamente da minha noite mal-dormida)
Do outro lado, respondem-me:
- Aproveite, mãe. Aproveite esses mimos que isso passa num instante.
Há sempre duas maneiras de vermos as coisas. Em vez de me lamentar por ter tido o meu sono interrompido às 5 da manhã, eu tenho mesmo é de absorver tanto carinho e este amor imenso.
Certo?
Certo?
segunda-feira, julho 08, 2019
Sinto-me novamente com 25 anos
Já me têm perguntado se a Maria Limão veio a este mundo por acidente, ou se foi uma escolha.
Ser mãe aos 42 anos depois de ter uma filha já com 17 anos, foi efectivamente uma escolha. Uma das melhores decisões da minha vida.
Quem segue o blogue há algum tempo sabe que a nossa ida às Maldivas 🇲🇻 levou-nos a planearmos o nosso casamento. Foi deitada nas areias de uma ilha no Índico que fui pedida em casamento. Ora, com a vontade de casar veio a vontade de termos um filho, ao fim de 9 anos relacionamento. Foi lá que decidimos que iríamos tentar. Nós tentámos, a natureza quis e a Maria nasceu.
Desde que fiquei grávida que me chamam de atrevida, aventureira, corajosa.
Não me identifico com nenhum desses adjectivos. Sinto antes que sou uma sortuda. Sou uma sortuda por ter conseguido engravidar (dois meses depois de um aborto espontâneo), por a gravidez ter corrido às mil maravilhas permitindo-me continuar com o meu step, por olhar para a Maria e achar que ela é perfeita. Sortuda pela saúde que a tem acompanhado, sortuda por estar a viver novamente a maternidade como se fosse a primeira vez.
Também já me têm perguntado se tenho a mesma paciência que tive quando a Smartieteen nasceu. A mesma paciência para as brincadeiras, para as idas aos parques, e eu penso “Então não tenho paciência? Como não ter? Há lá coisa melhor do que fazer um filho feliz?”
Há lá coisa melhor do que levá-la aos escorregas e fazê-la gargalhar de alegria? Há lá coisa melhor do que vê-la a aprender todos os dias uma coisa nova?
Esta tarde foi a festa de fim de ano da creche da Maria. Sabem aquelas festas em que nos babamos todos só de vermos os nossos filhos no palco? Em que filmamos cada segundo para mais tarde recordar?
Hoje senti-me novamente com 25 anos. Como se estivesse a assistir a estas festas pela primeira vez. A maternidade renascida e vivida como se fosse a primeira vez.
Por ela subi ao palco e dancei em frente a dezenas de pessoas. Por ela deito-me no chão a brincar, jogo à bola, volto a andar descalça na relva, dou mergulhos na água gelada da praia, deslizo no escorrega, ando de baloiço, faço caretas e ponho a língua de fora 😛 . Por ela tudo! Tal como fiz com a Smartieteen. Com a mesma vontade de fazer parte da sua vida e de lhe criar memórias.
Se isto é ser aventureira e corajosa, então eu sou.
Para mim isto é só ser mãe.
Ser mãe aos 42 anos depois de ter uma filha já com 17 anos, foi efectivamente uma escolha. Uma das melhores decisões da minha vida.
Quem segue o blogue há algum tempo sabe que a nossa ida às Maldivas 🇲🇻 levou-nos a planearmos o nosso casamento. Foi deitada nas areias de uma ilha no Índico que fui pedida em casamento. Ora, com a vontade de casar veio a vontade de termos um filho, ao fim de 9 anos relacionamento. Foi lá que decidimos que iríamos tentar. Nós tentámos, a natureza quis e a Maria nasceu.
Desde que fiquei grávida que me chamam de atrevida, aventureira, corajosa.
Não me identifico com nenhum desses adjectivos. Sinto antes que sou uma sortuda. Sou uma sortuda por ter conseguido engravidar (dois meses depois de um aborto espontâneo), por a gravidez ter corrido às mil maravilhas permitindo-me continuar com o meu step, por olhar para a Maria e achar que ela é perfeita. Sortuda pela saúde que a tem acompanhado, sortuda por estar a viver novamente a maternidade como se fosse a primeira vez.
Também já me têm perguntado se tenho a mesma paciência que tive quando a Smartieteen nasceu. A mesma paciência para as brincadeiras, para as idas aos parques, e eu penso “Então não tenho paciência? Como não ter? Há lá coisa melhor do que fazer um filho feliz?”
Há lá coisa melhor do que levá-la aos escorregas e fazê-la gargalhar de alegria? Há lá coisa melhor do que vê-la a aprender todos os dias uma coisa nova?
Esta tarde foi a festa de fim de ano da creche da Maria. Sabem aquelas festas em que nos babamos todos só de vermos os nossos filhos no palco? Em que filmamos cada segundo para mais tarde recordar?
Hoje senti-me novamente com 25 anos. Como se estivesse a assistir a estas festas pela primeira vez. A maternidade renascida e vivida como se fosse a primeira vez.
Por ela subi ao palco e dancei em frente a dezenas de pessoas. Por ela deito-me no chão a brincar, jogo à bola, volto a andar descalça na relva, dou mergulhos na água gelada da praia, deslizo no escorrega, ando de baloiço, faço caretas e ponho a língua de fora 😛 . Por ela tudo! Tal como fiz com a Smartieteen. Com a mesma vontade de fazer parte da sua vida e de lhe criar memórias.
Se isto é ser aventureira e corajosa, então eu sou.
Para mim isto é só ser mãe.
terça-feira, junho 25, 2019
A primeira palavra da Maria não foi Mamã
A primeira palavra da Maria não foi Mãe nem Pai. A primeira palavra da Maria foi "TÊEEEEES", enquanto se preparava para deslizar no escorrega do Parque perto da nossa casa, na sexta-feira 14 de Junho, depois de sair da creche, enquanto eu contava "UM, DOIS, TRÊS". A partir daí passou a repetir o TÊEEES sempre que fazemos a contagem.
A segunda palavra da Maria também não foi Mãe nem Pai. A segunda palavra da Maria foi "Táquiiiii". Quando lhe perguntamos "Onde está o patinho (o gato, a mãe, o piriquito)?" Ela faz um brilharete ao responder Táqui enquanto nos mostra o objecto/pessoa que pedimos para identificar.
Apesar da nossa insistência diária, dizer "Mamã" e/ou "Papá" vai ser só quando ela quiser, e não quando nós queremos. Como aliás, acredito que deverá ser tudo na vida dela. Isto é só a XoDona Maria a deixar o aviso aos pais.
A segunda palavra da Maria também não foi Mãe nem Pai. A segunda palavra da Maria foi "Táquiiiii". Quando lhe perguntamos "Onde está o patinho (o gato, a mãe, o piriquito)?" Ela faz um brilharete ao responder Táqui enquanto nos mostra o objecto/pessoa que pedimos para identificar.
Apesar da nossa insistência diária, dizer "Mamã" e/ou "Papá" vai ser só quando ela quiser, e não quando nós queremos. Como aliás, acredito que deverá ser tudo na vida dela. Isto é só a XoDona Maria a deixar o aviso aos pais.
terça-feira, junho 18, 2019
Baptizado da Maria Limão
Este Domingo foi o dia do baptizado da Maria.
Foi um dia de amor, sorrisos rasgados, abraços prolongados e emoções fortes.
Foi dia de partilha com as pessoas que amamos e que nos fazem felizes.
Esqueci o telemóvel. Não tirei uma única foto (o fotógrafo estava lá para isso).
Não filmei um segundo.
Vivi.
Vivi este dia em pleno. Como ele merecia ser vivido.
Isto é Limonada da Vida!
Foi um dia muito feliz com a enorme ajuda de todos os que nos honraram com a sua presença e com o excelente trabalho da equipa da Quinta D'Ouressa.
Foi um dia de amor, sorrisos rasgados, abraços prolongados e emoções fortes.
Foi dia de partilha com as pessoas que amamos e que nos fazem felizes.
Esqueci o telemóvel. Não tirei uma única foto (o fotógrafo estava lá para isso).
Não filmei um segundo.
Vivi.
Vivi este dia em pleno. Como ele merecia ser vivido.
Isto é Limonada da Vida!
Foi um dia muito feliz com a enorme ajuda de todos os que nos honraram com a sua presença e com o excelente trabalho da equipa da Quinta D'Ouressa.
sexta-feira, junho 14, 2019
Um ano que passou num piscar de olhos
Um ano que passou num piscar de olhos, como tudo na vida que se vive intensamente e com alegria.
Parabéns 🎊🎉🎈Filhota!
É tão bom ter-te nas nossas vidas
quarta-feira, junho 12, 2019
Amanhã é o 1º aniversário da Maria.
Amanhã é o 1º aniversário da Maria.
O dia do nascimento de um filho é sempre uma data que nos marca para a vida.Mas a mim acontece-me algo mais do que relembrar o nascimento, e o momento em que as vi pela primeira vez.
Sempre me aconteceu com a Smartieteen, e agora com a Maria Limão também. No dia anterior relembro e revivo nos meus pensamentos o que estava a fazer a esta ou aquela hora.
Sei o que estava a fazer quando foi hora de ir para o hospital, a que horas foi, como fiquei internada e porquê, as pessoas para quem liguei a avisar que tinha chegado a hora, etc.
Numa rebentaram-se a águas em casa, na outra os médicos tiveram de as rebentar já no hospital. De uma levei pontos até à lua, da outra não tive um único ponto.
De ambas tive a sensação de um amor imenso, de um amor que apetece dar mesmo que dali não venha retorno, porque são bebés e não sabem retribuir, mas também porque não interessa se eles nos amam ou não. Nós mães sabemos que sim, mas mesmo que não amassem, nós iríamos amá-los sempre e para sempre.
Amanhã a Maria faz um ano e eu tenho estado o dia inteiro a reviver este meu dia há um ano. As dores, as diferentes fases do parto, a bem dita e tão desejada epidural, a força que ela fazia para nascer e eu a ter de a aguentar por mais uns minutos até fazer a dilatação toda, a vontade de lhe ver o seu rosto, a emoção do pai, o querer tê-la nos meus braços e nunca mais era hora.
A relembrar o momento em que decidimos lançar-nos nesta aventura de ter mais um filho quando o Timteen e a Smartieteen ja tinham ambos 17 anos. A sentir que foi das melhores escolhas da minha vida. Das nossas vidas.
Amanhã a Maria faz um ano e eu já estou a festejar.
segunda-feira, abril 29, 2019
Um dos sítios que mais me faz ir às lágrimas
A seguir à zona de chegadas de um aeroporto, a meta de uma maratona é um dos sítios que mais me faz ir às lágrimas.
Alguém disse que sempre que perdermos a fé na humanidade devemos ir à meta de uma maratona para a recuperar. Não faço ideia quem o disse, eu própria ouvi dizer, mas faz todo o sentido. A meta de uma maratona é o lugar onde explodem as lágrimas, os sorrisos, as alegrias, a amizade, o amor, a cumplicidade, a entre-ajuda, mesmo por pessoas que não conhecemos.
Nas provas mais pequenas, de 5 e 10kms, já a alegria é imensa, mas na meta de uma maratona tudo é exponencial, tudo é elevado ao extremo: tanto o desgaste físico como as emoções. Desespero e superação estão entrelaçados como nunca.
Não interessa se corres só para terminar ou se corres com um objectivo de tempo. Não interessa se tens o objectivo de fazer uma maratona em 4 horas, ou baixo das 3horas. Todos estão no mesmo turbilhão de emoções. Indescritível.
Pais e mães a correrem os últimos metros com os filhos pela mão ou até mesmo ao colo. Maridos e mulheres (companheiros) no conforto de correrem juntos. Amigos que correm em equipa para aquela motivação extra, e os solitários que estão lá por eles e para eles, pelo desafio, pela concretização do objectivo pura e dura.
Na meta de uma maratona já vi pessoas a acabar a prova com uma energia incrível, mas também já vi os que a terminam a cambalear no limite das suas forças, a cortar a meta de joelhos ou apoiados no ombro de alguém. Já vi chorar de alegria e chorar de sofrimento, lágrimas profundas, soluçadas e partilhadas.
Este fim de semana foi a vez da 1ª edição da Maratona da Europa na cidade de Aveiro. Já conheciámos a nossa maravilhosa Veneza (aqui com dicas e tudo!) , pelo que desta vez fomos mais pela prova do que pela visita. O Limoneiro não correu a maratona, mas sim a meia (21kms). Deu obviamente o seu melhor, e fez o percurso em 1h29m, mas não se sentia em condições para fazer a sua 13ª maratona, depois de ter feito a sua 12ª em Paris há apenas 15 dias. Assim sendo, no fim, ficou comigo junto à meta a aguardar pelos restantes amigos que estavam a fazer a prova. Ele nunca tinha estado do lado de quem espera ansiosamente pelos que lhe são queridos. Pela primeira vez teve a oportunidade de ver no rosto sofrido de quem terminava a prova naquele momento, o sofrimento e a alegria da superação que tantas vezes já sentiu. Reconheceu-se de tal forma que o apanhei duas ou três vezes de lágrima no olho, ao ponto de me dizer "isto é muito emocionante, gostava de fazer isto contigo".
Não tenho pretensões de correr uma maratona, pois acho que o sofrimento é maior do que o prazer, pelo menos para mim. Sugiram-me uma maratona de Step e eu estou lá, Já o fiz 4 ou 5 vezes de sorriso estampado no rosto do princípio ao fim, mas de corrida não tenho essa ambição. Gostava de voltar a fazer provas de 10kms, como fazia antes da Maria nascer. Gosto da sensação de terminar, gosto daquele "está feito!" que nos vem à cabeça assim que cruzamos a meta, gosto de me desafiar a reduzir o tempo. Adorei ter terminado os 10kms de Madrid finalmente abaixo de uma hora (58 minutos), e de dois meses depois o fazer em 55 minutos, mas não me peçam para me matar a correr durante 42 kms. Não o faria por gosto. Se por acaso mudar de ideias, não tenho dúvidas que é o Limoneiro quem eu quero a meu lado, a fazer de minha lebre, a puxar por mim. Já me estou a ver a chamar-lhe nomes e a mandá-lo "à fava" de cada vez que ele não me deixar desistir, mas por enquanto a minha resposta à pergunta "gostavas de correr uma maratona?" é "não, obrigada!"
Para além disso, já tentei acabar uma prova juntos e não correu muito bem. Na 1ª vez que ele fez a maratona do Porto, eu corri a prova dos 6kms e depois voltei ao tapete para correr aqueles últimos metros ao lado dele assim quando ele chegasse. Na minha cabeça aquele momento era cheio de corações vermelhos e nós os dois a correr, lado a lado. de mão dada. Não resultou muito bem e hoje esse episódio é motivo de risota lá em casa. As metas de ambas as provas eram lado a lado, separadas apenas por uma grade de ferro. Eu pulei para o tapete assim que o vi, e corri até à meta ao seu lado, a gritar o seu nome enquanto o filmava ao mesmo tempo. Figura triste, pois o miúdo ia num desgaste tal que nem me viu. Apenas uma grade nos separava, mas ele não me viu, não me ouviu, nada! Fica o vídeo para a posteridade para nos rirmos até cair.
Não sei se alguma vez cruzaremos a meta de uma maratona juntos, mas gosto imenso de o acompanhar, de estar lá para o apoiar. Sei que do lado de quem corre esse apoio é fundamental. Eu e a nossa maravilhosa Maria Limão, que nos acompanha nesta loucura para todo o lado. Com dez meses já viu o pai correr no Porto, em Sevilha, Amesterdão, Paris (onde pela primeira vez na vida perdemos o voo) e, este fim-de-semana em Aveiro. Para o mês que vem, se deus quiser, estaremos em Basel, na Suíça. Quando crescer a Maria até pode não se lembrar dos sítios por onde andou, mas guardará com certeza memórias das sensações, dos maravilhosos e emocionantes momentos que passou connosco. Isso ninguém lhe (nos) tira!
Alguém disse que sempre que perdermos a fé na humanidade devemos ir à meta de uma maratona para a recuperar. Não faço ideia quem o disse, eu própria ouvi dizer, mas faz todo o sentido. A meta de uma maratona é o lugar onde explodem as lágrimas, os sorrisos, as alegrias, a amizade, o amor, a cumplicidade, a entre-ajuda, mesmo por pessoas que não conhecemos.
Nas provas mais pequenas, de 5 e 10kms, já a alegria é imensa, mas na meta de uma maratona tudo é exponencial, tudo é elevado ao extremo: tanto o desgaste físico como as emoções. Desespero e superação estão entrelaçados como nunca.
Não interessa se corres só para terminar ou se corres com um objectivo de tempo. Não interessa se tens o objectivo de fazer uma maratona em 4 horas, ou baixo das 3horas. Todos estão no mesmo turbilhão de emoções. Indescritível.
Pais e mães a correrem os últimos metros com os filhos pela mão ou até mesmo ao colo. Maridos e mulheres (companheiros) no conforto de correrem juntos. Amigos que correm em equipa para aquela motivação extra, e os solitários que estão lá por eles e para eles, pelo desafio, pela concretização do objectivo pura e dura.
Na meta de uma maratona já vi pessoas a acabar a prova com uma energia incrível, mas também já vi os que a terminam a cambalear no limite das suas forças, a cortar a meta de joelhos ou apoiados no ombro de alguém. Já vi chorar de alegria e chorar de sofrimento, lágrimas profundas, soluçadas e partilhadas.
Este fim de semana foi a vez da 1ª edição da Maratona da Europa na cidade de Aveiro. Já conheciámos a nossa maravilhosa Veneza (aqui com dicas e tudo!) , pelo que desta vez fomos mais pela prova do que pela visita. O Limoneiro não correu a maratona, mas sim a meia (21kms). Deu obviamente o seu melhor, e fez o percurso em 1h29m, mas não se sentia em condições para fazer a sua 13ª maratona, depois de ter feito a sua 12ª em Paris há apenas 15 dias. Assim sendo, no fim, ficou comigo junto à meta a aguardar pelos restantes amigos que estavam a fazer a prova. Ele nunca tinha estado do lado de quem espera ansiosamente pelos que lhe são queridos. Pela primeira vez teve a oportunidade de ver no rosto sofrido de quem terminava a prova naquele momento, o sofrimento e a alegria da superação que tantas vezes já sentiu. Reconheceu-se de tal forma que o apanhei duas ou três vezes de lágrima no olho, ao ponto de me dizer "isto é muito emocionante, gostava de fazer isto contigo".
Não tenho pretensões de correr uma maratona, pois acho que o sofrimento é maior do que o prazer, pelo menos para mim. Sugiram-me uma maratona de Step e eu estou lá, Já o fiz 4 ou 5 vezes de sorriso estampado no rosto do princípio ao fim, mas de corrida não tenho essa ambição. Gostava de voltar a fazer provas de 10kms, como fazia antes da Maria nascer. Gosto da sensação de terminar, gosto daquele "está feito!" que nos vem à cabeça assim que cruzamos a meta, gosto de me desafiar a reduzir o tempo. Adorei ter terminado os 10kms de Madrid finalmente abaixo de uma hora (58 minutos), e de dois meses depois o fazer em 55 minutos, mas não me peçam para me matar a correr durante 42 kms. Não o faria por gosto. Se por acaso mudar de ideias, não tenho dúvidas que é o Limoneiro quem eu quero a meu lado, a fazer de minha lebre, a puxar por mim. Já me estou a ver a chamar-lhe nomes e a mandá-lo "à fava" de cada vez que ele não me deixar desistir, mas por enquanto a minha resposta à pergunta "gostavas de correr uma maratona?" é "não, obrigada!"
Para além disso, já tentei acabar uma prova juntos e não correu muito bem. Na 1ª vez que ele fez a maratona do Porto, eu corri a prova dos 6kms e depois voltei ao tapete para correr aqueles últimos metros ao lado dele assim quando ele chegasse. Na minha cabeça aquele momento era cheio de corações vermelhos e nós os dois a correr, lado a lado. de mão dada. Não resultou muito bem e hoje esse episódio é motivo de risota lá em casa. As metas de ambas as provas eram lado a lado, separadas apenas por uma grade de ferro. Eu pulei para o tapete assim que o vi, e corri até à meta ao seu lado, a gritar o seu nome enquanto o filmava ao mesmo tempo. Figura triste, pois o miúdo ia num desgaste tal que nem me viu. Apenas uma grade nos separava, mas ele não me viu, não me ouviu, nada! Fica o vídeo para a posteridade para nos rirmos até cair.
Não sei se alguma vez cruzaremos a meta de uma maratona juntos, mas gosto imenso de o acompanhar, de estar lá para o apoiar. Sei que do lado de quem corre esse apoio é fundamental. Eu e a nossa maravilhosa Maria Limão, que nos acompanha nesta loucura para todo o lado. Com dez meses já viu o pai correr no Porto, em Sevilha, Amesterdão, Paris (onde pela primeira vez na vida perdemos o voo) e, este fim-de-semana em Aveiro. Para o mês que vem, se deus quiser, estaremos em Basel, na Suíça. Quando crescer a Maria até pode não se lembrar dos sítios por onde andou, mas guardará com certeza memórias das sensações, dos maravilhosos e emocionantes momentos que passou connosco. Isso ninguém lhe (nos) tira!
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segunda-feira, abril 15, 2019
Como perder um avião por causa de um hamburguer
Este fim de semana fomos a Paris para o Limoneiro correr a maratona da cidade. No entretanto, a Maria fez dez meses no dia 13 e foi lá que o celebrámos.
A prova correu bem ao Limoneiro, apesar de não ter conseguido atingir o seu record. Fez a prova em 3horas e 10minutos, o que foi muito bom.
No entanto, a visita a Paris não foi só coisas boas, e isto de viajar com crianças tem muito que se lhe diga.
Para além de todo o aparato de fraldas, toalhitas e sopas, iogurtes e frutas para a Maria, para além de toda a logística de carrinho para andar com ela na rua, não nos lembrámos das péssimas condições do metro de Paris para quem viaja com crianças de colo.
O metro de Paris bem pode ser um dos maiores do mundo e super rápido e prático, mas não está preparado de forma alguma para transportar crianças. A grande maioria das estações não tem elevadores nem qualquer outra forma de circular com os carrinhos de bebé que não seja subir e descer escadas com o carrinho ao colo. Muito desconfortável e perigoso, pelo que o andar com a Maria no marsúpio foi a nossa escolha.
Mas comecemos a nossa aventura pelo início.
Apesar de já não sermos pais de primeira viagem, por vezes assim parece! O nosso dilema com a Maria Limão começou logo com a ida para o aeroporto.
Mãe galinha como sou, não me pareceu fazer muito sentido que nós pais não possamos fazer 500 metros com o bebé no carro sem cadeira-auto, mas que para viajar de taxi até ao aeroporto já é permitido o bebé ir ao colo. Aliás, posso dizer-vos que a Maria nasceu no Hospital de Santa Maria e que no hospital não deixam o bebé sair sem os pais mostrarem que têm uma cadeira-ovo para transportar o bébé no carro.
Ora nessa perspectiva fizemos contas a ter de ir/voltar de/para o aeroporto de Paris/Orly de trasnportes, e não de táxi.
Para lá foi tranquilo, pois íamos com tempo e sem horas para chegar ao hotel, mas o regresso foi mais complicado. Visto que o objectivo da viagem era a maratona tínhamos sempre de esperar que o Limoneiro a terminasse, e depois era ir ao hotel buscar as malas e partir para o aeroporto.
COMO PERDER UM VOO EM 5 MINUTOS:
Para o regresso, optámos pelo Orly bus o qual demora cerca de 30 minutos até ao aeroporto. O nosso voo era às 16.45h. Porta de embarque encerrada às 16.30h, pelo que se chegássemos ao aeroporto às 16.00h tínhamos meia-hora para passar pelo posto de controlo. Era apertado, mas dava! Ou talvez não.
Acontece que para chegarmos ao aeroporto às 16.00h, tínhamos de apanhar o autocarro das 15.30h, e perdemos o autocarro. E perdemos o autocarro porquê? Perguntam vocês... Porque o Limoneiro fez questão de almoçar num Burger King, e não num MacDonalds.
Encontrámos 2 MacDonalds junto à paragem de autocarro, mas ele queria Burger King! Apesar de achar que ia ser muito apertado em termos de tempo, o rapaz tinha acabado de correr 42kms 195 metros em 3horas e 10 minutos, pelo que eu achei que ele tinha direito a esse capricho.
Quando nos despachámos do Burger King já o autocarro das 15.30h tinha partido. Esperámos pelo próximo, que teoricamente viria 10 minutos depois. No entanto, o autocarro seguinte chegou às 16.00h e a catrefada de gente para apanhar esse autocarro era tanta que eu ia jurar que vi o autocarro partir com gente de braços de fora, só para não terem de esperar pelo próximo autocarro.
Foi nessa altura, que em desespero decidimos apanhar um táxi, aquilo que não queríamos fazer porque a Maria iria viajar sem cadeira. Era possível, não era proibido, por isso avançámos. Demorámos cerca de 20 minutos a chegar ao aeroporto. Devemos ter chegado ao aeroporto por volta das 16.20h. A porta de embarque fechava às 16.30h e o voo era às 16.45h. A nossa fé era que o voo atrasasse uns minutos dando-nos tempo para passar pelo controlo de segurança.
Chegados ao controlo de segurança explicámos no nosso portunhês misturado com inglês que estávamos atrasadíssimos, pedindo que nos ajudassem a chegar ao voo o mais rápido possível. Foi pior a emenda que o soneto. Devem ter desconfiado de toda aquela pressa, pois até as rodas do carrinho da Maria desmontaram e fizeram-no passar pelo raio X. Os iogurtes, as sopas, os biberons vazios, as minhas botas, tudo, tudo, tudo. O nosso ar esgazeado e de desespero deveria ser tal que eles ainda foram mais exigentes.
Assim que consegui passar o posto de controlo mais a minha Maria desatei a correr por aquele aeroporto fora, empurrando o carrinho, como se não houvesse amanhã. O Timteen e o Limoneiro continuavam no posto de controlo. Pelo que me disseram mais tarde, acabaram por deixar alguns iogurtes para trás, pois o staff estava a passá-los pelo scanner um por um...
Qual cena de filme, lá cheguei à porta de embarque que dizia Last call. Tinha chegado a tempo! Mas faltavam-me os meus homens. Disse a alguém do staff que estávamos atrasados, mas que estávamos ali e que o meu marido e o meu filho estavam mesmo a chegar. Ao que ele me responde " no stress madam, plain is late, you are on time". Respirei de alívio e confesso que quase me vieram as lágrimas aos olhos. Tínhamos conseguido, apesar de todo aquele esforço. Quando eles chegam ao pé de mim, podíamos finalmente embarcar.
Mas o voo afinal ainda não era ali, naquela porta de embarque. Tínhamos uma escada para descer e um autocarro para apanhar até ao avião, com a Maria e o carrinho. Lá descemos com o carrinho nos braços (França não ainda não descobriu a necessidade de elevadores para crianças de colo, idosos e deficientes), e entrámos no autocarro. Para nosso espanto, éramos os únicos ocupantes. O motorista decidiu esperar que o autocarro enchesse. E nós a dizermos que íamos perder o voo. Ele "no problem" e nós à espera e a desesperar.
Quando o autocarro parou, deixou-nos não junto às escadas do avião, mas sim junto a outra porta de embarque. Chegámos à 2ª porta de embarque e dissemos que queríamos embarcar para o voo de Lisboa. Ela apontou o dedo para a rua e disse "o vosso voo é aquele que está a arrancar, lamento!"
E nós ali, a vê-lo fazer a manobra de afastamento da manga para descolar. Por 5 míseros minutos, perdemos o maldito voo. Que sensação horrível, a de ver o nosso voo a arrancar e nós em terra, ali na placa, onde a única coisa que nos impede de entrar naquele voo é uma janela de vidro.
Peguei na Maria, só me apetecia chorar!
Há sempre uma 1ª vez para tudo. A primeira vez que perdi um voo foi com 43 anos. Já a Maria foi aos 10 meses, porque tem uns pais totós que mais parece que nunca andaram de avião e que mais parece que não sabem que com um bebé as coisas têm de ter outro ritmo.
Enfim!
De volta ao check in do aeroporto, e desoladíssimos, carregadinhos de tristeza e incerteza, lá fomos à procura de um outro voo que nos levasse para casa. Só pelas 21.00h é que havia outro voo. Foi pagar e calar. Não nos restava outra hipótese.
Ironia das ironias, o voo das 21.00h partiu às 22.00h. Só para chatear!
Pelo caminho fica a história do hamburguer do Burger King mais caro do mundo: o preço de 4 viagens de avião de Paris para Lisboa.
E com isto espero que tenhamos aprendido várias lições que agora vos transmito:
1- Nunca mais deixar tão pouco tempo para chegar ao aeroporto.
2- Nunca mais contar com míseros 30 minutos para passar no posto de controle.
3- Nunca mais pôr a comida à frente da pressa de chegar ao aeroporto. Se der a fome, em último caso come-se no aeroporto, ou passa-se fome.
4- Apesar de não nos fazer sentido a Maria viajar de táxi sem cadeira, nestes momentos não há outra hipótese. Quisémos ser super protectores, evitando que ela viajásse de carro sem cadeira e acabámos por fazer pior.
PS: Se tiverem dicas para viajar com crianças, partilhem nos comentários. PArtilhem a vossa opinião de como costumam viajar com as vossas crianças. A Limonada e família agradecem, pois no próximo mês há mais viagens e mais maratonas.
Fica a aventura para mais tarde recordar. E Paris que continua maravilhosa!
sexta-feira, março 08, 2019
O Dia da Mulher não é suposto ser para o marido HOJE nos fazer o jantar
Esta manhã ele levantou-se às 7.30 da manhã para ir levar a Smartieteen à escola. Voltou a ser uma noite complicada para mim. A Maria Limão anda cheia de tosse e acordou mais uma vez de madrugada para comer.
Quando voltou a casa, vendo que a noite não tinha sido fácil para mim, disse-me para ficar mais um bocadinho na cama e aproveitar para descansar que ele ficaria com a Maria, que entretanto já tinha acordado.
Eu estava vontade de dormir até ao meio-dia se me deixassem, mas disse-lhe que era preciso mudar a fralda da noite à Maria, fazer-lhe aerossóis com água do mar e dar-lhe biberon, e que por isso seria melhor eu levantar-me, ao que ele insistiu.
- "deixa-te estar que eu trato disso".
Esta manhã ele mudou-lhe a fralda, fez-lhe os aerossóis, deu-lhe o biberon da manhã e eu descansei mais um pouco.
Quando me levantei e enquanto me arranjava para sair, a Maria tinha feito cocó, e lá foi ele mudar novamente a fralda à filha.
Enquanto eu tomava o pequeno-almoço e punha a loiça na máquina, ele apercebeu-se que a filha estava com sono. Foi adormecê-la. Quando saí de casa para o trabalho já a Maria dormia novamente.
Esta manhã ele tratou dela e deixou-me descansar, mas não foi só esta manhã e muito menos por ser Dia da Mulher!
Sempre que é preciso acordar cedo para ir levar a Smartieteen, é ele que vai, pois acordar à noite para dar biberon à Maria normalmente é por minha conta.
Todos os dias ele faz o que é preciso ser feito, a par comigo. A entreajuda faz parte do nosso dia-a-dia. Até podem haver tarefas mais minhas do que dele, e vice-versa, como por exemplo eu cozinho, ele vai às compras. Não se trata de eu cozinhar, porque "o lugar da mulher é na cozinha". Não! De todo! Trata-se de eu cozinhar porque gosto de o fazer e porque tenho mais jeito do que ele. Ele tem mais jeito e paciência para andar à caça das promoções e para fazer as compras, e por isso é ele que vai ao supermercado.
Eu ponho a roupa a lavar, ele estende. Eu cozinho, ele põe a mesa. Ele põe a loiça na máquina, eu lavo à mão o que for preciso. Ele vai despejar o lixo, eu preparo os biberons da noite.
A Maria Limão é responsabilidade e um prazer de ambos, e nesse sentido ambos mudamos a fralda, ambos damos banho, ambos vamos pôr e/ou buscar à creche, ambos damos de comer, ambos vestimos, ambos a adormecemos, ambos lhe cantamos cantigas, dependendo de qual dos dois está mais disponível. Se possível fazêmos essas tarefas os dois, em conjunto, pelo simples prazer de estar com ela.
Connosco tem funcionado assim. Não por ser Dia da Mulher, mas todos os dias do ano, porque é assim que nos faz sentido.
O Dia da Mulher não é suposto ser para o marido HOJE nos fazer o jantar, ou para nos mostrar uma vez no ano que afinal até dá uma ajudita lá em casa. Seria ridículo que o Dia da Mulher servisse para isto!
Quando voltou a casa, vendo que a noite não tinha sido fácil para mim, disse-me para ficar mais um bocadinho na cama e aproveitar para descansar que ele ficaria com a Maria, que entretanto já tinha acordado.
Eu estava vontade de dormir até ao meio-dia se me deixassem, mas disse-lhe que era preciso mudar a fralda da noite à Maria, fazer-lhe aerossóis com água do mar e dar-lhe biberon, e que por isso seria melhor eu levantar-me, ao que ele insistiu.
- "deixa-te estar que eu trato disso".
Esta manhã ele mudou-lhe a fralda, fez-lhe os aerossóis, deu-lhe o biberon da manhã e eu descansei mais um pouco.
Quando me levantei e enquanto me arranjava para sair, a Maria tinha feito cocó, e lá foi ele mudar novamente a fralda à filha.
Enquanto eu tomava o pequeno-almoço e punha a loiça na máquina, ele apercebeu-se que a filha estava com sono. Foi adormecê-la. Quando saí de casa para o trabalho já a Maria dormia novamente.
Esta manhã ele tratou dela e deixou-me descansar, mas não foi só esta manhã e muito menos por ser Dia da Mulher!
Sempre que é preciso acordar cedo para ir levar a Smartieteen, é ele que vai, pois acordar à noite para dar biberon à Maria normalmente é por minha conta.
Todos os dias ele faz o que é preciso ser feito, a par comigo. A entreajuda faz parte do nosso dia-a-dia. Até podem haver tarefas mais minhas do que dele, e vice-versa, como por exemplo eu cozinho, ele vai às compras. Não se trata de eu cozinhar, porque "o lugar da mulher é na cozinha". Não! De todo! Trata-se de eu cozinhar porque gosto de o fazer e porque tenho mais jeito do que ele. Ele tem mais jeito e paciência para andar à caça das promoções e para fazer as compras, e por isso é ele que vai ao supermercado.
Eu ponho a roupa a lavar, ele estende. Eu cozinho, ele põe a mesa. Ele põe a loiça na máquina, eu lavo à mão o que for preciso. Ele vai despejar o lixo, eu preparo os biberons da noite.
A Maria Limão é responsabilidade e um prazer de ambos, e nesse sentido ambos mudamos a fralda, ambos damos banho, ambos vamos pôr e/ou buscar à creche, ambos damos de comer, ambos vestimos, ambos a adormecemos, ambos lhe cantamos cantigas, dependendo de qual dos dois está mais disponível. Se possível fazêmos essas tarefas os dois, em conjunto, pelo simples prazer de estar com ela.
Connosco tem funcionado assim. Não por ser Dia da Mulher, mas todos os dias do ano, porque é assim que nos faz sentido.
O Dia da Mulher não é suposto ser para o marido HOJE nos fazer o jantar, ou para nos mostrar uma vez no ano que afinal até dá uma ajudita lá em casa. Seria ridículo que o Dia da Mulher servisse para isto!
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sexta-feira, janeiro 25, 2019
Quando não é do cú é das calças!
Hoje, pela primeira vez, a Maria Limão chorou para ficar na creche quando a passei para o colo da educadora.
Ela que ficava com quem quer que fosse sem olhar para trás, ela que assim que chegava à creche não tirava os olhos dos outros meninos, a cuscar tudo e todos, Ela que sempre me deixou de coração livre e descansado para ir trabalhar sem pensar duas vezes. Hoje não tirava os olhos de mim e fez fita para ficar.
Receio que esteja a chegar a fase de estranhar certas pessoas e começar a ter preferências. Em casa já tínhamos sentido que muitas vezes é o meu colo que ela prefere. Ela vem do colo de toda a gente para o meu, mas não sai do meu para o colo de ninguém, nem mesmo para o do pai.
Hoje pela primeira vez isso manifestou-se na creche. Adivinham-se tempos de eu vir trabalhar de coração partido.
Mãe anda sempre de coração apertadinho. Quando não é do cú é das calças!
#7meses
Ela que ficava com quem quer que fosse sem olhar para trás, ela que assim que chegava à creche não tirava os olhos dos outros meninos, a cuscar tudo e todos, Ela que sempre me deixou de coração livre e descansado para ir trabalhar sem pensar duas vezes. Hoje não tirava os olhos de mim e fez fita para ficar.
Receio que esteja a chegar a fase de estranhar certas pessoas e começar a ter preferências. Em casa já tínhamos sentido que muitas vezes é o meu colo que ela prefere. Ela vem do colo de toda a gente para o meu, mas não sai do meu para o colo de ninguém, nem mesmo para o do pai.
Hoje pela primeira vez isso manifestou-se na creche. Adivinham-se tempos de eu vir trabalhar de coração partido.
Mãe anda sempre de coração apertadinho. Quando não é do cú é das calças!
#7meses
A Maria já voltou à escola
Na quarta-feira fui à creche sem a Maria, e ainda bem que fui. Por vezes alguma indignação traz ventos de mudança.
Esta manhã, salvaguardado o período de contágio, a Maria já foi à escola.
Esta manhã, à entrada, estava um papel informando que há um surto de Conjuntivite na creche, tal como eu pedi.
Esta manhã a directora quis falar comigo para me dizer que, para além de implementar uma maior comunicação entre a creche e os pais acerca das doenças existentes, irá ter regras mais apertadas quanto à recepção de crianças doentes na creche, e que para tal iria precisar de uma declaração médica autorizando a presença da minha Maria na escola.
Eu podia ter ficado furiosa, pois se tivessem feito essa exigência aos pais das crianças que tiveram conjuntivite a semana passada, a minha Maria não a teria apanhado.
Mas não fiquei.
Compreendo que num espaço onde entram, saem e permanecem tantas pessoas não é fácil controlar doenças. Compreendo que poderá ter havido algum facilistismo por parte da creche, facilitismo esse que por vezes tanto jeito nos dá a nós pais. Como também compreendo que poderá ter havido da parte dos pais dessas crianças um certo desleixo e o não querer assumir que os seus filhos tinham uma efectivamente uma conjuntivite e não a vista constipada.
O importante é a resposta rápida da creche ao meu apelo, a vontade de mudar e melhorar para bem de todos, mas principalmente para o bem dos bebés que frequentam aquele espaço.
Não tenho dúvidas que a minha filha é lá muito feliz, muito amada e acarinhada.
Ela não fala, mas eu sinto-o.
Esta manhã, salvaguardado o período de contágio, a Maria já foi à escola.
Esta manhã, à entrada, estava um papel informando que há um surto de Conjuntivite na creche, tal como eu pedi.
Esta manhã a directora quis falar comigo para me dizer que, para além de implementar uma maior comunicação entre a creche e os pais acerca das doenças existentes, irá ter regras mais apertadas quanto à recepção de crianças doentes na creche, e que para tal iria precisar de uma declaração médica autorizando a presença da minha Maria na escola.
Eu podia ter ficado furiosa, pois se tivessem feito essa exigência aos pais das crianças que tiveram conjuntivite a semana passada, a minha Maria não a teria apanhado.
Mas não fiquei.
Compreendo que num espaço onde entram, saem e permanecem tantas pessoas não é fácil controlar doenças. Compreendo que poderá ter havido algum facilistismo por parte da creche, facilitismo esse que por vezes tanto jeito nos dá a nós pais. Como também compreendo que poderá ter havido da parte dos pais dessas crianças um certo desleixo e o não querer assumir que os seus filhos tinham uma efectivamente uma conjuntivite e não a vista constipada.
O importante é a resposta rápida da creche ao meu apelo, a vontade de mudar e melhorar para bem de todos, mas principalmente para o bem dos bebés que frequentam aquele espaço.
Não tenho dúvidas que a minha filha é lá muito feliz, muito amada e acarinhada.
Ela não fala, mas eu sinto-o.
quarta-feira, janeiro 23, 2019
Esta manhã fui à creche, mas sem a Maria
A Maria Limão tem agora 7 meses. Desde os 5 que está na creche.
Neste curto espaço de tempo, para além de estar sempre ranhosa e constipada, já apanhou uma gastroentrite e uma faringite.
Novidade de ontem? Uma conjuntivite no olho direito, e que muito provavelmente afectará o outro olho. Já para não falar que poderá contagiar o resto da familia.
Para além de começar logo o tratamento com um antobiotico ocular recomendado pelo pediatra, a Maria Limão não deverá ir à escola nos próximos dois dias. E por isso, esta manhã, mais uma vez, não levei a Maria à creche. Aliás, este mês ainda só foi 9 dias à escola. É mais o tempo que a criança está em casa do que o que ela passa na creche.
Esta manhã fui à creche na mesma, mas sem Maria. E o que fui eu fazer à creche sem a Maria?
Avisar, avisar para que a creche possa fazer uma limpeza mais adequada, para que as funcionárias tenham outros cuidados entre as crianças, pois na verdade são elas que cuidam deles e que muito provavelmente transmitem o "bicho" duns miúdos para outros, para solicitar que avisem os outros pais, para o que entenderem por necessário.
Sim, eu também gostaria de ter sido informada de que havia casos de conjuntivite na escola. Muito provavelmente teria tomado outros cuidados com a Maria, como por exemplo, evitar mandá-la para a escola sempre tivesse a possibilidade de alguém ficar com ela.
Eu tive esse cuidados todos: de não mandar a Maria para a creche para não contagiar mais ninguém, e o cuidado de avisar os outros para quem tomem as devidas medidas. Mas pela conversa que tive com a auxiliar da creche, há muito quem não tenha esse cuidado. Aliás, há muito quem tenha os filhos doentes, com febre, dão-lhes um benuron e toca de os mandar para a escola na mesma, na esperança que aquilo passe e ninguém dê por nada. Não por serem maus pais, mas muitas vezes porque têm os patrões à perna e o emprego por um fio.
Não me interessa apontar o dedo, mas sim encontrar soluções, só que para isso há que descobrir afinal a culpa é de quem?:
- das creches que são autênticos infectários por falta de cuidados?
- dos pais que os mandam para a escola doentes?
- dos patrões que chantageiam os pais com ameaças de despedimentos?
- de todos os anteriores?
Vejamos o lado dos patrões. Por muita compreensão e compaixão que haja por uma recém-mamã e pela cria que está constantemente a exigir cuidados extra, o trabalho tem de aparecer feito.
E quem não depende dum patrão e de um vencimento, mas de si mesmo? Como fazem aqueles que estando dias sem trabalhar deixam de facturar e consequentemente deixam de receber?
Felizmente eu e o Limoneiro temos alguma flexibilidade nos nossos empregos, e dividimo-nos muitas vezes para que possamos ambos cuidar da piolha à vez e adiantar algum trabalho no escritório enquanto o outro está com ela, mas quem não tem essa facilidade? Quem não tem com quem os deixar quando estão doentes, como faz?
E mesmo que tenhamos com quem os deixar, quem tem a coragem para deixar um filho a arder em febre com os avós, com a empregada, etc., quando a única coisa que o consola e o acalma é o colo da mãe?
No caso da conjuntivite não me custa que ela fique com outras pessoas, pois apesar de tudo ela está bem, come bem, está bem disposta e sorridente, como habitual. Mas já a tive nos meus braços a arder em febre, prostada e encostada ao meu peito, cheia de dores de garganta ao ponto de não conseguir comer, e eu a pensar que o meu colo era naquele momento o único conforto que lhe podia dar.
Não sei quantas mais “ites” a desgraçada ainda tem para apanhar, mas custa-me vê-la constantemente com alguma maleita, por muito simples e facilmente curável que seja.
Bem sei que tudo o que ela "apanhar" agora está apenas a ensinar o seu corpo a lutar contra vírus e bactérias no futuro, mas por enquanto isto é um desgaste enorme. E bolas, ela é tão pequenina! A minha esperança é que com a catrefada de vezes que ela já ficou doente, a probabilidade de se repetir seja efectivamente diminuta. A ver vamos as cenas dos próximos capítulos.
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