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segunda-feira, abril 29, 2019

Um dos sítios que mais me faz ir às lágrimas

A seguir à zona de chegadas de um aeroporto, a meta de uma maratona é um dos sítios que mais me faz ir às lágrimas.



Alguém disse que sempre que perdermos a fé na humanidade devemos ir à meta de uma maratona para a recuperar. Não faço ideia quem o disse, eu própria ouvi dizer, mas faz todo o sentido. A meta de uma maratona é o lugar onde explodem as lágrimas, os sorrisos, as alegrias, a amizade, o amor, a cumplicidade, a entre-ajuda, mesmo por pessoas que não conhecemos.

Nas provas mais pequenas, de 5 e 10kms, já a alegria é imensa, mas na meta de uma maratona tudo é exponencial, tudo é elevado ao extremo: tanto o desgaste físico como as emoções.  Desespero e superação estão entrelaçados como nunca.

Não interessa se corres só para terminar ou se corres com um objectivo de tempo. Não interessa se tens o objectivo de fazer uma maratona em 4 horas, ou baixo das 3horas. Todos estão no mesmo turbilhão de emoções. Indescritível.

Pais e mães a correrem os últimos metros com os filhos pela mão ou até mesmo ao colo. Maridos e mulheres (companheiros) no conforto de correrem juntos. Amigos que correm em equipa para aquela motivação extra, e os solitários que estão lá por eles e para eles, pelo desafio, pela concretização do objectivo pura e dura.

Na meta de uma maratona já vi pessoas a acabar a prova com uma energia incrível, mas também já vi os que a terminam a cambalear no limite das suas forças, a cortar a meta de joelhos ou apoiados no ombro de alguém.  Já vi chorar de alegria e chorar de sofrimento, lágrimas profundas, soluçadas e partilhadas.

Este fim de semana foi a vez da 1ª edição da Maratona da Europa na cidade de Aveiro. Já conheciámos a nossa maravilhosa Veneza (aqui com dicas e tudo!) , pelo que desta vez fomos mais pela prova do que pela visita. O Limoneiro não correu a maratona, mas sim a meia (21kms). Deu obviamente o seu melhor, e fez o percurso em 1h29m, mas não se sentia em condições para fazer a sua 13ª maratona, depois de ter feito a sua 12ª em Paris há apenas 15 dias. Assim sendo, no fim, ficou comigo junto à meta a aguardar pelos restantes amigos que estavam a fazer a prova. Ele nunca tinha estado do lado de quem espera ansiosamente pelos que lhe são queridos. Pela primeira vez teve a oportunidade de ver no rosto sofrido de quem terminava a prova naquele momento, o sofrimento e a alegria da superação que tantas vezes já sentiu. Reconheceu-se de tal forma que o apanhei duas ou três vezes de lágrima no olho, ao ponto de me dizer "isto é muito emocionante, gostava de fazer isto contigo".

Não tenho pretensões de correr uma maratona, pois acho que o sofrimento é maior do que o prazer, pelo menos para mim. Sugiram-me uma maratona de Step e eu estou lá, Já o fiz 4 ou 5 vezes de sorriso estampado no rosto do princípio ao fim, mas de corrida não tenho essa ambição. Gostava de voltar a fazer provas de 10kms, como fazia antes da Maria nascer. Gosto da sensação de terminar, gosto daquele "está feito!" que nos vem à cabeça assim que cruzamos a meta, gosto de me desafiar a reduzir o tempo. Adorei ter terminado os 10kms de Madrid finalmente abaixo de uma hora (58 minutos), e de dois meses depois o fazer em 55 minutos,  mas não me peçam para me matar a correr durante 42 kms. Não o faria por gosto.  Se por acaso mudar de ideias, não tenho dúvidas que é o Limoneiro quem eu quero a meu lado, a fazer de minha lebre, a puxar por mim. Já me estou a ver a chamar-lhe nomes e a mandá-lo "à fava" de cada vez que ele não me deixar desistir,  mas por enquanto a minha resposta à pergunta "gostavas de correr uma maratona?"  é "não, obrigada!"

Para além disso,  já tentei acabar uma prova juntos e não correu muito bem.  Na 1ª vez que ele fez a maratona do Porto, eu corri a prova dos 6kms e depois voltei ao tapete para correr aqueles últimos metros ao lado dele assim quando ele chegasse. Na minha cabeça aquele momento era cheio de corações vermelhos e nós os dois a correr, lado a lado. de mão dada. Não resultou muito bem e hoje esse episódio é motivo de risota lá em casa. As metas de ambas as provas eram lado a lado, separadas apenas por uma grade de ferro. Eu pulei para o tapete assim que o vi, e corri até à meta ao seu lado, a gritar o seu nome enquanto o filmava ao mesmo tempo. Figura triste, pois o miúdo ia num desgaste tal que nem me viu. Apenas uma grade nos separava, mas ele não me viu, não me ouviu, nada! Fica o vídeo para a posteridade para nos rirmos até cair.

Não sei se alguma vez cruzaremos a meta de uma maratona juntos, mas gosto imenso de o acompanhar, de estar lá para o apoiar. Sei que do lado de quem corre esse apoio é fundamental. Eu e a nossa maravilhosa Maria Limão, que nos acompanha nesta loucura para todo o lado. Com dez meses já viu o pai correr no Porto, em Sevilha, Amesterdão, Paris (onde pela primeira vez na vida perdemos o voo) e, este fim-de-semana em Aveiro. Para o mês que vem, se deus quiser, estaremos em Basel, na Suíça. Quando crescer a Maria até pode não se lembrar dos sítios por onde andou, mas guardará com certeza memórias das sensações, dos maravilhosos e emocionantes momentos que passou connosco. Isso ninguém lhe (nos) tira!









sexta-feira, março 08, 2019

O Dia da Mulher não é suposto ser para o marido HOJE nos fazer o jantar

Esta manhã ele levantou-se às 7.30 da manhã para ir levar a  Smartieteen à escola. Voltou a ser uma noite complicada para mim. A Maria Limão anda cheia de tosse e acordou mais uma vez de madrugada para comer.

Quando voltou a casa, vendo que a noite não tinha sido fácil para mim, disse-me para ficar mais um bocadinho na cama e aproveitar para descansar que ele ficaria com a Maria, que entretanto já tinha acordado.

Eu estava vontade de dormir até ao meio-dia se me deixassem, mas disse-lhe que era preciso mudar a fralda da noite à Maria, fazer-lhe aerossóis com água do mar e dar-lhe biberon,  e que por isso seria melhor eu levantar-me, ao que ele insistiu.
- "deixa-te estar que eu trato disso".

Esta manhã ele mudou-lhe a fralda, fez-lhe os aerossóis, deu-lhe o biberon da manhã e eu descansei mais um pouco.

Quando me levantei e enquanto me arranjava para sair, a Maria tinha feito cocó, e lá foi ele mudar novamente a fralda à filha.

Enquanto eu tomava o pequeno-almoço e punha a loiça na máquina, ele apercebeu-se que a filha estava com sono. Foi adormecê-la. Quando saí de casa para o trabalho já a Maria dormia novamente.

Esta manhã ele tratou dela e deixou-me descansar, mas não foi só esta manhã e muito menos por ser Dia da Mulher! 

Sempre que é preciso acordar cedo para ir levar a Smartieteen, é ele que vai, pois acordar à noite para dar biberon à Maria normalmente é por minha conta.

Todos os dias ele faz o que é preciso ser feito, a par comigo. A entreajuda faz parte do nosso dia-a-dia. Até podem haver tarefas mais minhas do que dele, e vice-versa, como por exemplo eu cozinho, ele vai às compras. Não se trata de eu cozinhar, porque "o lugar da mulher é na cozinha". Não! De todo! Trata-se de eu cozinhar porque gosto de o fazer e porque tenho mais jeito do que ele. Ele tem mais jeito e paciência para andar à caça das promoções e para fazer as compras, e por isso é ele que vai ao supermercado.

Eu ponho a roupa a lavar, ele estende. Eu cozinho, ele põe a mesa. Ele põe a loiça na máquina, eu lavo à mão o que for preciso. Ele vai despejar o lixo, eu preparo os biberons da noite.

A Maria Limão é responsabilidade e um prazer de ambos, e nesse sentido ambos mudamos a fralda, ambos damos banho, ambos vamos pôr e/ou buscar à creche, ambos damos de comer, ambos vestimos, ambos a adormecemos, ambos lhe cantamos cantigas, dependendo de qual dos dois está mais disponível. Se possível fazêmos essas tarefas os dois, em conjunto, pelo simples prazer de estar com ela.

Connosco tem funcionado assim. Não por ser Dia da Mulher, mas todos os dias do ano, porque é assim que nos faz sentido.  

O Dia da Mulher não é suposto ser para o marido HOJE nos fazer o jantar, ou para nos mostrar uma vez no ano que afinal até dá uma ajudita lá em casa. Seria ridículo que o Dia da Mulher servisse para isto!







sexta-feira, junho 29, 2018

Recebi uma carta escrita

Ter amigas maravilhosas, de longa data, irmãs de coração, que nos querem bem como se para si fosse, que apesar de longe geograficamente fazem questão de estar presentes nos momentos cruciais da tua vida. 
E ainda nos escrevem cartas, daquelas enviadas pelo correio, como hoje em dia já ninguém faz. 
Isto é Limonada da Vida! 
Obrigada, Ana.








terça-feira, março 06, 2018

Porque há coisas que o simples perdão não resolve (ou as relações humanas são piores que física quântica parte II)

Existe muito a ideia de que nas relações humanas o perdão resolve tudo. Que tudo se apaga e se esquece por amor a um amigo ou um familiar.
Talvez a culpa seja da filosofia cristã no qual somos afundados desde que nascemos, essa ideia romântica de que tudo se resolve dando a outra face.
De facto, a paz fica muito bonita resumida em perdão, mas e se te cansares de seres sempre tu a dar a outra face? E se não estiveres mais para isso?
Muitas vezes não se trata de saber perdoar ou não. Não se trata de sermos demasiado orgulhosos para tal, nem sequer de haver coisas imperdoáveis, até porque o perdão só depende de nós, está em nós e não o outro. Simplesmente, por vezes já não queres mais. Já perdeste o interesse em estar com essa pessoa novamente, já não te faz falta alguma. O que ela tem para te dar é muito pouco, ou então está lapidado por requintes de malvadez que só te magoam e os teus dias até correm melhor quando essa pessoa não está, quando não a vês, quando não a ouves, quando chegas à conclusão que "coitado/a, não tem culpa de ser assim, mas eu também não sou obrigada a manter-me aqui e a continuar a ter o desprazer da sua presença"
Perdoar ou não perdoar, não é esse o ponto fulcral das fim das relações, até porque já houve perdões sucessivos e a situação não muda. Perdoar não resolve nada se as circunstâncias e as discussões se mantiverem.
Há relações que só se resolvem com afastamento. O afastamento consciente, propositado, necessário e que só peca por ser tardio. É simplesmente seguir o nosso caminho e não querer mais o outro na nossa vida, porque essa pessoa nos faz mais mal do que bem. É desistir de tentar fazer as pazes, pois o outro nunca vai mudar, e nem tem de o fazer por nós. Se o fizer que seja por ele/a. Apenas não queres mais estar presente, não queres mais estar lá para ouvir tanto disparate, tanto julgamento, tanta crítica infundada, ridícula e absurda. Chega de chover no molhado!
Quando o outro não te ouve, não entende os teus motivos e continua a batalhar que é o único dono da razão, chega-se à conclusão que já não dá mais e que há relacionamentos impossíveis. E não há mal nenhum nisso. O importante é que saibas que tentaste, que te esforçaste apesar de muitas vezes as circunstâncias não serem as melhores, mas tentaste. E isso faz toda a diferença na tua paz de espírito, no ficares bem contigo mesmo. Isso sim, é o mais importante.
Demora muito até nos capacitarmos que a única solução é o afastamento, mas depois de passar essa barreira já não há retorno possível. É uma sensação de alívio enorme, um virar de página com novos horizontes, é o deixar de ficar agarrado a um passado infrutífero e penoso. Não há retorno possível, porque fica a serenidade, fica o bem-estar, fica o não guardares rancor do outro desde que se mantenha bem longe de ti, onde já não te possa fazer mais mal. Ficas tu e quem te quer bem. E vais ver que tudo fica bem. Porque há coisas que o simples perdão não resolve.


Para quem não leu O Perdão e a Física Quântica (Parte I) 

sexta-feira, fevereiro 02, 2018

Os putos sabem lá o que querem da vida!

Tenho imensa inveja das pessoas que dizem:
- "ai eu já desde pequenino que sabia que queria ser médico", "eu sempre sonhei em ser professora", "como gosto muito de ajudar os outros, pelo que desde cedo soube que só podia ser assistente social", "enfermeira", "polícia",  "jornalista", etc.

Por esta altura tenho a Smartieteen no 11º ano e o Timteen no 12º ano.
Nesta fase do campeonato, já ambos escolheram (obrigados) a área que querem seguir, mas nenhum dos dois faz a mínima ideia do que quer ser quando for crescido. Conheço bem essa angústia, pois passei pelo mesmo. Eu nunca quis ser nada em particular.. Tirei um curso que até gostava, mas sem saber muito bem o que fazer com ele.

Os putos sabem lá o que querem da vida. Neste momento, ainda lhes exigem que peçam licença para tudo e mais alguma coisa, incluindo para ir à casa-de-banho, mas para o ano já é suposto eles saberem o que querem ser para o resto da vida? Como podemos esperar que decidam as suas carreiras de hoje para amanhã? Eu estou nos quarentas e continuo a não ter certeza das minhas escolhas profissionais...

É por isto que sou apologista que tirem um ano sabático. Que parem depois de 12 duros anos de escola para reflectir e ponderar as suas escolhas. Que saiam da sua zona de conforto e partam à descoberta de novas experiências. Que viajem enquanto voluntários ou para trabalhar fora do país. Que pratiquem novas línguas e conheçam novas culturas para no fundo se conheçam melhor a si próprios.

Se eles vão querer aproveitar esta oportunidade ou não, é com eles.
Mas fica a dica: http://anosabatico.pt








segunda-feira, janeiro 29, 2018

Aqui está ela, a minha música!

Lembram-se de vos ter dito que o meu mano estava a compor uma música para mim? Aqui

E aqui está ela! A minha música. Minha e da filhota que vem a caminho. Chama-se "Mother at Forty (a song for Mary)" e foi inspirado no facto de eu estar grávida agora nos "entas".

Sei que sou suspeita, mas isto está muito bom. É tão eu e tão ele que não consigo ouvir este tema sem me lembrar da enorme cumplicidade que nos une, da influência dos Dire Straits que lhe transmiti desde pequeno, e da nossa paixão pela música.

Ora ponham os ouvidos nisto!
Mother at forty (a song for mary)


(Com todo o amor que te tenho, meu brother, o meu muito obrigada!  A Maria já tem música para adormecer, em repeat mode.)


Sigam-me no Instagram @Limonadadavida, no Youtube aqui e no Facebook aqui.










sexta-feira, janeiro 26, 2018

Tenho uma música!


O meu mano enviou-me um vídeo com o excerto de uma música que ele está a compôr para mim e para a minha bebé. A música chama-se "Mother at 40" e é das coisas mais lindas que alguma vez me ofereceram (a seguir às cartas que a minha Smartieteen me escreve).

E é só isto que quero da vida: ter comigo apenas e só quem venha por bem e tenha amor para dar.
É que há pessoas tão pobres, tão pobres que a única coisa que têm na vida é dinheiro. E esses eu dispenso!

Quando a música estiver pronta e, se ele autorizar, eu partilho aqui convosco. Nos entretantos, podem ouvi-lo por aqui: soundcloud.com/josephstevanimusic



segunda-feira, dezembro 18, 2017

O mundo precisa de pessoas assim ... #4 ANURADHA KOIRALA

ANURADHA KOIRALA - Maiti Nepal
O tráfico humano é uma vergonha para a humanidade!
prostituição em bordeis na india

60% das raparigas têm menos de 16 anos


STOP HUMAN TRAFFICKING

Isto é amor! Isto é Limonada da Vida!





quinta-feira, outubro 12, 2017

Quem nunca


Quando uma pessoa que tu adoras é amicíssima de uma pessoa que tu detestas, e fica aquele sentimento de "mas o que é que tu vês nesse idiota?"

terça-feira, setembro 12, 2017

Das coisas mais bonitas em que participei em toda a minha vida

Já não é novidade para quem acompanha assiduamente o blog e a respectiva página de facebook, que eu sou voluntária da Comunidade Vida e Paz, integrando uma das equipas de rua pelos sem-abrigo de Lisboa. Já aqui partilhei o relato da minha primeira vez, e de vez em quando vou partilhando histórias vividas na Volta.

A nossa Missão é simples: ajudá-los a sair da rua.

Mas não é assim tão fácil. Muitos já não acreditam, muitos já não querem, muitos têm vícios mais fortes que a vontade de viver, e por isso mais do que ir para a rua distribuir comida há que lidar com eles, conversar, ouvir as suas histórias, perceber até onde estão dispostos a ir para sair da rua e largar uma vida que, como eles muitas vezes, dizem "não interessa a ninguém".

É nessa ligação que se cria, no reconhecer os nossos rostos, no perguntarem por este ou aquele voluntário com quem falaram ou simpatizaram, no saberem os nossos nomes e nós os deles, no desabafarem connosco, foi numa dessas noites que eu fiquei a saber que o Sr. Agripino iria voltar para a rua.

O Sr. Agripino apoiava-se nas refeições que a Comunidade e outras associações lhe davam, mas não dormia na rua. Tinha um cantinho num prédio abandonado onde se refugiava todas as noites. Não era uma casa, mas funcionava como tal. Pelo menos tinha onde guardar os seus parcos pertences e tinha um tecto.

Depois de vários anos a viver num prédio abandonado, pediram-lhe que o abandonasse uma vez que o prédio está para ser demolido.

Numa noite de volta, aproxima-se de mim e diz-me cabisbaixo: "Vou voltar para a rua! Não tenho para onde ir."

Aquilo caiu-me que nem um balde de água fria. Fui para casa furiosa e mal-disposta com a situação. Revoltada até. Não com ninguém em particular, mas com a situação em si. Dormi mal e andei vários dias a pensar naquilo. Um homem com mais de 60 anos a viver na rua, outra vez.

Por portas e travessas,  soube de uma pessoa com uma quinta algures no algarve e que precisava de quem tratasse da terra e dos animais. E na minha cabeça fez-se luz. Aquilo fazia-me sentido: um precisa de trabalho e uma casa, o outro precisa de quem não se importe de sujar as mãos e trabalhar como poucos querem e sabem. Só faltava saber se ambos estariam com vontade de aceitar o desafio: um de deixar Lisboa e partir para parte incerta atrás de uma oportunidade, o outro de dar trabalho a um desconhecido.

Falei com ambos!
Um disse-me:
- Não tenho nada que me prenda aqui. Aceito sim. Quando é que é para ir?

e o outro:
- Se ele não se importar de trabalhar, ele que venha. Terá trabalho, casa, comida e um ordenado ao fim do mês. O futuro logo se vê.

E assim se fez magia!
Falei com o restante pessoal da equipa e entre todos oferecemos o bilhete de combóio ao Sr. Agripino até Albufeira/Ferreiras. Só ida. Se tudo correr bem, não precisará de bilhete de volta.

O Sr. Agripino partiu para o Algarve no dia 2 de Maio, já lá vão 4 meses. Sempre que vou ao algarve, e sempre que posso vou à quinta visitá-lo. Oferece-me cebolas, feijão verde, batata doce. Está feliz e não pensa em voltar para Lisboa, a não ser para matar saudades da equipa da Comunidade Vida e Paz.

Fala connosco ao telefone de cada vez que a equipa se junta para fazer a Volta, e das últimas vezes que falou connosco transmitiu-nos que um dia ainda vai ser voluntário da Comunidade Vida e Paz. Bolas, que coisa bonita!

Este recente capítulo da vida do Sr. Agripino está a ser das coisas mais emocionantes e bonitas em que participei em toda a minha vida.

Nota:
Agradeço à minha amiga Maria que me apresentou a Comunidade Vida e Paz, à CVP pela entrega a reconstruir sentidos de vida e por me permitir participar, à equipa maravilhosa da Volta de Sexta-feira, ao proprietário da quinta que deu uma oportunidade única ao Sr. Agripino, e à minha família por saberem o quanto é importante para mim fazer parte de tudo deste projecto (principalmente ao Limoneiro por compreender que eu já não sei viver sem isto).

Sou uma sortuda!

















sexta-feira, setembro 08, 2017

DIOR LOVE CHAIN - Como e porquê?

Como já foi dito em posts anteriores, tive uma reacção muito natural e intuitiva ao novo anúncio do perfume Miss Dior, aqui

Após a publicação do post, fui contactada pela Marketing Manager da Dior, agradecendo a minha partilha e lançando-me o desafio de contribuir para a campanha com o objectivo de ajudar a angariar fundos para We Charity. (aqui)

A We Charity é a divisão de caridade do We Movement. Com esta iniciativa a Dior está comprometida com a acção no Quénia das We Schools, destinadas a oferecer programas educacionais a jovens mulheres por forma a que consigam quebrar o ciclo da pobreza. A We Charity conta hoje com mais de 200.000 crianças em programas de educação, com 30.000 mulheres que alcançaram a sua independência financeira e com quase um milhão de pessoas que beneficiaram de acesso a água potável e cuidados médicos. 

Estrelas e anónimos têm estado a corresponder ao apelo da Dior com pequenos vídeos respondendo ao apelo "DIOR LOVE CHAIN": Natalie Portman, Jennifer Lawrence, Rihanna, Eva Erzigova, Johnny Depp, cantores, bailarinos, pais, filhos, irmãos, amigos. 

Qualquer um de nós pode aceitar esta corrente de amor e entrar no jogo. Para tal basta responder à pergunta:

"E tu, o que farias por amor?"
Podem participar com uma fotografia, um vídeo, uma frase, um poema, o que acharem que melhor responde à pergunta. E não tem de ser sobre o amor pelo marido ou namorado. Pode ser o amor pelos filhos, pelos pais, pelos amigos, pelo animal de estimação, pela profissão. É o amor que entenderem. Podem inclusivamente  falar, cantar, dançar, desenhar, adoptar um tom mais romántico ou humorístico.

O que não pode faltar é a hashtah #DIORLOVECHAIN na postagem que fizerem.

A DIOR LOVE CHAIN está a ser feita em qualquer rede social. No entanto, para efeitos de angariações de fundos para a We Charity apenas são contabilizados os posts nas redes Instagram, Twitter e Weibo. Ou seja, o Facebook irá servir apenas para promover e divulgar a campanha.

Por cada post a Dior irá doar $1 para a We Charity, a divisão de caridade da We Movement. A acção decorre até 31/12/2017.

Em 2018, os melhores posts da DIOR LOVE CHAIN serão reunidos numa exposição itinerante que terá a sua estreia em Shangai.


Eu não sou muito de correntes virais, mas como é que a Limonada poderia rejeitar um desafio destes? Não podia!

E tu, o que farias por amor?

And you, what would you do for love?

Junta-te à DIOR LOVE CHAIN, e no fim não te esqueças de nomear uma ou mais pessoas que te são queridas e que devem atender ao teu pedido e dar continuação à DIOR LOVE CHAIN. 















quinta-feira, setembro 07, 2017

"Love Chain" Dior

Fui contactada pelo marketing da Dior a propósito do meu post sobre a campanha, este aqui: http://alimonadadavida.blogspot.pt/…/e-tu-o-que-farias-por-….

Quando escrevi o post fi-lo porque o anúncio mexeu comigo, sem saber sequer que por trás de tudo isto está uma corrente solidária.

Parece (dizem eles) que apanhei na perfeição a essência que queriam transmitir, e lançaram-me um desafio: dar continuidade a esta "Love Chain" no sentido de angariar mais fundos para a We Charity.
Adoro desafios!
Mais novidades dentro em breve.


#missdiorforlove #lovechain #wecharity #natalieportman #diorlovechain

quarta-feira, setembro 06, 2017

Da amizade feminina:

Somos um grupo de 16!

16 mulheres de diferentes idades, cada qual com a sua escolaridade, a trabalhar em áreas díspares.

Unidas por um propósito: ginásio. Mas não uma aula qualquer. Algumas de nós frequentam a nossa aula de step, com o mesmo professor há cerca de 14-15 anos. No meu caso há 13.

Mais do que a paixão pela modalidade do step e do enorme carinho pelo professor em particular, há uma energia e uma cumplicidade entre nós, no mínimo incomum.

De há uns meses para cá temos um grupo no WhatsApp. Há dias em que chovem notificações, e confesso que muitas vezes não consigo ler tudo. Mas o essencial está lá: a preocupação diária umas com as outras, a partilha do nosso dia a dia, do bom do mau, as fotos das férias, aqueles vídeos mais atrevidos, as piadas que só nós entendemos, desabafos e o apoio incondicional. Está lá tudo o que é relevante.

Acredito que muitas mulheres sejam umas cabras e umas invejosas que dizem mal umas das outras, mas que depois se aturam por algum motivo que só elas conhecem. Diz que sim, que essas "amizades" existem.

Felizmente, não é isso que tenho à minha volta.

Conheço muita gente, mas não tenho tempo para todos. Só tenho tempo para os verdadeiramente importantes.

Somos grandes na amizade e exponenciais na admiração e no respeito.
Somos 16 sortudas!

Dentro do tanto que tenho de bom na minha vida, estas mulheres são do melhor que poderia pedir ao nível da amizade. Obrigada miúdas por serem quem são. Obrigada Gonçalo Pires Pinheiro por seres o motivo que nos une.

Isto é Limonada da Vida!
#amizade #sermulher #ginasio #limonadadavida

segunda-feira, agosto 21, 2017

Tudo o que tens é Limonada!

Gosto de beijos que são abreijos
Abraços que são amassos 
Risos que viram gargalhada
Numa jantarada sem horas
De convites, partilhas e entregas 
Do tu do eu do nós e dos outros que nos preenchem
Do Sentimento que realmente se sente
De dar, de quem dá e do sorriso consequente
Da brisa quente na noite sofrida
Da mão que se estende sem senão
De conversas longas e toalhas estendidas,
De histórias de passados distantes que não se cumpriram e viram
lutas dolorosas numa escada que não é uma qualquer
Mas aquela onde dormita um herói que o é sem saber
De convicções e ideais, de quem os tem e deles não abdica
Gente assim já não se fabrica
Abaixo o mais-ou-menos, o pode ser, o poucachinho e o resto que fica
Porque já não se ama não se beija e não se amassa
Onde já não há amor é vida parada
Vida perdida num quase nada
Celebrar o quê quando tudo é vazio?
Por isso enche o copo, não o deixes a meio
Perde-te nas emoções e na vida airada
Estende a mão, aperta, aquece, apetece, arrisca e petisca, afaga e abraça.
Sente o sol no rosto, mas o do amanhecer,
que a hora é de acordar, aprender, errar, repetir, gritar, refazer, amar e fazer crer
que o tanto e o tudo que tens és tu que o fazes.
E tudo o que tens é Limonada!
#limonadadavida

quarta-feira, junho 21, 2017

Divagações

Estes últimos dias não têm sido fáceis.

Nas notícias a desgraça de Pedrógão Grande, sobre a qual eu não consigo falar. Não sei o que se passa comigo, mas sinto que não tenho nada a dizer que já não tenha sido tido e redito, esmiuçado até ao limite da privacidade alheia e do sofrimento humano.

Não consigo tecer críticas, apontar dedos, não me parece que seja isso o fundamental neste momento. É quase o mesmo que quando um filho cai e se magoa, e apesar de o termos avisado várias vezes, no momento em que estamos a levá-lo para o hospital não repetimos consecutivamente "eu disse-te", pois não? Só queremos é fazer tudo para que ele fique bem e o mais rápido possível. Apontar-lhe o dedo seria ridículo, quando tudo o que queremos é vê-lo bem.

Até agora ainda não tinha falado no drama de Pedrógão aqui no blogue, talvez até por egoísmo, porque estava a viver o meu próprio draminha minúsculo, mas que era o meu, bolas!

Os meus últimos dias têm sido um vendaval. Felizmente não pelos motivos tão graves quanto os que agitam Pedrógão Grande e as vítimas do devastador incêndio. São motivos meus, que não importam agora partilhar, ou pelo menos que não me sinto preparada para os partilhar.

Melhores dias virão! A vida não é sempre um mar de rosas, mas também só é o drama que dele quisermos fazer. O que há a fazer nesses momentos? É levantar a cabeça e recomeçar tudo de novo se for preciso. A vida também é muito o que fazemos dela, e deixar de fazer algo com medo de errar é a pior forma de vida.

Fixo-me no meu marido, nos meus filhos e na enorme sorte que tenho em os ter. Agarro-me ao amor enorme que me têm e à felicidade de saber que sou fundamental nas suas vidas. Conforto-me com os amigos maravilhosos, que os tenho, que estão sempre lá quando é preciso, e que sabem exactamente quando me deixar a sós, na minha introspecção.  O resto, mais desilusão, menos desilusão, que se lixe! É apenas a vida a ser vivida.

No matter what, I rise!











quarta-feira, fevereiro 08, 2017

Sou uma Fofuxa


Duas amigas da minha Smartieteen ofereceram-lhe, no dia do seu aniversário, um frasco cheio de papelinhos coloridos com as "Razões Pelas Quais Gostamos de Ti".

Que ideia fantástica! Todos os dias de manhã, a Smartieteen retira religiosamente um papelinho do frasco, para começar bem o dia. Apesar de já ter feito anos há mais de um mês, todos os dias recebe um presente novo.

Ao pequeno -almoço a Smartieteen partilha comigo.
- Mãe, sabes o que o papelinho de hoje dizia:

"A tua mãe é uma fofuxa"!

Babei!
#limonadadavida #derreti #sermae #ganheiodia #smartieteen

segunda-feira, janeiro 30, 2017

O Dia Seguinte

Aposto que todas as noivas dizem isto: "Passou a correr". 

Foi um piscar de olhos desde as Maldivas, desde o pedido de casamento, há cerca de um mês atrás. Mas, depois de 9 anos de vida em comum, não fazia sentido esperar mais.

O dia, apesar da chuva, foi bonito.
Agora é só continuar a ser feliz!


Obrigada Limoneiros, pelos parabéns e desejos de felicidade. 
You are the best! 


#weddingday #dayafter






quarta-feira, janeiro 25, 2017

Era suposto ser uma cerimónia simples e discreta!

Lembram-se de vos ter dito que fiquei noiva nas Maldivas? aqui

Mas quem é que é fica noivo nas Maldivas?
Quem viaja para as Maldivas, ou vai casar lá, ou vai passar a lua-de-mel, ou vai renovar votos de casamento, ou coisas assim. Mas não! A Limonada e o Limoneiro têm a mania que são do contra, e depois de 9 anos de vida em conjunto, vão namorar para as Maldivas e lá é que se lembram de ficar noivos!

Ora, depois das férias e durante os planos para o casamento entendemos que devia ser uma coisa simples, muito simples, na conservatória. Só nós, a Smartieteen e o Timteen. "É só ir ali à conservatória e formalizar a coisa assinando os papéis", diziamos nós. E quanto mais rápido melhor.

Por muito simples que fosse, rejeitei de imediato a ideia de casar de calças de ganga ou roupa normal de trabalho. A ocasião merecia um vestidinho modesto, mas novo.

Mas, e casamos e voltamos para casa? Nah... Vamos pegar nos miúdos e vamos jantar fora com eles.

Então e os pais? Epá, os país têm de vir ao nosso casamento. Pelo menos os pais.

Então e não ficamos com fotos para recordar o dia? Ok, então bora lá contratar um fotógrafo.

Fotos? Então tenho de marcar cabeleireiro! E manicure, e pedicure, e comprar uma roupinha jeitosa para os meninos, e um fato para o noivo, e noiva não é noiva sem um bouquet de flores na mão, e isto, e aquilo.

As pessoas que nos amam e nos querem bem, estão a achar um piadão a isto e perguntam, como vai ser e quando, e o vestido de noiva, e o bouquet, e o fotográfo, parecendo por vezes valorizar mais a festa do que nós próprios.

Num piscar de olhos isto passou de uma coisa discreta para um dia de casamento semelhante a tantos outros em que me sinto no direito de ser princesa por um dia.

Passei de escolher um vestido elegante e muito "clean", possível de vestir noutra ocasião, para um vestido super piroso, cheio de tules e rendas. Uma noiva à séria, com direito a fotos, a jantar com convidados, a noite de núpcias, e tudo e tudo!

O dia é meu e pelo menos nesse dia eu posso ser o que eu quiser.
Quero ter um dia colorido por muito que chova, um dia caloroso por muito que faça frio, um dia cheio de amor!










sábado, janeiro 21, 2017

BOTECO DAS TERTÚLIAS # 15


Confunde-se muito o opinar sobre a vida de alguém com ajudar um amigo. 
Ora, dar conselhos e opiniões sobre uma vida que não é a nossa é a coisa mais fácil deste mundo. Qualquer porteira o faz. 

Ajudar um amigo é algo muito diferente.

Ajudar um amigo é, em primeira instância, saber ouvir.
Saber ouvir e muitas vezes saber calar. Não um silêncio cínico, mas um silêncio sincero, que respeita as escolhas do outro. Não confundir sinceridade com frontalidade, que essa quando em demasia por vezes magoa. A frontalidade tem muito que se lhe diga! Não é qualquer um que tem jogo de cintura para a usar.

Ajudar um amigo é, mesmo não concordando com o caminho escolhido, estar lá para dizer "espero que sejas feliz ", e não para dizer "um dia destes ainda me vais dar razão";

Ajudar um amigo, muitas vezes, é desejar não termos razão, é desejar que ele seja bem sucedido e se preciso contribuir para tal;

Ajudar um amigo é estar lá por ele e não por ti;

É gostar dele como é, e não como gostarias que ele fosse;

É querer o seu bem mesmo que não tenha nada para te dar; 

É aquela cumplicidade que vos une mesmo que vivam a léguas de distância. Mesmo que vivam em mundos opostos. Mesmo que venham de berços diferentes.

Aliás, a AMIZADE é um sentimento tão mágico e puro que deveria ter um símbolo, algo que a represente por si só, assim como o símbolo do infinito, da paz, do amor. Podemos representar a amizade com um par de mãos dadas, mas não é a mesma coisa.  

Deveria ter também um hino majestoso, tal qual o Hino à Alegria de Beethoven. Beethoven deveria ter-se dedicado a compôr um hino à amizade. Ela merece!

A amizade deveria ter um templo, onde as pessoas pudessem agradecer e homenagear as amizades que nutrem e a forma como elas preenchem as suas vidas. 

A amizade podia muito bem ser uma religião, que as pessoas pudessem estimar, respeitar, venerar, apregoarE este podia muito bem ser o símbolo da amizade:





Simples, como se pretende que seja. Um centro, 4 pontos. Um ponto fulcral que une dois seres independentemente do caminho que cada um escolha. Haverá sempre um elo de ligação, mesmo que estejam a quilómetros de distância ou virados para qualquer caminho. Em forma de hélice, para poder girar e a girar, como a vida faz connosco. 

Assim são as amizades! Não as que só mantemos para nos aumentar o ego. 
As verdadeiras! 

#ajudarumamigo #amizade #limonadadavida

Este texto faz parte da colaboração da Limonada da Vida com o projecto Boteco das Tertúlias.
Um debate de ideias mensal na companhia 
das estimadas Lifes Textures e Contador d'estorias)

quarta-feira, janeiro 04, 2017

Conselho a uma teenager inconsciente!

A Minha Smartieteen faz hoje 16 anos! Os maravilhosos Sweet Sixteen!

Descansem que não vos dar uma seca de lamechice de mãe a dizer o quanto adoro e estou orgulhosa do ser humano fantástico que criei, o que no fundo é uma maneira de dizer que sou uma mãe TOP TOP TOP.

Nada disso, o post de hoje é um conselho às miúdas da idade da minha que começam agora a namorar.

E isto a propósito de quê?

Duas das melhores amigas da Smartieteen estão a preparar-lhe uma festa de aniversário há cerca de um mês, com todo o amor e carinho, para o próximo fim de semana.

Ora, ontem fiquei a saber que uma das organizadoras não vai à festa.
Pensei eu que por m motivo grave, ou um imprevisto de última hora.
Não... o namorado tem jogo de andebol!
Fiquei piursa!

Ouve lá ó miudinha, para além de ser uma enorme falta de educação falhar a um compromisso à última hora, vais fazê-lo para ir ver o namorado jogar andebol? Mas estás doida, o quê?

Pensa comigo enquanto respondes a estas perguntas?
1- Com qual dos dois é que tu te comprometeste primeiro? Agarra-te a isso.
2- Quantas vezes mais terás tu oportunidade para ver esse teu namorado jogar?
3- Quantas vezes por ano é que a tua amiga faz anos?

É fazer as contas!
Nunca, mas nunca na vida, troques uma amiga/o por um qualquer namorado nesta vida!

De nada!